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Arquivo do mês: junho 2011

Amor não tem garantia

Amor não tem garantia mas tem devolução. Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. O amor é isso que você está vendo: Hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será. As coisas são como são, na hora certa, e foda-se. A gente tem o que precisa, não o que quer, o importante é: não permita nunca que você se decepcione, pois só você tem o poder de fazer isso.

[Desconheço o autor]

 
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Publicado por em junho 30, 2011 em Verso & Prosa

 

Finja

Fale que eu sou a mulher mais linda do mundo. Que eu sou mais bonita que a Gisele Bündchen. Fale que vai me amar pra sempre. Jure fidelidade eterna. Diga que eu sou a pessoa mais importante na sua vida. Minta como se estivesse dizendo a verdade.

Eu não gosto tanto assim do escracho como eu dizia que gostava. No fundo – ainda que muito fundo – eu gosto de um pouco de romantismo. Quem fala que não gosta está mentindo. Despiste se quiser só meu corpo. Me mande flores, me leve pra jantar. Finja que gosta de mim mesmo que, no final das contas, só queira me levar pro motel. Finja que é meu, ainda que só por uma noite. Eu gosto desse conto de fadas imaginário que toda mulher cria na cabeça pra colorir a vida um pouco. Eu gosto de ouvir elogios exagerados. De receber mensagens bobas no celular. De receber e-mails no final da tarde e flores no meio do trabalho. Eu gosto de criar fantasias impossíveis. Se eu te chamar pra viajar comigo, não significa que você precisa ir. Minta que vai só pra não estragar a história. O que eu quero mesmo não é nenhuma viagem.
(…)

Mas, quer saber?! Eu gosto da meia-luz. Eu gosto das palavras que só insinuam. Eu gosto do jogo que eu sei jogar. Eu gosto de ser seduzida e não arrastada pelo cabelo. Eu gosto da sua mão segurando a minha e não só dela pelo meu corpo. Eu gosto de me sentir a Marilyn Monroe e não a loira do Tchan. Eu gosto de vinho tinto e não de cerveja na lata. Eu gosto de jazz e não de funk.

Te peço: finja de bom moço. Mande mensagem. Mande flores. Mande no rumo da minha vida. Me pegue no colo. Dance comigo no supermercado. Coloque o meu CD favorito quando eu entrar no seu carro. Me chame de princesa. Me chame de linda. Me chame pra fazer parte da sua vida. Apareça de surpresa. Entre na minha vida sem eu perceber. Minta que eu sou a única mulher que você deseja. Minta que você mataria um dia de trabalho pra ficar à toa comigo em casa. Minta mesmo que eu não acredite em nada disso. E, se você resolver tornar tudo isso realidade, apenas seja. Eu não preciso saber que é verdade.

- Brena Braz
Texto completo aqui.

 
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Publicado por em junho 29, 2011 em Verso & Prosa

 

Apenas mais uma ou aquela pessoa especial?

