Poetriz

Sou um pouco de poeta e de atriz na frente do meu compoetador

Primeiro amor Novembro 25, 2009

Arquivado em: Cotidiano — poetriz @ 9:50 am

Estava lendo, dia desses, as lembranças num blog, do primeiro amor de alguém. E fui tentar recordar do meu e que supresa a minha quando não encontrei quem foi! Bom, elegi um, mas vou relatar as histórias tim-tim por tim-tim, em doses homeopáticas para que entendam.

Tudo começou no “prézinho”, como era conhecido o pré-escolar. Haviam dois casais sei lá por quais circunstâncias. Talvez porque ficavam ao lado na fila, porque sentavam-se ao lado na fileira de carteiras na sala de aula ou talvez existisse mesmo o namorinho, não me recordo. Só sei que os dois casais rederam muitos risinhos entre as meninas, muitos choros, muitas fugas desesperadas dos meninos e muitas chamadas da “tia” na sala de aula. Foi nessa época que eu decidi que tinha que gostar de alguém também. Elegi o menino mais inteligente da sala, já demonstrando meu lado nerd desde cedo. Claro que não contei pra ninguém, até mesmo porque ele além de ser um dos meninos dos famosos casais era freqüentador assíduo da minha casa, já que a mãe dele era amiga da minha mãe.
Depois desisti da idéia quando meu vizinho surgiu e me arrancou do mundo das menininhas fofinhas que brincavam de bonequinhas e filhinhas e escolinhas. Foi a época da bicicleta, das guerrinhas, dos tombos, da cicatriz na testa.
Aliás, minha “história” se assim podemos chamar, sempre foi cheia de “amigos” e não de namorados. Sim, eu era sempre a amiga confidente do menino e não da menina. Da menina, no máximo, havia a aproximação quando era do interesse dela que eu intermediasse alguma paquera. Foi assim com inúmeros e nem sei contar quantos.
Na escola, lembro que elegi alguém pra gostar novamente. Só porque todo mundo gostava de alguém ou ficava com alguém da escola. Nunca houve nem amizade entre nós, tanto que poucos anos depois, quando estudamos na mesma escola técnica (segundo grau) e íamos juntos, nunca havia assunto e era torturante ir em silêncio quase todos os dias. Esse aqui acho que cheguei a comentar com alguém, pra minha tortura, claro. E óbviamente chegou aos ouvidos dele, o que acho que justifica o silêncio que se instalou entre nós durante aqueles anos do segundo grau.
Talvez essas histórias nem merecessem ser listadas, afinal nunca se realizaram, nem cheguei a gostar de fato de algum deles, mas merecem seu lugar de destaque.

 

O pássaro e a flor Novembro 23, 2009

Arquivado em: Cotidiano, Poetriz — poetriz @ 7:37 am

Que sabe tal pássaro do destino
Senão morrer caindo do ninho?
Que sabe a flor da vida
Se é da morte que arrebenta a lápide?
Espreita, desenrola
E despenca para o abismo da morte
E espreguiça rumo ao céu infinito
Cae, plaina, voa
No giro da descoberta
Estica, contorce, entorta
Na dança de viver
E o susto!
Porque não se está sozinho no mundo
O mundo! Existe mundo!
Vasto mundo!
Ela, ele, mundo!
Tão lindo, tão linda!
Palpitação, afasta!
A morte espreita, logo quem mal chegou a viver!
Mal aprendeu a ser sozinho
Já se viu tentado, seduzido, encantado
Queria ficar lado a lado
Queria ensinar a viver!
Mas não sabes passarinho,
que teu destino é ao lado de tua espécie?
Mas não sabes minha flor,
que meu nome passarinho
de certidão e de destino
é beija-flor!

 

You and me Novembro 22, 2009

Arquivado em: Cotidiano — poetriz @ 6:56 am

Ando viciada no programa “You think you can dance”. Tem várias danças que adorei, mas a dança abaixo, com o giro inverso da Anya suportado pelo Danny ficou absolutamente lindo. E a música? Assistindo dá até vontade de sair dançando “valsa vienense”.

 

Cartas extraviadas Novembro 21, 2009

Arquivado em: Cotidiano — poetriz @ 2:32 pm

Querido G.,

Há tempos venho pensando em escrever-te mas vou deixando pra lá mas dessa vez resolvi colocar no papel. Muito deve-se a nossa conversa de ontem. Há tempos não conversávamos, não? Mas também já reparou que só conversamos quando estamos com problemas do coração?
É essa tua mania de se apaixonar por gente complicada. Poxa, a “sortuda” da vez tinha que ser casada? Já te preveni que essa história não será longa e corre o sério risco de sair muito machucado no final. Mas se crê que dá pra se curtir sem se envolver, se crê que isso é solução para a solidão, então prepara-se pras consequências que hão de vir.
As vezes me pergunto por que nunca nos apaixonamos. Mas a resposta é tão óbvia! É porque somos solteiros, sem filhos, sem vícios (dos sérios), com idade aproximada, moramos na mesma cidade, gostamos de Carpinejar, com emprego e um grau de instrução elevado. Simples, né? Se houvesse complicações e muitos impecilhos aí sim, iríamos nos querer mais do que bem, iríamos nos apaixonar. Porque o ser humano tende a preferir o difícil, a querer o improvável.
Desejo-te boa sorte e que o prazer que tua nova paixão te traz seja maior que o sofrimento que um dia virá. Não sou pessimista, não te desejo o pior, não me entenda mal! Mas há de convir que uma mulher casada tem antes de tudo responsabilidades com a família dela.


