Poetriz

Sou um pouco de poeta e de atriz na frente do meu compoetador

Não sou eu Novembro 4, 2009

Arquivado em: Poetriz — poetriz @ 8:08 pm

Não sou eu, pensei que podia ser. E até queria, mas não sou eu.
Tem feridas que nunca saram.
Ou saram, mas a gente fica com medo de machucar de novo.
Ou até perde o medo, mas os obstáculos afastam.
Distâncias. Proximidades.
Tão perto, nem um sinal, nem um aviso. Distância.
Proposital? Medo? Intencional?
Pra que? Se longe é tão bom, e perto podia ser.
Podia.
Mas não sou eu.

Tão próximo. Frase incompleta. Completa. Certeza.
Teu riso, ah, teu riso…
Posso escutar, ver, lembrar.
De que adianta?
Distância.

Teus olhos queimam a nuca.
Mas não sou eu.
Vigiam, percebem, notam, condenam.
Por que? Qual razão?
Interesse. Desinteresse.
Curiosidade.
Proximidade.

Mas não sou eu.
Tão próxima, tão distante.
Estende a mão, percebe, estou aqui.
Frente a você.
Queria estar a teu lado.
Distâncias.

Proximidade.
Só eu.

 

Charlotte Outubro 22, 2009

Arquivado em: Contos, Poetriz — poetriz @ 7:27 pm

Estava sentada no centro daquela sala escura. Ouvia o gotejar insistente de algum cano. A umidade e o cheiro também revelavam que ela estava num andar inferior de algum lugar. Mantinha a cabeça baixa, o longo cabelo despenteado caído pelo rosto, grudado no sangue que escorria de seus lábios. Ela sorria apesar de tudo. As cordas que atavam suas mãos às suas costas, feriam seus pulsos.

Dizem que quando estamos para morrer, a nossa vida passa como um filme em nossa mente. Talvez isso explicasse porque as lembranças vinham aleatóriamente em sua cabeça.

Não sabia explicar como e nem por que chegou até aqui, mas não se arrependia de nada, pelo contrário, aproveitou cada momento de sua vida.

O pai, russo, abandonou a família quando ela ainda era bebê. A mãe, italiana, casou-se novamente alguns anos depois com um americano e logo mudaram para Nova Iorque.
Foi nesse país que ela cresceu e onde conheceu Smith.

Ele que a introduziu no mundo da máfia. Seu primeiro assalto a banco, seu primeiro tiro, sua primeira fuga alucinada, tudo estava relacionado a Smith.
Smith não era boa companhia dizia a mãe e o padrasto. Mas ele atirava tão bem, dirigia tão bem e namorava tão bem que ela não ouviu os conselhos e se apaixonou. Só não sabia que ele também traía tão bem.
Depois veio Raol, um cubano caliente que dançava salsa e merengue. Raol também não foi aprovado pela família, mas aí já era tarde demais. Ela fugiu com ele pra Cuba assim que teve uma oportunidade. Ele atirava melhor, dirigia melhor e namorava melhor que Smith. E também traia melhor.

Um dia ela arrumou as malas e foi pra Rússia, a trabalho. E foi nesse país que Dimitri apareceu em sua vida. Dimitri era exímio atirador, exímio motorista e o melhor amante que teve em sua vida. Nunca descobriu traições dele, não até aquele momento…

 

Pôr do sol vai me lembrar… Outubro 3, 2009

Arquivado em: Poetriz — poetriz @ 1:16 pm
 

São Paulo Setembro 27, 2009

Arquivado em: Poetriz — poetriz @ 8:12 pm

Eu gosto de São Paulo. Amo essa cidade barulhenta, super lotada, sempre em movimento e multi cultural. Dê um passeio de metrô e você vai me entender. É tudo rápido: a chegada de cada estação, a troca dos passageiros. Chega a embaralhar a visão, tantas cores, tantas raças, tantas línguas. Sim, porque em São Paulo é comum encontrar estrangeiros falando em sua língua nativa.
Muitas vezes “africanos” descem na mesma estação próxima à minha casa. Normalmente fico concentrada no livro que estou lendo, mas a língua estrangeira salta aos ouvidos e tira a atenção. Daí queria falar todas as línguas do mundo pra saber do que falam. Falam da vida? Falam do caos da cidade? Falam de esporte? Falam de amor? Ou falam simplesmente do dia cansativo de trabalho, do que irão jantar e do capítulo diário da novela?

Quando vejo esses rapazes, sempre penso em “Paul Tergat” aquele famoso corredor da São Silvestre. O “africano” tão brasileiro. Antes eu achava que só brasileiros corriam a São Silvestre, achava que era o jeito que São Paulo achou de comemorar o final do ano além da festa na Paulista. Mas São Paulo é o mundo! E não iria permitir comemorar o fim do ano só com alguns dos filhos seus.

