Fitas vermelhas

Fitas vermelhas

Fitas vermelhas dançam na noite. Ninguém vê, ninguém repara. Se não enxergam estrelas, quem enxergaria ela?
Também não a vejo, mas ela ronda meu quarto. Silenciosa, passos ninjas, invisível na noite.
Algumas vezes penso ouvir sua voz sussurrando no meu ouvido, as vezes penso sentir a adaga no meu pescoço.
Ela morreu, mas ainda vive.
Ela insiste em voltar nas noites que fico à toa.
Nas noites que deixo os sentimentos que tranco no peito fugirem.
Nessas noites, onde fantasmas assombram o escuro, ela surge.
Surge e me anima com suas fitas vermelhas.
E depois some levando o medo junto dela.
E morre com ele.

As vezes lembro das fitas vermelhas esvoaçantes.

Não enxergo nada na escuridão.
Mas eu sei que alguém silencioso, uma adaga prateada e fitas vermelhas dançam quando durmo.

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