“Busque amor novas partes, novo engenho
para matar-me, e novas esquivanças,
que não pode tirar-me as esperanças;
que mal me tirarão o que eu não tenho.“Olhai que de asperezas me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes, nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido lenho.“Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá m’esconde
amor um mal, que mata e não se vê.“Que dias há que n’alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei donde,
vem não sei como, e dói não sei porquê”.- Camões
jun28
Esse é o meu primeiro soneto… era muito jovem e não sabia do que estava falando… Mas copiei no caderno e decorei… Hoje eu sei dessa coisa que “vem não sei como, e dói não sei porquê”…
Ai ai ai… Hoje com 26 anos (muito estranho ter 26) eu me lembro muito como era não sentir… Ou ainda, como era sentir a vontade de sentir… de estar com o recipiente aberto, limpo e pronto…
p.s Adoro seu blog… Leio muito, mas não costumo comentar… mudarei isso. rsrsrs
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