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Arquivo do mês: setembro 2010

Preciso de você agora

♪ Memórias perfeitas
Espalhadas por todo o chão
(…)
E eu me pergunto se eu já passei pela sua mente
Para mim isso acontece o tempo todo
(…)
eu prefiro me magoar do que não sentir nada. ♪

Lady Antebellum
♪ Need You Now

 
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Publicado por em setembro 29, 2010 em Música

 

Pra sempre

- Amo-te tanto. Diga-me que isto é real, que isto é pra sempre.
- Você crê que sou o tipo de homem que se conforma com menos?

- Lara Adrian in “Midnight Awakening”

 
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Publicado por em setembro 28, 2010 em Verso & Prosa

 

Achava bom ficar triste

E achava bom ficar triste. Não desesperada, pois isso nunca ficara já que era tão modesta e simples mas aquela coisa indefinível como se ela fosse romântica.

Clarice Lispector in “A hora da estrela”

 
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Publicado por em setembro 27, 2010 em Clarice Lispector

 

Qualquer um

Você fica aí, fazendo pose, esperando um cara especial enquanto torce pra que qualquer apareça e te roube, te deixe sem ar e sem saber o que fazer.

- Rafael Rabelo do blog “O Trovador”

Você tem razão.
Todo mundo tem “a pessoa dos sonhos”. Aquela perfeita, que te surpreende, te ama incondicionalmente, devotamente. Faz todas as suas vontades, atende todos os seus desejos. Aquela pessoa que vai ser fácil amar, conviver e morrer ao lado dela. Pra sempre e sempre e sempre.
Não haverão brigas, ciúmes ou perdões. Haverá apenas amor e amor.
Mas ela não existe, todo mundo sabe.
A gente mesmo sabe disso.
Se ela existe, é no sonho. E não me surpreendo se até mesmo no sonho a “pessoa dos sonhos” não demonstrar um dos seus defeitinhos…
Fato: essa pessoa perfeita não existe.
E se existisse, ah, convenhamos, ia se interessar logo pela gente?
Mas a gente espera, vai que a gente dá a sorte de achar uma parecida? Uma levemente similar? Genérica? Paraguaia? Made in China?
A verdade é que no fundo, bem no fundo, a gente nem faz questão dessa pessoa que eu citei aí acima. A gente quer qualquer um que balance nossa pernas, que vire nossa cabeça, que nos deixe sem fôlego, morrendo de saudades, chorando num sábado a noite.
Qualquer um, qualquer uma.
Basta nos arrancar dessa estúpida espera.
Basta nos dar um pouco de emoção na vida…

 
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Publicado por em setembro 26, 2010 em Blogosfera

 

Querido John

E com o tempo eu aprendi que,
sejam as duas semanas que passei com você,
ou os dois últimos meses que tive com ele,
em algum momento, o tempo acaba.

Adaptação do livro
Querido John (Dear John) – Nicholas Sparks

 
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Publicado por em setembro 25, 2010 em Filmes

 

Precisando morrer

Mas quem sabe se ela não estaria precisando de morrer?
Pois há momentos em que a pessoa está precisando de uma pequena mortezinha e sem nem ao menos saber.
Quanto a mim, substituo o ato da morte por um seu símbolo. Símbolo este que pode se resumir num profundo beijo mas não na parede áspera e sim boca-a-boca na agonia do prazer que é morte. Eu, que simbolicamente morro várias vezes só para experimentar a ressurreição.

Clarice Lispector in “A hora da estrela”

 
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Publicado por em setembro 24, 2010 em Clarice Lispector

 

O vento

Vento traz você de novo.
O Vento faz do meu mundo um novo.
– JQuest “Vento”

Um sopro tem sido os dias desde que você partiu.
Não alimento esperanças que volte, quero que você vá além e sempre adiante.
Tempos atrás eu pensei que a felicidade estava além do arco-iris.
Mas choveu e o arco-iris nunca mais apareceu.
Foi então que comecei a notar o vento.
Que leva tudo embora, que embola, rodopia.
E você foi assim, brisa suave em dia quente.
Tão leve, tão calmo, tão passageiro.
Os ventos voltam, você talvez volte.
Mas talvez eu tenha partido pra novas terras.
Onde chova menos e ainda exista arco-iris pra acreditar.

 
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Publicado por em setembro 23, 2010 em Poetriz

 

Abismo

Rascunhozinho que escrevi enquanto lia mais um livro de vampiro… Um dia ainda recolho tudo e monto um romance!

*

Seguiria enquanto tivesse forças. Foi então que se viu rodeada de inimigos. O primeiro soco a pegou de surpresa. Também não estava preparada para o seguinte. E já era tarde quando tentou se desvencilhar da força que lhe segurava ambos os braços. Estava imobilizada. Chutaram-lhe o estomago e sentiu o gosto amargo na garganta que logo se misturou ao sangue de seus lábios, quando recebeu um murro no rosto. Os olhos já inchavam, a visão turvando, as forças esvaindo. Afinal, era o fim que ansiava tanto. Quando a escuridão a encontrou, ela apenas sorriu e mergulhou no abismo.

 
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Publicado por em setembro 22, 2010 em Poetriz

 

Sempre olhei desse jeito

- Pare de me olhar com essa cara, feito um vaqueiro, Chase.
Falou secamente porque estava tremendo por dentro. Já me viu nua antes.
A ironia quebrou o encanto, e Maggie adiantou-se rapidamente para vestir o sutiã e a calcinha. Chase escolhera um vestido sem mangas azul-pálido, feito de um tecido atoalhado lustroso. Quando ela foi pegá-lo das mãos dele, o homem segurou-o por um instante, forçando-a a fitá-lo nos olhos, que brilhavam como pedras polidas.
- Mas quando eu a vi nua antes, Maggie, eu sempre olhei desse jeito – ele lembrou simplesmente, e soltou o vestido e se afastou.

- Janet Dailey in “A Família Calder: Os Donos da Terra”.

 
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Publicado por em setembro 21, 2010 em Verso & Prosa

 

O dia do caos e da meditação

São Paulo não dá mais, né? Hoje foi o caos. O metrô teve problema (tem todo dia) mas hoje foi absurdo, quando cheguei na estação, ela estava fechada para entrada de passageiros.
E agora, quando estava lendo sobre o ocorrido, leio que teve gente meditando pela paz na Av.Paulista… gente que vive em outro mundo, só pode.

 
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Publicado por em setembro 21, 2010 em Desabafo

 
 
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