Eu já estive nas duas posições. O cara que te trata como apenas mais uma é o que normalmente rotulamos como “o cara errado”. Mas esses dias eu li uma descrição de um cara errado e minha nossa, fiquei assustada. Porque eu nunca conheci um cara errado daquele tipo, porque quem me trata mal e de qualquer jeito, simplesmente não tem espaço na minha vida. Não vou perder meu tempo com uma pessoa que não está nem aí pra mim simplesmente porque enfiei na cabeça que quero ficar com ela.
A minha definição de cara errado é mais simples, é o cara que no momento não tem os mesmos objetivos que você. Por exemplo, você está naquela fase de querer ir pra baladas e ele prefere ficar em casa, vendo filme. Ficar com ele é bom, mas você sente necessidade de se movimentar, de estar entre as pessoas, de mostrar pra todo mundo que você está com alguém. Também tem o inverso, quando você está naquela fase de namoro, de que prefere um cineminha a dois, um jantarzinho e passar a noite inteira namorando juntinho. E ele, bom, ele quer jogar futebol com os amigos, quer ir pra baladas com ou sem você, só liga pra você no domingo a noite depois de passar o fim de semana inteiro na praia com a galera. E o clássico, você namora a anos o rapaz, faz planos pro futuro, pensa em se casar com ele e ele até parece que concorda, mas as vezes solta no ar que ainda é cedo pra casar, que nem sabe se quer casar e ter filhos, que primeiro tem que se realizar profissionalmente, pessoalmente.
Quem não teve uma decepção de estar com o cara errado e anos depois (as vezes menos tempo), descobrir que ele mudou e agora está comprometido, fiel, casado ou feliz? Como eu disse, esse cara não é errado. Ele só não estava em sintonia com você, naquele momento.
E também devemos reconhecer, encontrar o cara “certo” logo de primeira deve ser mais difícil que ser a única ganhadora da loteria acumulada. Aliás, como se reconhece o cara “certo”, assim, logo de cara?
Até o cara que te trata como mais uma ou como aquela especial, é difícil de reconhecer.
O cara que te trata como mais uma é amável sim. As vezes é até atencioso, te liga vez em quando, te convida pra passear frequentemente. Mas não espere conhecer família ou ter algo mais sério com ele. Relacionamentos assim até podem ser duradouros, mas todo mundo sabe que só uma questão de tempo ou de aparecer alguém mais interessante pra acabar. Ou no pior dos casos, o cara continua te procurando esporádicamente, com aquele papinho de que está com saudades de você, que nunca mais te viu, que gostaria muito de te encontrar pra “conversar”.
Ficar com um cara desses também não é tão mal, só não se pode criar muitas expectativas. Normalmente ele é sexy, quente e sabe fazer coisas que nenhum outro faz. Quando estão juntos, ele te trata com tanto carinho, com tanto respeito, com tanto desejo, que você se sente a mulher mais linda e amada do mundo. Ele sussurra provocações, te convence a fazer loucuras, diz palavras doces e elogios, alguns chegam até diz que te ama. E você sabe que é mentira, mas tem horas que a cabeça não pensa, o coração não sente, o corpo só reage.
O cara que te trata como mais uma, talvez movido pela culpa ou pela falta de compromisso, não tem medo de ousar e dar o seu melhor. Mais pra se exibir, mas sorte sua, afinal é você quem sai ganhando com essas posições loucas e essa técnicas indianas.
Você só não pode esquecer que isso tudo não é por você, isso tudo é pra mostrar pra você como ele é bom.
E claro, não podemos nos esquecer do cara apaixonado que tem certeza que você é a mulher da vida dele. Em geral ele é menos espetacular que o cara que te trata como mais uma. É como se ele sentisse que não precisa mais se esforçar, que você é caso garantido. No começo sim, ele age de forma apressada, meio desajeitado, tentando mostrar o melhor pra te impressionar, te conquistar. Mas com o tempo isso muda. Existem casos que a química não funciona mais, mas ele insiste em te ligar, em discutir a relação, em chorar dizendo que você é a mulher da vida dele, que não liga pra ele, que só liga se ele pede.
Claro, pra tudo há excessões.
Eu nunca fui exceção e já estive nas duas situações que descrevi. Não sei dizer qual é a melhor, qual a pior. Não sei nem se dá pra separar realmente uma da outra. Só sei dizer que relacionamentos são complicados. Ficar sozinha também.
E enquanto não se decide o que se quer pro futuro, qual seus objetivos. O jeito é errar, apostar errado, quebrar a cara mesmo. Só pra ter certeza do que gosta, do que quer. Só pra se conhecer um pouco mais.
E vai que numa dessas você ganha na loteria acumulada ou conhece alguém, único, que muda tudo o que você achava sobre relacionamentos até hoje…

 
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Publicado por em junho 28, 2011 em Desabafo

 

Príncipe ou sapo?

E acabo procurando príncipes e beijando sapos. E beijando príncipes que viram sapos. E preferia não saber de nada disso pra continuar me divertindo e dando risada. Ainda que de mim mesma. Ainda que dos meus tropeços. Das minhas mancadas. Das escolhas erradas. E até dos homens errados. Queria rir disso tudo. Mas simplesmente não consigo. Não consigo fingir que não é comigo. Porque sou eu que me ferro por achar que o homem errado é o homem certo. Ou por dispensar o homem certo achando que era errado. Ou por fazer tudo errado. Sou eu que analiso, o tempo inteiro, as situações. As atitudes. Os mínimos detalhes que passariam despercebidos. Tentando fazer com que o homem errado pareça o homem certo. Tentando justificar, pra mim mesma, porque é que eu perco tanto tempo com aquele cidadão que não merece um minuto. Tentando achar defeitos no outro cidadão que merece a vida inteira. Tentando estabelecer rótulos do que é certo ou o que é errado ao invés de simplesmente viver sem tentar entender. Sabe de uma coisa? Vou me divertir sozinha mesmo enquanto não me encontro.

