- pequeno lenço branco;
- movimento de vai e vai do mar, dentro dos olhos;
- gesto obsceno executado por desamantes em desvario;
- nona nota musical;
- cor que sobra do desbotamento do azul;
- congelamento criogênico momentâneo do coração;
- cais à beira d’água;
- diz-se daquele instante em que desabam pétalas sobre o esquife;
- restos mortais de fotografias não amareladas;
- na geometria, o ponto exato onde termina uma reta e começa uma curva;
- verruga que nasce no queixo e que, não tratada adequadamente, transforma-se em tumor maligno. (Ex: “Adeus, amor, é animal em extinção na minha floresta de palavras, desde que seus olhos lumiaram no escuro de minha alma.”)
- André Gonçalves in “Coisas de Amor Largadas na Noite”
ago27
lindo demais…
penso em almas escuras, povoadas de sonhos desfeitos, amores impensados e desejos embolorados.
escrevi isso:
Uma música embala
O processo doloroso
do vai e vem amoroso.
A rima veio a calhar
Assim como algumas bocas
Desejosas, secas por beijos
esfomeados, suores
Adocicados e
um amor que faça
transbordar.
Mennah
um beijo pra vc