Poetriz

Sou um pouco de poeta e de atriz na frente do meu compoetador

Clarice Lispector por R$ 14,90 Maio 9, 2009

Arquivado em: Clarice Lispector, Livros — poetriz @ 1:03 pm

O submarino está com uma mega promoção, tem vários títulos da Clarice Lispector por R$ 14,90!

Na lista eu achei:

 

Livro caro Março 24, 2009

Arquivado em: Livros — poetriz @ 6:59 am

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By poetriz

Livro de Tomas Alexander Hartmann tem apenas 13 páginas e custa 153 milhões de euros. (Foto: Reprodução)

O escritor alemão Tomas Alexander Hartmann apresentará em março deste ano pela última vez o livro “Die Aufgabe” (“A Tarefa”), que tem apenas 13 páginas e custa 153 milhões de euros (cerca de R$ 512 milhões), segundo o jornal espanhol “Metro”.

O preço do livro, que foi apresentado pela primeira vez ao público na Book Expo America 2008 Fair, feira de livros que aconteceu em Los Angeles, é elevado porque, segundo Hartmann, responde as três questões mais importantes da humanidade em menos de 300 frases.

“De onde viemos?, Para onde vamos?, Qual é a missão real que estamos por realizar?” Essas são algumas das dúvidas que o autor promete decifrar para quem estiver disposto a pagar mais de R$ 500 milhões pelo livro de 13 páginas.

Segundo o Metro, o autor diz estar cansado das críticas que tem recebido por causa do valor do seu livro. Por isso, ele decidiu que não vai mais expor a obra depois da feira de Art Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que acontecerá em março.

Do G1, em São Paulo

 

O menino do pijama listrado Setembro 24, 2008

Arquivado em: Filmes, Livros — poetriz @ 8:02 am

Mais uma adaptação de algum livro que quero ler. O livro “O menino do pijama listrado” de John Boyne está para estrear nos cinemas. Agora lá vou eu mudar a ordem das prioridades em leituras novamente…

Aqui tem o primeiro capítulo do livro, pra quem tiver curiosidade.
Recomendo o blog também, que é excelente.

 

Fim… Agosto 14, 2008

Arquivado em: Livros — poetriz @ 10:00 pm
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Li os quatro livros em quanto tempo mesmo? Um mês? Sim, passei finais de semana e todas as noites possíveis lendo. Chorei num dia desses, e não chorava desde “O Caçador de Pipas”.
Tenho muitas críticas à autora, é óbvio. Se não, não seria eu. Mas a histórinha clichê me pegou de jeito. E olha que eu nem gosto de princípes perfeitos e nem romances perfeitos de histórias perfeitas com finais perfeitos. Mas eu fiquei balançada com o triângulo amoroso. Fiquei perdidamente apaixonada pelos personagens em especial pelo mocinho.
Eu estava precisando mesmo de um pouco de água com açucar nos meus dias.
Mas agora com o fim da saga, tenho que buscar novos vícios, novas distrações, novas motivações…

Os livros foram esses da Stephanie Meyer e alguns tem o link do primeiro capítulo, pelo blog Tigre de Fogo:

 

De quantas formas? Julho 28, 2008

Arquivado em: Livros, Verso & Prosa — poetriz @ 7:21 am

Afinal, de quantas formas um coração podia ser maltratado e ainda esperar continuar batendo? Eu havia vivido muitas coisas que podiam ter acabado comigo nesses ultimos dias, mas isso não me fez sentir mais forte. Ao invés disso, eu me sentia horrivelmente frágil, como se uma palavra pudesse me fazer em pedaços.

- Stephanie Meyer in “Lua Nova”

 

Só pra ter certeza Julho 23, 2008

Arquivado em: Livros — poetriz @ 8:34 am

Interrompi a fantasia no meio. Aquele não era o momento para eu arrumar uma história de amor e (conseqüência óbvia e inevitável) complicar ainda mais minha já tão enrolada vida. Aquele era o momento para eu procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.
(…)
Agora é meia-noite e o tempo está enevoado, e Giovanni me acompanha até meu apartamento por aquelas ruelas de Roma que serpenteiam de forma natural em volta dos antigos prédios como pequenos riachos coleando ao redor das sombras formadas pelos densos bosques de ciprestes. Agora estamos diante da minha porta. Estamos de frente um para o outro. Ele me dá um abraço caloroso. A coisa já evoluiu; durante as primeiras semanas, ele só fazia apertar minha mão. Acho que, se eu ficasse na Itália por mais três anos, poderia até ser que ele tomasse coragem para me beijar. Por outro lado, ele poderia simplesmente me beijar agora mesmo, esta noite, aqui mesmo junto à minha porta… ainda há uma chance… quero dizer, nossos corpos estão colados sob o luar… e é claro que isso seria um erro terrível… mas mesmo assim o fato de ele poder realmente fazer isso agora é uma possibilidade tão maravilhosa… ele poder simplesmente se curvar… e… e…

Que nada.
Ele solta o abraço.

