Ananias olhou a folhinha: 11. 11 de setembro. Tomou uma cafiaspirina. Deitou-se. Sobre a cadeira fulgem agora o metal dos óculos, o monograma do relógio, o vidro do copo. Fulgem, nos travesseiros, os seus cabelos grisalhos. O resto é sombra. Dorme, Ananias,
que o bicho tatu
já vem te pegar..Noite adentro, a alma de Mestre Rembrandt vai enchendo de sombra e prata o lívido interior de cinema mudo. De sombra e prata, e irreparável tristeza… Mas o mais triste de tudo é que eu não conheço nenhum Ananias neste mundo. E um dia Deus me pedirá contas de mais essa vida inútil, sem finalidade…
Mário Quintana in “Sapato florido”










Sempre bom passar aqui, ler tuas postagens, viajar no que recolhes de bonito por ai.
Beijo.
… eu um dia, 28 anos atrás, Deus me olhou nos olhos e disse: - Desça e faça o melhor!
Preciso achar alguém que me diga se estou no caminho certo…
já dizia Lygia Fagundes Telles, é preciso amar o inútil…
E um dia Deus me pedirá contas de mais essa vida inútil, sem finalidade…
Tenho muito medo dessa pertação de contas…
Amei seu blog
=*
Eu volto…
Estou seguro e confiante em minha prestação de contas. Tenho a receber… tenho imposto retido na fonte. A fé me impulsiona. A crença me dá segurança.
Eu conheço pelo menos uns três Ananias, desde a infãncia.