Acho que finalmente percebi que o que fazemos com nossa vida é só metade da equação.
A outra metade, a mais importante, é com quem está enquanto faz isso.- Recém Formada (filme)
Arquivo do mês: outubro 2010
Parte da equação
Palavra verdadeira
Dava-se conta longinquamente de que nunca dissera uma palavra verdadeira. E “amor” ela não chamava de amor, chamava de não-sei-o-quê.
Clarice Lispector in “A hora da estrela”
Pessoas doces e situações claras
Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras — e por tudo isso, ando cada vez mais só. É como me sinto melhor.
Caio F. Abreu in “Cartas”
Vazio
Alisou-lhe o cabelo para trás e a olhou aos olhos. Estavam vazios. Podia ter sido qualquer homem, por isso sua relação funcionava.
Seu coração estava tão vazio como aquele olhar.- J.R. Ward in “Irmandade da Adaga Negra: Amante Sombrio”
O desejo é dor
— Butch — disse ela — tenho-te feito mal?
Sim, se considerar que o desejo ardente é uma dor, pensou ele.- J.R. Ward in “Irmandade da Adaga Negra: Amante Sombrio”
Pra trocar abismos
Não escreva nada, não nos procuramos mais: um dia nos cruzamos por acaso, de repente, e então vemos o que aconteceu a nossos rancores e reagimos de acordo com isso. Mas se você quiser me contar das suas funduras, e não apenas defender-se — e os amigos são, sim, para trocar abismos — então me escreva.
Caio F. Abreu in “Cartas”
Vampiros
“Os demônios se alimentam do medo, os deuses, da oração.”
- Desconheço a autoria
Não sei quanto a vocês, mas depois de Crepúsculo, minha vida nunca mais foi a mesma. Não que eu seja fã número um da saga, pelo contrário, na minha opinião foi bem fraca a história. Mas essa saga foi o start pra outras.
Tenho acompanhado a saga “Raça da Meia Noite” e agora conheci “O clã da Adaga Negra”. Ambos livros hot.
A primeira saga tem uma história de fundo bem planejada, a autora sabe como misturar romance e ação. Ela sempre dá uma pista nova e a história vai crescendo, deixando muitas perguntas pro próximo livro. Fora os romances, cada um mais fofo que o outro.
O “Clã da Adaga Negra” me apaixonou no primeiro livro. A histórinha de fundo ainda não começou de fato, mas todos os personagens são excelentes! Fora o lado cômico, os diálogos são hilários. Amei de paixão. Aqui os personagens interagem entre si e você já termina o primeiro livro conhecendo todos. Diferente da “Raça da meia noite” onde o personagem só se apresenta no seu próprio livro.
Outro dia estava pensando por que esses vampiros andam tanto na moda. É a queda das meninas por meninos maus? Acho que não exatamente. Porque os vampiros desses livros no fundo são bons, só são maus pra se defenderem e pra defender aqueles que eles amam.
No fundo acho que é exatamente isso que faz a gente se apaixonar. Aquele que tinha tudo pra ser mau, é o mais sensato, protetor e amoroso ser existente. Aparência não é tudo. Nem a primeira impressão.
O vampirismo pela ótica científica
Do ponto de vista digamos, “científico” há uma possibilidade de explicar o vampirismo, pela teoria da porfiria, que é uma doença rara do fígado, que provoca a retração das gengivas (daí os dentes expostos), a carência de glóbulos vermelhos do sangue (daí a necessidade orgânica de repor esse sangue), e fotofobia (a luz do sol incomoda tremendamente).
Imagine você, na Antigüidade, ou mesmo na Idade Média, um indivíduo, com esses sintomas, absolutamente ignorante sobre as causas do seu mal, e sem os meios mínimos de fazer por exemplo, transfusões regulares de sangue, ou tratamento medicamentoso. Aos poucos ele vai descobrindo, que se comer um bife sangrando, começa a se sentir melhor. Daí para beber o sangue in natura, e depois o sangue humano, é uma passo.
Pra ler o texto completo aqui.
O mar
Inspiração aqui…
Foi no mar que lançou teu corpo?
E a água fria apagou o descaso?
Conta-me, teu desespero todo
Levou pra areia o mar por acaso?
Agora sem a fantasia
Tinha demorado anos em dar-se conta da verdade. Toda uma eternidade.
Ele nunca tinha sido dela. Nunca o seria.
Deus, agora que a fantasia tinha desaparecido, não ficava nada.- J.R. Ward in “Irmandade da Adaga Negra: Amante Sombrio”



