Lucille era quão única amava o jardim. (…)
Lucille crescia e minguava com as estações, como uma planta. (…) Sinto sua falta.
Quanto a Clare… bom, dizer que Clare “sente sua falta ” seria uma expressão inadequada. Clare se sente privada de sua presença. Entra na sala e esquece o que tinha ido procurar. Clare se senta com um livro e o olha fixamente sem voltar a página durante uma hora; mas não chora. Clare sorri se conto uma piada. Clare come o que lhe ponho diante. Quando lhe faço o amor, tenta me seguir com todo seu empenho… e eu não demoro para deixá-la tranqüila, temeroso do rosto dócil e carente de lágrimas que parece achar-se a quilômetros de distância. Sinto falta de Lucille, mas é da presença da Clare de quem me sinto privado; Clare, que se partiu longe e me deixou com essa estranha que só guarda a aparência dela.- Audrey Niffenegger in “A Mulher do Viajante no Tempo”
jan29