Estava lendo, dia desses, as lembranças num blog, do primeiro amor de alguém. E fui tentar recordar do meu e que supresa a minha quando não encontrei quem foi! Bom, elegi um, mas vou relatar as histórias tim-tim por tim-tim, em doses homeopáticas para que entendam.
Tudo começou no “prézinho”, como era conhecido o pré-escolar. Haviam dois casais sei lá por quais circunstâncias. Talvez porque ficavam ao lado na fila, porque sentavam-se ao lado na fileira de carteiras na sala de aula ou talvez existisse mesmo o namorinho, não me recordo. Só sei que os dois casais rederam muitos risinhos entre as meninas, muitos choros, muitas fugas desesperadas dos meninos e muitas chamadas da “tia” na sala de aula. Foi nessa época que eu decidi que tinha que gostar de alguém também. Elegi o menino mais inteligente da sala, já demonstrando meu lado nerd desde cedo. Claro que não contei pra ninguém, até mesmo porque ele além de ser um dos meninos dos famosos casais era freqüentador assíduo da minha casa, já que a mãe dele era amiga da minha mãe.
Depois desisti da idéia quando meu vizinho surgiu e me arrancou do mundo das menininhas fofinhas que brincavam de bonequinhas e filhinhas e escolinhas. Foi a época da bicicleta, das guerrinhas, dos tombos, da cicatriz na testa.
Aliás, minha “história” se assim podemos chamar, sempre foi cheia de “amigos” e não de namorados. Sim, eu era sempre a amiga confidente do menino e não da menina. Da menina, no máximo, havia a aproximação quando era do interesse dela que eu intermediasse alguma paquera. Foi assim com inúmeros e nem sei contar quantos.
Na escola, lembro que elegi alguém pra gostar novamente. Só porque todo mundo gostava de alguém ou ficava com alguém da escola. Nunca houve nem amizade entre nós, tanto que poucos anos depois, quando estudamos na mesma escola técnica (segundo grau) e íamos juntos, nunca havia assunto e era torturante ir em silêncio quase todos os dias. Esse aqui acho que cheguei a comentar com alguém, pra minha tortura, claro. E óbviamente chegou aos ouvidos dele, o que acho que justifica o silêncio que se instalou entre nós durante aqueles anos do segundo grau.
Talvez essas histórias nem merecessem ser listadas, afinal nunca se realizaram, nem cheguei a gostar de fato de algum deles, mas merecem seu lugar de destaque.









