Eu devo ser louca mesmo pra escrever coisas assim.
Expondo a vida, os sentimentos, os pensamentos.
Assim, feito ferida exposta, corte aberto, sangue derramando, a carne rasgada pra que todos vejam meus ossos. Duro, branco, forte, sustentando sonhos e frustrações por tantos anos. Um esqueleto é o que sou, e quando morrer é só parte dele que sobrará.
O resto, efêmero, será devorado pelos vermes sedentos de vida. Sugarão-me a vida. O que sobrar dela.
A alma, rogo que vá para junto de Deus. Que suba leve, liberta das mágoas e decepções, pondo fim à solidão da existência humana.
E só porque eu espero esse dia, só porque eu escrevo esse tipo de coisa, é que não gostei daquele comentário.
De quem com a faca na mão, se deleita da dor alheia, como se fosse indiferente à própria dor.
jun30
vc né louca não, louco é quem esconde o que sente.