– Boa-noite, cara Liz – diz ele.
– Buona notte, caro mio – respondo. Subo as escadas até meu apartamento no quarto andar, sozinha. Entro no meu pequenino quitinete, sozinha. Fecho a porta atrás de mim. Mais uma noite solitária em Roma. Mais uma longa noite de sono pela frente, sem ninguém nem nada na minha cama a não ser uma pilha de guias de conversação e dicionários de italiano.

Estou sozinha, inteiramente sozinha, completamente sozinha.

Ao absorver essa realidade, largo minha bolsa, caio de joelhos e encosto a testa no chão. Ali, ofereço ao universo uma fervorosa oração de agradecimento.

Primeiro, em inglês.
Em seguida, em italiano.
E então – só para ter certeza – em sânscrito.

-Elizabeth Gilbert in “Comer, Rezar, Amar”

 

Crepúsculo Julho 15, 2008

Arquivado em: Livros — poetriz @ 8:32 am
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Foi a Fabi do “Perdidinha” quem me indicou esse livro. Peguei com um certo receio por se tratar de “história de vampiros”. Eu já assisti muitos filmes sobre isso, confesso, mas não é um universo que chame muito minha atenção.
Meu subconsciente colocou outros livros pra ler antes, mas era inevitável que chegasse a vez dele. O começo é o lenga-lenga de sempre e então… adolescentes num colégio tipicamente americano. E veio o horror. Horror da minha parte, claro, pois estou cansada desse pano de fundo. Dessas histórias bobas, personagens irritantes de tantos filmes, mas continuei lendo.
Mas… *suspira*… romances água com açucar são tão gostosos de ler! Daí não importa se são adolescentes, colegiais, vampiros, o que importa é que isso alimenta nossa frustração de que esses romancezinhos não existem! Oh, vida injusta!!!
Aliás, isso me recordou uma passagem da minha vida. Que é muito embaraçosa pra se contar aqui, mas ridícula o suficiente para aparecer num livrinho desses… rsrsrsrs…

Embaixo do telhado de proteção da cafeteria, Jéssica estava me esperando, seus olhos estavam prestes a sair das órbitas. Sobre o braço dela, seja louvada, estava o meu casaco.
“Oi, Jéssica”, eu disse quando estávamos a apenas alguns passos de distância. “Obrigada por lembrar”. Ela me passou o casaco sem falar nada.
“Bom dia, Jéssica”, Edward disse educadamente. Realmente ele não tinha culpa que a sua voz era tão irresistível. Eu do que os seus olhos eram capazes de fazer.
“Er… Oi.” Ela passou os seus olhos arregalados pra mim, tentando recompor seus pensamentos bagunçados. “Eu acho que a gente se vê na aula de Trigonometria”. Ela me deu uma olhada cheia de significância. Eu prendí um suspiro. O que era que eu ía dizer pra ela?
“É, eu te vejo lá”.
Ela foi embora, parando duas vezes pra olhar pra nós por cima do ombro.
“O que você vai dizer pra ela?”, Edward sussurou.
“Ei! Eu achava que você não podia ler minha mente!”, eu falei por entre os dentes.
“Eu não posso”, ele disse assustado. Então o entendimento brilhou nos seus olhos. “Contudo, eu posso ler a dela- e ela está esperando pra te pegar na sala de aula”.
Eu gemí enquanto tirava o casaco dele e devolvia pra ele, vestindo o meu prórpio. Ele o dobrou nos braços.
“Então, o que você vai dizer pra ela?”
“Uma ajudinha?”, eu implorei. “O que ela quer saber?”
Ele balançou a cabeça, sorrindo estranhamente. “Isso não é justo”.
“Não, não compartilhar o que você sabe- isso não é justo”.
Ele pensou por um momento enquanto caminhávamos. Nós paramos na porta da sla onde eu ia ter minha primeira aula.
“Ela quer saber se nós estamos namorando em segredo. E ela quer saber o que você sente em relação a mim”, ele disse finalmente.
“Maravilha. O que eu devo dizer?” Eu tentei manter minha expressão bem inocente. As pessoas estavam passando por nós a caminho de suas salas, provavelmente olhando pra nós, mas eu não estava prestando atenção neles.
“Hmmmm…” ele pausou para colocar uma mecha do meu cabelo que estava se soltando atrás da minha orelha. Meu coração começou a bater rápido demais. “Eu acho que você deve dizer que sim para a primeira…se você não se incomodar- é mais fácil que dar outras explicaçôes”.
“Eu não me incomodo”, eu disse com a voz fraca.
“E quanto á outra pergunta…bem, eu vou estar escutando pra ouvir a resposta dessa”. Um dos cantos do seus lábios se levantou colocando o meu sorriso favorito no rosto dele. Eu não conseguí recuperar o meu fôlego a tempo de responder a isso. Ele se virou e foi embora”.

