Poetriz

Sou um pouco de poeta e de atriz na frente do meu compoetador

Amar era tão infinitamente melhor Outubro 16, 2008

Arquivado em: Lya Luft — poetriz @ 1:09 am

“Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos.”


- Lya Luft

 

3 Responses to “Amar era tão infinitamente melhor”

  1. Lunna Says:

    Esse escrito calou fundo na alma, ainda não conhecia. E olha que gosto muito de Lya Luft. Tenha um lindo carissima.
    Abraços meus

  2. Eu ainda diria ‘ qem não nos amou… não sabe o que perdeu! A fila anda.. e a gente tem de saber o que quer, pra poder perceber qdo encontrar!!!’

  3. O Trovador Says:

    Ma cheri! Bom texto. Me identifiquei, sabes né?

    Saudades. Como vão as aulas de frances?

    ^^

    Agora o comentário em si.

    Estou a favor do texto e além. Completo-o. Agora, amadurecidos, já não entregamos mais amor gratuito e dificilmente cederemos a outro aceno ensaiado.

    Beijoo


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