Como eu disse, deveria haver um sistema diferente. Deveria haver algum tipo de arranjo universal que não deixasse espaço para mal-entendidos. Poderia envolver sinais de mão, talvez. Ou pequenos adesivos discretos presos na lapela, com código de cores para diferentes mensagens:
Disponível/Não disponível.
Com relacionamento/Sem relacionamento.
Sexo iminente/Sexo cancelado/Sexo meramente adiado.
De que outro modo a gente vai saber o que está acontecendo? Como?
Na manhã seguinte pensei muito e com intensidade e não cheguei a lugar nenhum. Ou a) Nathaniel ficou ofendido com minhas referências ao sexo e não está mais interessado ou b) ele está bem, tudo continua de pé, ele só estava sendo homem e não dizendo muita coisa, e eu deveria parar de ficar obcecada.
Ou algo no meio.
Ou alguma outra opção que nem considerei. Ou …
Na verdade acho que isso cobre as hipóteses. Mas mesmo assim. Estou totalmente confusa só de pensar.Sophie Kinsella in “Samantha Sweety, Executiva do lar”
fev27
Talvez nada seja muito coerente mesmo. Tudo seja fruto de uma coincidência de instantes, e a lógica não seja boa para aconselhar decisões. Talvez tenhamos que deixar as coisas caminharem assim ao léu. Os sinais valem até o momento em que foi escrito. Fomos feitos para desmanchar sinais, será?
Beijos.
“Deveria haver algum tipo de arranjo universal
que não deixasse espaço para mal-entendidos.”
A vida não perderia
metade da graça?
Beijo,
doce de lira
Olha só, você leu!!! Espero que tenha gostado.
E esse, com certeza, é um dos meus capítulos favoritos.
Beijos.