Poetriz

Sou um pouco de poeta e de atriz na frente do meu compoetador

All The Man That I Need Setembro 19, 2009

Arquivado em: Cotidiano, Datas, Filmes, Música — poetriz @ 12:03 am

“Agradeço-te por teres escolhido amar-me. Sei que foi, por causa de ti, que encontrei a minha alma e tornei-me no homem que sempre quis ser. És a minha mulher, amante, amiga e senhora. Sempre te amei, amo-te e vou amar-te para sempre”

- Patrick Swayze
(em carta deixada para a esposa e que fará parte de sua biografia)

Patrick conheceu Lisa, aluna de ballet na academia de dança da mãe do ator. Casaram-se em 1975 e ficaram casados por 34 anos.

“Eu pensei que um amor teria que doer para se mostrar direito (…) mas ele é tudo que eu preciso em um homem”

- Whitney Houston in “All The Man That I Need”

Fonte: IOL Diário

 

A arte de ser avó [Dia da vovó] Julho 26, 2009

Arquivado em: Datas, Verso & Prosa — poetriz @ 7:18 am
 [ Cora Coralina ]

Quarenta anos, quarenta e cinco. Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as sua compensações – todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.

Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.

Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto…

No entanto! Nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha” e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado!

Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna…

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz “Vó”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.

- Rachel de Queiróz

 

Futuro? Junho 21, 2009

Arquivado em: Datas, Poetriz — poetriz @ 12:01 am

Passamos toda a nossa vida nos preocupando com o futuro. Fazendo planos para o futuro. Tentando prever o futuro. Como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto.
Mas o futuro está sempre mudando.
O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos. E das nossas maiores esperanças.
Mas uma coisa é certa. Quando ele finalmente se revela… o futuro… nunca é da maneira que imaginamos.

- Grey’s Anatomy
5×23

E… meu futuro chegou. Feliz Aniversário pra mim!

 

Pra curtir São Paulo Janeiro 25, 2009

Arquivado em: Datas — poetriz @ 7:44 am

Essa cidade é do tamanho do mundo! E mesmo assim tem muito paulistano que não conhece os pontos turísticos da cidade. Confesso, eu sou uma.
Encontrei essa listinha no blog da Moniky Cruz, e vale a pena conferir:

  1. Comer sanduíche de mortadela e bolinho de bacalhau no Mercado Municipal. (Já provei o sanduíche, mas ele é muuuuuuito recheado. Bom pra quem gosta de mortadela. Detalhe: não consegui comer nem metade do lanche.)
  2. Conferir os Cantos Gregorianos do mosteiro de São Bento. A missa durante a semana é as 7h e aos domingos é as 10h com o Canto Gregoriano, nos demais horários é só com o órgão.
  3. Assistir a um concerto na Sala São Paulo.
  4. Apreciar a vista da Torre Banespa.
  5. Assistir a um espetáculo tipo Broadway.
  6. Fazer um roteiro de compras nos tradicionais Brás, Bom retiro e José Paulino. Aqui tem que ter paciência viu, porque é lotado!
  7. Jantar no maravilhoso Terraço Itália.
  8. Visitar um dos grandes museus da cidade tipo Masp, Museu da Língua Portuguesa e Pinacoteca.
  9. Curtir os bares da Vila Madalena.
  10. Visitar o Parque do Ibirapuera.
  11. Passar a noite numa das padarias 24 horas.
  12. Caminhada noturna na Av. Paulista.
  13. Conhecer a diversidade animal através do zoológico municipal.
  14. Conferir o candápio suculento de uma das cantinas do Bixiga.
  15. Visitar a rota das grifes internacionais na Oscar Freire.
  16. Tomar um chá no Hotel Unique ( aquele famosérrimo com formato de melancia)
  17. Assistir um páreo no Jockey Club.
  18. Subir no pico Jaraguá.
  19. Passar uma tarde relaxante num dos spas urbanos.
  20. Visitar as feiras da Liberdade ou da Benedito Calixto.
  21. Comer uma bella pizza.
  22. Assistir uma corrida em Interlagos.
  23. Assistir a um clássico de futebol no Pacaembú.
  24. Passar uma tarde nas megalivrarias (Fnac , Saraiva, Cultura e outras mais)
  25. Visitar as exposições espalhadas pela cidade.
  26. Tomar um café com padrão internacional, seja na Havana ou Starbucks.
  27. Passar pelo centro histórico, principalmente Catedral da Sé.
  28. Visitar uma grande feira no Parque Anhembi.
  29. E pra finalizar a melhor: conferir de perto um ensaio das escolas de samba!
 

Eclipse anual Dezembro 31, 2008

Arquivado em: Datas, Poetriz — poetriz @ 4:09 pm

Reparou como a passagem do ano parece um eclipse? Nada relacionado a alinhamento cósmico. É que no momento das 23:59 começa a aflição: fiz tudo o que devia ter feito? Ano que vem vai ser diferente? É um misto de despedida-avaliação e expectativa. É o passado e o futuro estando juntinhos um na frente do outro, alinhados e a gente ali avaliando, analisando o que foi e deixando pra lá, afinal, não dá pra voltar mais atrás. Fora os que querem levar consigo o ano anterior, aquela dor ao se despedir: foi tão bom! Mas ao mesmo tempo tem o ano novo ali, 365 oportunidades de ser diferente, de fazer diferente, de receber diferente.
Aí começa o colapso cósmico: você tem exatos 10 segundos (Dez!) pra comer 12 uvas, (Nove!), 12 caroços de lentilha, (Oito!), 12 caroços de romãs (Sete!) enquanto pula 12 ondas com o pé direito bebendo champanha (Seis!). E o povo vibrando na contagem regressiva (Cinco!) enquanto você desesperadamente se despede do ano anterior (Quatro!) e reza pra ter um ano novo cheio de paz, amor, saúde, dinheiro, trabalho, felicidade (Três!). O ano anterior pegando suas coisas e saindo de mansinho (Dois!). O ano novinho em folha chegando espalhafatoso… (Um!) e você recebendo tudo de braços abertos! (Zero!) – Ou bêbado em alguns casos.

