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Arquivo do mês: julho 2010

Do cotidiano

Semana ruim no trabalho. Uma palavra mal dita, mal interpretada e o caos. Minha ex chefe já dizia: “que lê não sabe com que entonação a gente escreveu”. E acrescento: e sempre lêem como se fosse grosseria.

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Já arrumaram a pessoa pra função da minha amiga. Já começo a me sentir órfã de amiga (que tem mais assuntos do que filhos e marido).

*

Chegou o livro que o reitor da Universidade de SC ficou de enviar pra mim. Enviei um email perguntando sobre o livro, porque queria comprar pra fazer o TCC e ele gentilmente ficou de me dar um exemplar.

*

O livro que estou lendo atualmente é fantástico. “Por que as chinesas não contam calorias”. Tem tanta coisa interessante que eu fico relendo a mesma página mil vezes e pensando “como nunca reparei nisso”.

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Semana que vem voltam as aulas e eu não terminei nem 1/5 dos trabalhos que eu tinha pra fazer.

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Hoje vou fazer luzes no cabelo. Aquele fio branco me traumatizou: vou ficar loura!

 
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Publicado por em julho 31, 2010 em Cotidiano

 

Futuro

Querido Caio,

Decidi liberta-lo. Decidi esquece-lo. Amar é isso, não é? Abrir mão de si mesmo em função da felicidade do outro.
E no fundo não ia dar certo mesmo. Justificativa e negação são sintomas do fim de qualquer coisa.
Tinha que terminar um dia, não tinha? Então foi uma boa hora, porque ainda o amo. E é tão triste terminar quando já não se tem nem mais respeito pelo outro, a gente fica acabado, aquele sentimento de frustração, de que perdeu um tempão da vida. Mas viveu, ao menos. Justificativa e afirmação são sintomas de quem está no caminho de superar toda a história.
Afinal, não havia planos pro futuro. A história toda não tinha futuro. E o futuro, uma hora tinha que começar. Sem ele, obviamente.
Mas então eu pergunto, se só existem razões boas, se o amor é pra nos elevar, por que dói tanto?

Lágrimas,
F.

 
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Publicado por em julho 30, 2010 em Poetriz

 

Não sei como

Quero pedir que me perdoe. Quero dizer, não agora. Não espero que me perdoa agora, mas… Eu fugi de você… quando deveria ter ficado. Dei o meu bebê e… fugi. E parte disso não foi minha culpa. Foi o que houve comigo, mas… tem essa outra coisa, e… Você me amava. Me amava… e eu deveria ter me agarrado a isso. Deveria ter deixado você cuidar de mim. Mas não deixei… Porque… porque eu não sei como. Você sabe, eu sou terapeuta. Cuido dos outros, mas… Deveria ter deixado você cuidar de mim… mas não deixei.
(…)
Perdi minha felicidade e não pedi ajuda. Eu fugi. Então, como eu poderia esperar que você contasse comigo? Que confiasse em mim, acreditasse em mim? Então… eu sinto muito. E eu entendo. Você fez o que julgou correto. Mas espero que algum dia… possa me perdoar.

Violet
- Private Practice 3×22

 
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Publicado por em julho 29, 2010 em Filmes & Séries

 

Tão longe

nós que nos amávamos tanto
hoje estamos tão longe
sem rima, sem sono
nem lembro
de como eu te achava estranho

- Martha Medeiros in “Poesia Reunida”

 
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Publicado por em julho 28, 2010 em Martha Medeiros

 

Desapego

Eu te pergunto, dos livros que você guarda na sua casa. Quantos você já releu?

Campanha do blog do PDL.

 
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Publicado por em julho 27, 2010 em Blogosfera

 

A farsa da fidelidade

Levante a mão quem é a favor da fidelidade. Eu sou e já fui traída escancaradamente. E traí, por que não? Fidelidade não se trata exclusivamente do interesse sexual amoroso.
Sabe, aquela mentirinha de que não conversa mais com aquele amigo, ou que está cansado e quer ir pra casa ao invés de sair? É traição também. Quem não é sincero, trai a confiança.
Fidelidade tem mais a ver com segurança e respeito.
Uma olhadinha não machuca ninguém, não é? Talvez. Na minha frente, nem pense em tal ato involuntário porque me magoa sim! Longe de mim, aja com juízo. Olhe mas não puxe assunto e menos ainda pegue o telefone.
Tem gente que é o exemplo da fidelidade. Conheço uma meia dúzia assim. Ou conhecia, porque vez em quando somem. Somem porque são fiéis a fantasia de que toda mulher é louca de ciúmes. Ou somem porque são tão inseguras e morrem de medo de perder o namorado. Tornam se fugitivos, isolados, pecadores de um pecado que nem cometeram ainda.
Esses aí amam desesperadamente e são fiéis. E amanhã, morrerão de depressão quando descobrirem que é a fidelidade não é recíproca.
A fidelidade existe. É fruto do amor, do comprometimento, da entrega. É o respeito que se tem ao relacionamento, ao outro, a si mesmo.
Ninguém vive isolado, por isso o amor tem que ser forte pra resistir às tentações. E pra quem evita a tentação ao extremo é como minha vó dizia: “se lambuza na primeira oportunidade”.