- Brena Braz
Texto completo aqui.

 
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Publicado por em junho 27, 2011 em Verso & Prosa

 

Prece atendida

Uma vez eu tive uma prece atendida.
Pedi um amor, pedi especificamente que fosse “ele”, pedi que se aquela história fosse pra ser que fosse, e se não fosse, que me afastasse de tudo.
Ele, eu só via de longe, raramente, quando frequentava um grupo. Nos intervalos ele vinha conversar, porque afinal, eram poucas as pessoas de nossa idade naquele lugar. De tantas conversas, veio o desabafo de que ele se sentia infeliz. E eu, ingenuamente, achei que podia faze-lo feliz.
Aconselheio-o infinitamente, sempre para que ele continuasse e tivésse forças em sua vida. Nunca, jamais, disse que ele desistisse de tudo pra ficar comigo.
Essas confidencias gerou outro tipo de intimidade, a do carinho e carícias. Sentíamos uma necessidade enorme de nos tocar: mãos juntas, abraços, sentávamos lado a lado.
Então fui aconselhada a me afastar. Todo mundo avisou. Todo mundo era contra. Todo mundo sabia o final dessa história. Eu sabia o final, mas ainda acreditava nas pessoas, acreditava que todas elas valiam a pena.
Um dia ele me chamou e disse que precisava muito falar comigo. Tremi, senti um frio na barriga, tinha chegado o dia! E sim, ficamos juntos.
Ele me convenceu de tanta coisa. Me levou por caminhos sem volta, principalmente o da mentira. Ele mentia. E eu passei a mentir.
Tudo era novo pra mim. As ligações, a cobrança, os elogios, os passeios, os planos de futuro, aquilo que ele chamava de amor.
Dentro de mim eu sempre soube que faltava algo, mas eu achava que era pela minha inexperiência em relacionamentos.
Até que um dia estava tudo bem e no outro não estava mais. De repente existia uma exigência, uma frustração contida, uma cumplicidade que eu não via, não sentia nada daquilo.
E uma viagem, essa separação temporária, foi providencial para eu refletir. A distância me fez perdoar, me fez mais cega até que uma ligação me revelou que eu fui cega o tempo inteiro.
Então como um castelo de cartas, tudo desmoronou. Uma única verdade colocou todas as mentiras escancaradas como uma janela aberta.
A minha volta só foi para deixar registrado o fim que já era conhecido. Houve um desencontro e por isso não houve discussões, não houve tentativa de reconciliação. Depois, bem depois, só um telefonema com um último desabafo dele, que sentia-se ofendido, ultrajado. Foi sua última mentira.
Acredito que foi nessa época que deixei de acreditar nas pessoas. E pior, deixei de acreditar em mim.
Também fiquei muitos anos sem fazer orações pedindo um amor.
Então um dia eu pedi novamente.
E tive medo de ser atendida.

 
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Publicado por em junho 26, 2011 em Desabafo

 

O coração já não bate

“O coração já não bate, esquecera completamente o tal do Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele reage, porque os dias estão vazios.”

[Atribuído a]
Caio Fernando Abreu
Pâmela Marques

 
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Publicado por em junho 25, 2011 em Verso & Prosa

 

Primeiro romance virtual

Isso foi lá na época em que não se trocava fotos, não havia webcam, nem questionários detalhando sua vida e afinidades pra ver se você cai na estatística. Naquela época, conhecer alguém não era como selecionar um item num catálogo: alto, moreno, sem vícios.
Lá, quando eu resolvi me aventurar nesse mundo misterioso a gente tinha que escrever um texto muito chamativo, muito curioso, falando pouco de você e revelando o máximo de seu charme.
Quando fiz o meu cadastro me surpreendi com a quantidade de emails em resposta. Foram centenas, nem eu acreditei! De todos, selecionei o do L. que tinha um papo agradabilíssimo.
Daí veio essa minha mania de longos emails. Eu que não tinha computador em casa, tinha que imprimir e ler em casa ou no caminho pra casa. Eram três folhas no mínimo!
Eu ficava ansiosa aguardando para aparecer um novo email não lido na minah caixa de entrada!
Um dia trocamos telefones. Que avanço! E tivemos umas poucas conversas, mas muito, muito longas. Daquelas em que basta saber que o outro está do outro lado da linha, que nos basta. Revelávamos detalhes  bobos do nosso cotidiano: a cor da meia, a comida que almoçamos, a vontade de dormir, o filme que gostaríamos de assistir.
Um dia ele me revelou algo que achei extraordinário: contou-me que subiu numa cadeira de tão animado que estava com o meu telefonema! Foi praticamente um orgasmo!
Nos encontramos porque minha amiga insistiu que eu devia desmistificar esse “conto de fadas”. Meu príncipe era um sapo, pra minha decepção.
Mas nunca esqueci daquela história da cadeira, do gesto infantil mas sincero. De como nos sentíamos nas nuvens quando conversávamos. Extasiados.
Saudades desses amores ingênuos.
Nunca mais encontrei um assim…