- Stephenie Meyer in “Crepúsculo”


E acabei de descobrir, vai virar filme! Uia!
E achei um post interessante nesse no Blog do Vinicius: Será Twilight o novo Harry Potter?

 

Ensaio sobre a cegueira Julho 5, 2008

Arquivado em: Livros — poetriz @ 10:34 am

O interesse veio a partir dos comentários da amiga Lyani. Comecei lendo na curiosidade, sem vontade, muito mais culpa do trabalho que do próprio livro. Então a história engatou, a curiosidade de saber o final e em uma semana consegui terminar de ler o livro. Digo consegui porque leio devagar, devoro as palavras entendendo seus sentidos, volto em trechos e destaco os que gosto mais.

O livro conta a história de uma epidemia de cegueira branca, que chega do nada e sai contagiando as pessoas aleatóriamente. A princípio, os que entram em contato com alguém cego, torna-se um também. O governo pra conter a epidemia coloca os cegos e os ‘próximos a cegarem’ em quarentena. O local vago escolhido é um hospício. Apenas uma pessoa, a mulher do oftalmologista não se tornou cega, apenas mentiu para acompanhar o marido.
A partir daí a história se desenvolve. A mulher, aconselhada pelo marido, finge-se de cega. Mas uma cega que vê e tenta a todo custo, como uma consciência do grupo, manter a organização. Os cegos por sua vez, perdem a consciência social e moral. Se ninguém pode vê-los, então tudo é permitido. O caos reina entre eles. E em terra de caos, quem é cego há mais tempo é rei. Um cego de nascença, já acostumado à escuridão, faz parte de um grupo que explora e usa da violência para coagir os cegos.
Consenso e diálogo só fazem os cegos viverem com mais medo. Uma iniciativa da mulher do médico, a que tinha medo de contar que via e se tornar serviçal do grupo, dá fim a exploração. Mas a história não termina aí, porque sem quem os oprime mas garante o sustento, eles percebem-se sem alternativa a não ser sair por aí e tentar sobreviver a mercê da sorte.
A cidade está suja, imunda. Há cegos por toda parte, morando em qualquer lugar térreo que lhes dê abrigo durante a noite e saindo durante o dia em busca de algo comestível.
A mulher, única testemunha de tudo, teme pelo dia que não pode mais ajudar e se torne cega também. Mas enquanto esse dia não chega, ela busca alternativas, aconselha como mãe do grupo, lidera.

Saramago desenvolveu uma história cativante, personagens bem construídos, narrativa cinematográfica. Não encontrei uma única pessoa que tenha lido o livro e não gostado.
Meirelles está adaptando para o cinema, o filme se chama “Blindness” e teve cenas gravadas em São Paulo. Agora é aguardar pelo filme.

 

Bem-me-quer… Julho 2, 2008

Arquivado em: José Saramago, Livros — poetriz @ 7:28 am

“A vida, esta vida que inapelavelmente, pétala a pétala, vai desfolhando o tempo, parece, nestes meus dias, ter parado no bem-me-quer…”

- José Saramago in Cadernos de Lanzarote (Cadernos I e II)

 

Respostas Junho 30, 2008

Arquivado em: José Saramago, Livros — poetriz @ 8:15 am

Pela primeira vez perguntou se tinha alguma razão para continuar a viver. Não achou resposta, as respostas não vêm sempre que são precisas, e mesmo sucede muitas vezes que ter de ficar simplesmente à espera delas é a única resposta possível.

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”