Te desejo bem.
Só bem.


 

Orgulho e Preconceito Novembro 15, 2009

Arquivado em: Cotidiano — poetriz @ 8:09 am

Comecei a ler “Orgulho e Preconceito”. A principio fiquei com receio da Jane Austen ter uma escrita muito complicada, muito descritiva, mas me enganei completamente. Alguns trechos são realmente difíceis de entender mas trata-se da estrutura lingüística em desuso e não de exageros.
Agora é nítido como todos os filmes que vi sobre o livro passaram uma imagem de um Darcy arrogante quando na verdade ele é inteligentemente charmoso. E apaixonou-se por Elizabeth desde o principio, vocês sabiam? Pelos olhos dela! Elizabeth sentiu-se desprezada por uma conversa que ouviu e percebia o olhar dele pra cima dela o tempo inteiro, mas achava que ele estava irritado.
A comparação é horrível, mas lembrei de Edward e Bella no laboratório de biologia, lembram? Quando ela entra na sala e ao sentir o cheiro dela, ele faz aquela cara horrível porque na verdade queria devorá-la. Stephanie Meyer também leu Jane Austen? Quem diria!

 

Mil coisas Novembro 2, 2009

Arquivado em: Cotidiano — poetriz @ 9:41 pm

Fazer backup é demorado. Principalmente porque a gente vai descobrindo que guarda tanta coisa desnecessária, e entre elas, lembranças que nem deviam estar mais ali.

Sábado passado, dirigi pela primeira vez numa estrada. Agora só quero dirigir por estradas. Chega do trânsito caótico dos grandes centros.

De “dia do livro” me dei de presente: “Memórias de uma Gueixa” e “O escafandro e a borboleta”.

E de vontade de ler um livro de Máfia, comprei “O Poderoso Chefão”. E pra aproveitar a promoção, comprei também “Orgulho e Preconceito”. Resolvi ler Jane Austen.

Terminei mais um livro de vampiros. Agora vou dar um tempo nisso. O assunto já cansou. Vou ler um Sidney Sheldon pra desintoxicar.

De livros ainda, comecei “Comer, rezar, amar”, e confesso, o primeiro capítulo foi um marketing eleitoral. Até agora o livro não me conquistou e já estou perto do vigésimo capítulo.

No trabalho também tivémos mudanças. Agora tenho uma funcionária de minha responsabilidade. Não, não! Não fui promovida. Sinto mais como “incompetência” do que promoção.

 

 

All The Man That I Need Setembro 19, 2009

Arquivado em: Cotidiano, Datas, Filmes, Música — poetriz @ 12:03 am

“Agradeço-te por teres escolhido amar-me. Sei que foi, por causa de ti, que encontrei a minha alma e tornei-me no homem que sempre quis ser. És a minha mulher, amante, amiga e senhora. Sempre te amei, amo-te e vou amar-te para sempre”

- Patrick Swayze
(em carta deixada para a esposa e que fará parte de sua biografia)

Patrick conheceu Lisa, aluna de ballet na academia de dança da mãe do ator. Casaram-se em 1975 e ficaram casados por 34 anos.

“Eu pensei que um amor teria que doer para se mostrar direito (…) mas ele é tudo que eu preciso em um homem”

- Whitney Houston in “All The Man That I Need”

Fonte: IOL Diário

 

Quão longe vc vai pra salvar alguém que vc ama? Setembro 9, 2009

Arquivado em: Cotidiano — poetriz @ 7:00 am

F – nick romantico hein
G – rs… gostou?
F – gostei. Vc vai longe?
G – Tão longe que nao sei descrever
F – Mas e se a viagem for em vão? não tem medo de não saber voltar?
G – Não, não tenho medo nem arrependimento das coisas que faria

 

Sutilmente Setembro 6, 2009

Arquivado em: Cotidiano, Música — poetriz @ 9:10 pm

Pretendia fazer tanta coisa nesse final de semana. Mas o tempo não ajudou, uma das minhas cachorras está muito mal e foi uma correria pra veterinários o tempo inteiro.
Essa música tocou no rádio hoje, mas eu já estava apaixonada por ela antes. Achei a coreografia ao fundo linda da primeira parte. E tem o trecho que selecionei que, sem palavras…

♪ E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti ♪

- Skank in “Sutilmente”

 

Sequestro Setembro 1, 2009

Arquivado em: Cotidiano, Desabafo — poetriz @ 7:41 am

Passaram um trote pra uma vendedora do meu trabalho. A bina do celular dela mostrou o numero da filha, então ela atendeu. Daí era uma voz feminina chorando, dizendo que tinha sido seqüestrada, chamando ela de mãe, aí uma voz masculina se disse seqüestrador e pedia pra ela não desligar o celular. Eu não tenho detalhes da conversa, só ouvi os gritos de desespero dela. Alguém de bom senso pediu o telefone da filha dela, ela anotou (em meio ao desespero) num papel e alguém ligou de outro telefone pra confirmar que era mentira.

Faz sentido a frase dita esses dias na novela: “o mundo que anda assim, ou é a gente que nunca tinha reparado nessas coisas?”