 
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Publicado por em julho 27, 2010 em Desabafo

 

Rapidamente

Mas gosto de perceber que as dores são cada vez mais rapidamente superadas.

Caio F. Abreu in “Cartas”

 
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Publicado por em julho 27, 2010 em Caio Fernando Abreu

 

Sete links

Vi esse desafio no blog da Lilly (“Coisas de Lilly”) e como eu adoro memes e afins, quis fazer igual.

A intenção é escrever um post/artigo em seu blog com 7 links, um link para cada uma destas categorias :

  1. o primeiro post;
  2. o que eu mais gostei de escrever;
  3. o que gerou debate;
  4. o mais util;
  5. o melhor título;
  6. um post de outro blog que eu gostaria de ter escrito e
  7. um que eu gostaria que as pessoas tivessem lido mais.

Agora é puxar lá da memória pra lembrar tudo o que eu escrevi…

1 – O primeiro post do Poetriz, foi o “About“. Tanto que é por lá que eu conto o aniversário do blog. Eu já tinha blogs em outros “servidores de blog”, daí resolvi conhecer o WordPress e trouxe os textos desses blogs pra cá. Por isso, tem texto com data mais antiga do que da criação desse blog.

2 – O que eu mais gostei de escrever foi dificílimo escolher porque normalmente eu escrevo só quando tenho vontade e só publico quando eu gosto do resultado. Eu escolhi o “Dança” porque foi diferente escrever sobre movimentos, algo que lembrasse uma dança. Foi inspirado numa festa com meus amigos onde dançamos forró até de manhã. Escolhi esse também porque foge um pouco dos meus textos normalmente “tristes”.

3 – O que gerou mais debate com certeza é o “Quanto tempo demora pra esquecer alguém”. Vira e mexe, alguém encontra esse texto e comenta ele. E ele está sempre nos mais visualizados da semana. Ele foi tão comentado que acabou gerando um segundo texto sobre o mesmo assunto. O engraçado é que as pessoas devem chegar aqui pensando que encontrarão dicas e o texto não é bem isso. É pessoal o texto, foi quando eu percebi que pra esquecer alguém a gente precisa primeiro entender que precisa esquecer.

4 – Útil? Eu elegi o  “Trocando Livros” pra quem tem livros e não é apegado a eles, esse site permite você trocar livros. Como tem poucas opções pra troca, acho que falta um incentivo e um desapego dos leitores.

5 – O melhor título eu dou pra “Pra quem não quer se apaixonar“. Eu não sou boa em dar títulos, aliás, sofro horrores pra colocar título nas citações que recolho.

6 – Post de outro blog? Meu deus, eu ia ficar horas listando. Eu gosto de muitos textos. Eu separei o do Edu, “Esquecer é verbo futuro” , que é muito bom.

7 – Um que eu gostaria que as pessoas tivessem lido mais? Esse eu passo. Normalmente os posts escritos por mim são os mais comentados. Ficar revirando o passado (de posts escritos) e lamentado (a falta de comentários) também não é meu feitio. Mas quem sabe eu não volto aqui e atualizo?

Bom, e como todo mundo sabe, meme roubado não é repassado. =)

 
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Publicado por em julho 26, 2010 em Testes/Memes/Selos

 

Tristeza

Eu queria ler um texto bem triste, desses de chorar sabe? Que a gente se identifica logo de cara e pensa, putz, como não fui eu que escrevi isso ou ainda, isso é sobre mim?
Mas tinha que ser um texto que falasse de solidão, de incapacidade e de depressão. Um pouco de abandono também, e de falta de propósito em viver.
Nada de palavras de amor, de saudade. De gente que já amou e perdeu e quer de volta e não dará valor novamente.
Também não quero ouvir do impossível. Do distante. Do ausente.
De lua, luar e estrelas.
Não quero som de fundo, nada de música que tenha letras românticas ou pra com mensagens pra cima porque hoje eu estou pra baixo mesmo. E eu permito isso vez em quando. Ué, que tem de mal em sofrer, só um pouquinho?
E daí que tenho mais motivos pra estar feliz? Não estou, ponto.
Insatisfação. Complicação.
Eu queria ler algo bem profundo, escrito bem dolorido, que ardesse igual álcool na ferida.
E queria silêncio. Só lágrimas.
Eu queria muito um texto assim porque hoje não fui capaz de escrevê-lo.

 
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Publicado por em julho 25, 2010 em Poetriz

 

Corte de cabelo

Eu tinha comentado que cortei o cabelo e não gostei. Bom, essas fotos tirei no dia. Eu já me acostumei, voltei a usar tictac pra conter a franja que não me deixa trabalhar.
Ah, adoro scrapbooking. Eu raramente faço, mas acho lindo. Hoje estava inspirada.

 
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Publicado por em julho 25, 2010 em Cecília Meireles

 
 
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