 
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Publicado por em junho 24, 2011 em Desabafo

 

Montanha russa

Você que nem gosta dessas aventuras malucas, dessa adrenalina na veia, resolve seguir seus amigos e entrar na fila. A fila é quilométrica! E você nem percebe, afinal, está ali conversando com gente divertida, que já conhece. Sente-se “em casa”.
Mas a fila, não tem fim. Você já está há horas nela! E fora o povo que consegue ir no brinquedo, tem o povo que desiste no meio do caminho. Você até pensa em desistir, mas o que os outros iriam pensar? Que você é um covarde, fracote, que dá pra trás?
Em certo momento você se questiona, por que entrou nessa roubada. Por que se deixa levar pelos outros? Por que não tem mais opinião e decisão na vida.
Mas aí, chega sua vez. E todo mundo tem par, menos você. E você é obrigada a ir com alguém que não conhece, nunca ouviu falar e não vai lhe transmitir a segurança que você precisa pra enfrentar esse brinquedo.
Senta no carrinho, travam e vem aquela vontade maluca de ir ao banheiro. E você torce pra ser só um frio na barriga e nada mais. A pessoa do seu lado está mais branca que você e você ri. De pânico, claro.
Então o trem começa a se mover e não tem mais jeito de desistir. O caminho é plano, com algumas curvas só pra te distrair do verdadeiro objetivo: uma subida íngreme.
Então seu corpo é lançado contra o encosto, suas mãos seguram a barra com tanta força que você é capaz de jurar que seria capaz de quebrá-las ao meio. E torce pra não ser capaz ou você vai cair e morrer sem ter vivido a vida.
E a pessoa do seu lado? Você nem teve tempo de se apresentar direito. Mas você olha pra ela e diz “boa sorte”. E ela sorri de volta. Então você pensa, que se sair viva dessa história vai pelo menos reparar melhor nas pessoas a sua volta.
Então o carro para.
E a adrelina está a mil.
E a única coisa que você pode fazer é fechar os olhos. E soltar suas mãos, erguer os braços e sentir a queda livre. O corpo desgrudando do banco naqueles segundos que parecem que seu corpo está flutuando no espaço. Via Láctea… Estrelas… Cometas…
Então vem a pressão. Você não morreu. O trajeto continua até o desembarque. Sem mais surpresas… até que a pessoa ao seu lado estende a mão pra te ajudar a sair. Suas pernas tremem. Do brinquedo? Ou da gentileza?

 
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Publicado por em junho 23, 2011 em Poetriz

 

Perdição

Nas palavras diretas, nas histórias contadas,
No sentimento de contradição
Era óbvio o objetivo
Sabia os caminhos do coração

Doces elogios, misericórdia
Papel de príncipe encantado
Na conversa uma pausa
E um beijo roubado

Nas mãos um carinho
Um chiclete, uma bala
Quem quer saber de conversa?
Nem carro de polícia abala

Uma volta inocente
Um convite pra algo mais
Fica pra outro dia, recuso
Mas pareço indecisa demais

O sinal mal interpretado
Para casa quer voltar?
Faltou confiança novamente
Rua escura, namorar

[Então faltou química, faltou generosidade,
Sobrou perguntas íntimas
que cobravam reações em palavras,
O toque não trazia nada, só incompletude]

O encanto acabado, sem insistência
Uma última volta, um último beijo
Um telefonema tardio, elogio

[Um compromisso, uma cobrança
Novos contatos, confiança
Ir até o fim da próxima vez?
Quem sabe, talvez?]

Essa história toda, advertência
Mais um telefonema, desejo
Segura o coração menina,
A perdição começa num único beijo

 
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Publicado por em junho 22, 2011 em Cotidiano

 

Tão estranho

Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.

- Caio Fernando Abreu in Cartas

 
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Publicado por em junho 21, 2011 em Uncategorized

 
 
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