Zaphod Beeblebrox, começou a ficar obcecado com o que teria acontecido com todas as esferográficas que ele havia comprado nos últimos anos.
Seguiu-se um longo período de pesquisas meticulosas, durante o qual Voojagig visitou todos os principais centros de perdas de esferográficas da Galáxia, e terminou formulando uma curiosa teoria que se popularizou muito na época. Em algum lugar no cosmos ― afirmou ele ― , além de todos os planetas habitados por humanóides, reptilóides, peixóides, arvoróides ambulantes e tons de azul superinteligentes, haveria também um planeta habitado exclusivamente por seres vivos esferografóides. E era para esse planeta que iam todas as esferográficas perdidas e abandonadas, escapulindo por buraquinhos no espaço para um mundo onde elas podiam viver uma vida esferografóide, reagir a estímulos de caráter eminentemente esferografitico ― em suma, levar a vida com que sonha toda esferográfica.
Como teoria, isso era bastante interessante. Mas, um dia, Veet Voojagig resolveu afirmar que havia descoberto esse planeta, onde teria trabalhado por algum tempo como chofer de uma família de canetas verdes baratas de ponta retrátil. Então Voojagig foi internado, escreveu um livro e terminou como exilado tributário, que é o que costuma acontecer com aqueles que fazem papel de bobo publicamente.
Douglas Adams In “O Guia do Mochileiro das Galáxias”
Arquivo do mês: março 2009
Onde vão parar as esferográficas?
Escravos do destino
Porque o destino não pode ser enganado, ele nos governa, e todos somos seus escravos.
- Bernard Cornwell in “Os senhores do norte”
O estrangeiro
- Diga, homem enigmático, de quem gosta mais? De seu pai, de sua mãe, de sua irmã ou de seu irmão?
- Não tenho pai, nem mãe, nem irmã, nem irmão.
- Amigos?
- Você usa de palavras cujo sentido até aqui desconheço.
- Pátria?
- Ignoro a que latitude se situa.
- Beleza?
- Deusa e imortal, de bom grado a amaria.
- O ouro?
- Odeio-o como você odeia a Deus.
- Mas que gosta então, estrangeiro extraordinário?
- Das nuvens… as nuvens que passam… lá longe… lá longe… as maravilhosas nuvens!Charles Baudelaire in “Pequenos poemas em prosa”
MP10
Estou sem celular há sei lá quanto tempo. A gente acostuma e não faz mais falta. Assim como o relógio que eu não vivia sem e há anos não uso.
Maaaas, como andei perdendo ligações importantes, resolvi comprar um mp10. Tem a cara do iphone, não tem?

By poetriz
Revolução da Alma
[ Arte de Rarindra Prakarsa ]
Ninguém é dono de sua felicidade, por isso: não entregue sua alegria, sua paz e sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, das vontades ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta de vida.
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivos longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque em seu interior a resposta para acalmar-se.
Você é reflexo do que pensa diariamente.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que quer oferecer a você o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está “pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida neste momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las
Se você anda repetindo muito: “eu preciso tanto de você” ou, “você é a razão da minha vida” – cuide-se.
É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.
A inteligência é a insolência educada.
Nosso caráter é o resultado de nossa conduta.
Egoísmo não é amor, mas sim, uma desvairada paixão por nós próprios.
O homem sábio não busca o prazer, mas a libertação das preocupações e sofrimentos.
Ser feliz é ser auto-suficiente.. .
Seja senhor de sua vontade e escravo da sua consciência.
- Aristóteles, 360 a.C. (Atribuído)
Os dedos da alma
Muito embora o texto estivesse desbotado, ela conseguiu ler as palavras. Os dedos de sua alma tocaram na história escrita tanto tempo antes, em seu porão da Rua Himmel.
Markus Zusak In “A menina que roubava livros”
Nada é mais difícil
No curso dos anos ambos chegaram por caminhos diferentes à conclusão sábia de que não era possível morar juntos de outro modo, nem se amarem de outro modo: nada neste mundo era mais difícil do que o amor.
Gabriel Garcia Marquez in “O Amor no Tempo do Cólera”
Livro caro

By poetriz
Livro de Tomas Alexander Hartmann tem apenas 13 páginas e custa 153 milhões de euros. (Foto: Reprodução)
O escritor alemão Tomas Alexander Hartmann apresentará em março deste ano pela última vez o livro “Die Aufgabe” (“A Tarefa”), que tem apenas 13 páginas e custa 153 milhões de euros (cerca de R$ 512 milhões), segundo o jornal espanhol “Metro”.
O preço do livro, que foi apresentado pela primeira vez ao público na Book Expo America 2008 Fair, feira de livros que aconteceu em Los Angeles, é elevado porque, segundo Hartmann, responde as três questões mais importantes da humanidade em menos de 300 frases.
“De onde viemos?, Para onde vamos?, Qual é a missão real que estamos por realizar?” Essas são algumas das dúvidas que o autor promete decifrar para quem estiver disposto a pagar mais de R$ 500 milhões pelo livro de 13 páginas.
Segundo o Metro, o autor diz estar cansado das críticas que tem recebido por causa do valor do seu livro. Por isso, ele decidiu que não vai mais expor a obra depois da feira de Art Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que acontecerá em março.
Do G1, em São Paulo
Festejamos com nosso inimigos
(…) – Abaixei-me, peguei sua espada pela lâmina e estendi para ele. Ele pegou-a dizendo:
- Obrigado.
Então o matei. Arranquei sua cabeça dos ombros. Ele soltou um gorgolejo, estremeceu e caiu na grama, mas continuou segurando a espada. Se eu tivesse deixado que ele morresse sem a espada, muitos dos dinamarqueses que observavam teria me considerado arbitrariamente cruel. Sabiam que ele era meu inimigo e sabiam que eu tinha motivos para mata-lo, mas nenhum pensaria que ele merecia ter negado o castelo dos cadáveres. E um dia, pensei, Ivarr e seu tio iriam me receber lá, porque no castelo dos cadáveres festejamos com nossos inimigos, recordamos nossas lutas e lutamos com todos eles de novo.- Bernard Cornwell in “Os senhores do norte”