 

Trem Dezembro 31, 2008

Arquivado em: Datas — poetriz @ 7:26 am

Dentro de algumas horas, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeje roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite.
Desembarque nela os seus sonhos…
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de Primeira Classe!

Recebi por email. Duas vezes. E achei bem bacana de se compartilhar. E é o que desejo pra todos que passaram por aqui: que divirtam-se nessa nova viagem que será esse novo ano.

Em tempo, achei espetacular a mensagem de um banco: 2000inove.
Ter ou não um bom ano só depende da gente. De como vamos reagir a todas as coisas que se apresentarão diante de nós. E a palavra de ordem é INOVE.

Feliz Ano Novo!

 

Milagre de Natal Dezembro 25, 2008

Arquivado em: Datas — poetriz @ 6:44 am

O pai prometeu: na noite de natal um milagre ia acontecer.
Os olhinhos arregalados logo imaginaram ‘quem’ viria.
Teve ceia, presentes, conversa até o amanhecer.
Ninguém reparou é que no preséprio que o milagre acontecia.

 

Meu natal Dezembro 24, 2008

Arquivado em: Datas — poetriz @ 3:08 pm

O natal começa na véspera. Família pequena, a ceia foi trocada por um lanchinho rápido pra dar tempo de ir à missa. E antes da missa tem a mesma peça repetida de todo ano. Atores amadores, roupas desbotadas e de cenário apenas o cristo crucificado do presbitério. História batida, todo mundo conhece: a virgem prometida em casamento ao carpinteiro que recebe a visita de um anjo que dá a boa notícia de que ela seria a mãe do Salvador, o Emmanuel. Em alguns anos insistem em “usar” uma criança de verdade, mas normalmente ela chora e pede pela mãe verdadeira antes de sua grande estréia. Mas ninguém liga muito pra essa falta do “menino-Jesus-bebê-da-paróquia” e na hora do “noite feliz” todos aplaudem e choram ao mesmo tempo.

Daí vem a missa na penumbra, os cantos de natal, o grande anúncio de que nasceu o Cristo. E um grande abraço da paz que a gente deixa pro final, quando desejamos “feliz natal” para os amigos que vemos sempre e pra aqueles que só vemos no natal.
Em casa não tem ceia. No máximo ainda ficamos acordados algum tempo conversando ao telefone com os parentes distantes ou pela internet mesmo. E dormimos “cedo”, porque no outro dia é dia de almoço “especial”. Especial nesse caso não devido às comidas típicas da época, e sim, porque não é o feijão com arroz de sempre. É tudo simples, mas é o que gostamos. Lasanha. Filé de Frango. Saladinha. Pavê de Abacaxi. Sorvete. À tarde visitamos amigos ou vice-versa. Cada um os seus. E as vezes ainda sobra um tempinho pra uma soneca.
Na minha casa, natal é sempre de paz e tranquilidade. Optamos por isso há vários anos, quando ainda insistíamos em ir à casa de alguns parentes presenciar brigas e desabafos.

A família é pequena, mas nos importamos uns com os outros. Não temos presentes, nós somos presentes. E pra gente, isso é natal.

 

Que no seu natal tenha… Dezembro 24, 2008

Arquivado em: Datas — poetriz @ 1:31 am

Beijos, abraços, panetone, coca-zero, música alta, música ambiente, família reunida, cachorro pedindo comida, cheirinho de farofa, neném chorando, tender, pernil, abacaxi, fofoca, ligações distantes, DVD rolando na TV, ceia às 00h em ponto, ceia às 9h, cervejinha, vinho, bolinho de bacalhau, amigos, todas as luzes de casa acesas, louça na mesa, pisca-pisca, amigo oculto, troca-troca, presente bom, presente chato, presente inútil, vizinhos, roupa nova, cabelo escovado, unha feita, maquiagem, vela de Papai Noel na mesa, castiçal, fios de ovos no peru (opa!), presépio, menino Jesus, árvore de Natal verde, branca, vermelha, azul, muito enfeite, castanha, nozes (e todos os outros coquinhos que ninguém come), criança correndo, velhinhos reclamando, tia chata, tio maluco, alguém que bebe demais, gente que deveria beber mais, chocotone, sorvete de flocos, rabanada, pudim, salada de frutas, manjar, copo que quebra, garfo que cai, farofa no chão, caroço de azeitona, gente feliz, lembranças tristes, gente que foi, gente que vem, champanhe, brinde, desejos, choro, gargalhadas e promessas….
É o mínimo que desejo que tenha no seu natal!

natal

Que o natal seja um momento de reflexão em suas vidas. E agradecimento pelo ano que passamos juntos.
Obrigada a todos que passaram por aqui, deixaram seu comentário ou simplesmente encontraram a palavra que precisavam ler naquele momento. Obrigada por compartilharem da minha vida!

Feliz Natal!

 

Folclore x Halloween Novembro 1, 2008

Arquivado em: Datas — poetriz @ 10:56 am