O estrangeiro

O estrangeiro

- Diga, homem enigmático, de quem gosta mais? De seu pai, de sua mãe, de sua irmã ou de seu irmão?
- Não tenho pai, nem mãe, nem irmã, nem irmão.
- Amigos?
- Você usa de palavras cujo sentido até aqui desconheço.
- Pátria?
- Ignoro a que latitude se situa.
- Beleza?
- Deusa e imortal, de bom grado a amaria.
- O ouro?
- Odeio-o como você odeia a Deus.
- Mas que gosta então, estrangeiro extraordinário?
- Das nuvens… as nuvens que passam… lá longe… lá longe… as maravilhosas nuvens!

Charles Baudelaire in “Pequenos poemas em prosa”

7 respostas »

  1. Oi, querida.

    Baudelaire…Em suas angústias…
    Estar existindo, ir sendo estrangeiro no mundo…
    Não há Pátria, vínculos, afetos e até a mulher seria inatingível posto que idealizada como uma deusa…
    É o mergulho de cabeça, no abismo…

    Bela escolha.

    Abraços,
    Mai

  2. Fla,

    somos tão sozinhos nesse mundo! às vezes me sinto apenas amiga das nuvens, posto que sempre fui amiga do vento.

    Nuvens são meu travesseiro, onde descanso.

    bjs

  3. oi amiga… passando por aqui pra matar saudade de ti.
    a vida anda tão corrida aqui… e fora isso meu pc entrou em coma por 2 semanas. mas conseguimos acordá-lo… eu e os montes de reais que eu tive que pagar!rs…
    c tá boa? tô com saudades… quando puder entra no msn!
    beijocasssssssssssssssssssss.

  4. ACho que esse texto retrara como a gente as vezes pode ser feliz com pouco, com o belo, com o que as vezes nos passa despercebido!
    Beijão

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