A Liberdade é um portal pra outro continente. Mesmo na estação no metrô, corremos o risco de ouvir dialetos em japonês. E não é raro ver jornais, livros, mangas, tudo escritinho em kanjis, lidos por essas pessoas do outro lado do mundo. A comida de lá é boa demais! E tem tantas coisas brilhantes, tanta gente sorridente. Aliás, que povo alegre e sorridente são esses orientais!

E hoje, pela primeira vez notei, turistas alemães no metrô. “Das herben”. Não faço idéia do que significa, mas soa alemão, não? Usam camisetas verde ou preta, jeans e chapéu de palha! Estilo country, mas de palha! E brincos e muitos badulaques. Gatérrimos! Com “erre” carregado pra parecer alemão! Sorridentes também, apesar do caos que estava hoje. Riam, conversavam tirando sarro da situação (do caos). Podem dizer que é porque são turistas, porque não vivem isso todo dia, porque estavam viajando (indo pra praia) e por isso estavam assim, despreocupados.

Mas tenho pra mim que não era apenas isso. É essa magia que tem essa cidade, essa alegria em meio ao caos. É São Paulo, e não encontro palavras pra defini-la. É preciso viver aqui pra entender.

 

Aquele olhar Setembro 26, 2009

Arquivado em: Poetriz — poetriz @ 7:02 am

Não sei a data certa porque não sou uma pessoa de guardar datas. A explicação disso é simples: o tempo que passamos com alguém não se mede em frações de segundos mas mede-se em frações de eternidade. Na ocasião, devo ter vivido uma eternidade e meia na companhia dele. A lembrança dele não me é constante, juro, mas alguns cheiros, algumas conversas sempre me remetem aquele tempo.
Ele não foi meu primeiro amor, nem classifico ele nessa categoria. Mas de amores, foi com ele que vivi por completo até o inacabado.
Eu não via beleza nele, antes disso, eu via a idade. Jovem, extremamente jovem comparado a mim. Eternos dois anos de diferença. E hão de concordar, quando se tem 12 e 14 anos, a diferença de idade é gigantescamente maior do que quando se tem 20 e 22. A estatura acompanhou os anos sempre crescentes, sempre crescendo. A criança tornou-se homem, assim a olhos vistos, a dias corridos a passos de eternidade. Mas meus olhos também mudaram com o tempo, mas tanta coisa mudou junto e não era mais possível voltar atrás.

Lembro do calor dos corpos juntos, inocentemente num abraço, caminhando lado a lado em muitas madrugadas quentes. Não sei se eram quentes de fato, mas por onde seguíamos tornavam-se sempre verões. Perdi as contas de quantas vezes, quantos passeios, de quantas desculpas pra caminhar juntos. Talvez algo entre uma eternidade ou metade. Todos tinham certeza, todos sabiam dos interesses mútuos, mas o único beijo demorou muito a vir.

Levou algumas danças, uma viagem no mesmo banco, uma confissão dele pra uma amiga, um porre pra enganar a mente que gritava: “olha a idade, olha a idade”. Teve um beijo tímido, molhado, descoberto porque foi público. Seguimos pra minha casa, ele guiando a bicicleta numa das mãos e a outra mão na minha. Patético, infantil, verdadeiro como nenhum outro haveria de ser. E o dia seguinte? E todos os dias que seguiriam depois daquele? E a eternidade? Como seriam? Não foram.

Todo mundo sabia, todo mundo tinha certeza, só eu que sufoquei a verdade. Era tanto amor, era tão bom e eu sufoquei. Falta de ar, o banheiro girando, banho, vômito. E o dia seguinte? Dor de cabeça, culpa, consciência. E a eternidade? Passando…

E aqueles olhos? Cheguei a falar daqueles olhos? Meu deus, aqueles olhos! Era negros como jaboticabas maduras, os cílios tão negros e volumosos que davam a impressão de estarem pintados e me olhavam como ninguém nunca me olhou. Normalmente a gente se vê refletida no olhar do outro, mas não era eu ali. Ou provavelmente somente ali, naqueles olhos, eu fui refletida de verdade.

Eu não sabia o que fazer com aquele olhar, com aquele amor entregue assim sem exigências, sem cobranças, sem prazos. Eu nunca soube o que fazer quando me vinham coisas boas, nunca me permiti aproveitar da felicidade. Então sufoquei. Mas todo mundo sabia que isso era errado, que não era pra ser assim, sufocado.

Ainda nos encontramos dezenas de vezes. O mesmo perfume, a blusa dele tão quente quantos os abraços, mas as noites era mais frias. Não houveram mais passeios. A diferença de idade foi diminuindo encontro a encontro, até que ele se tornou muito mais adulto que eu. Mais alto também. Mais belo. E o olhos, meu deus, aqueles olhos eram os únicos a continuar iguais. A me vigiar, denunciados por um sorriso tímido. Procuravam-me e disfarçavam. E se nossos olhos se encontravam, eu começava a ouvir um zumbido, um batuque tão grande no peito que ia chegando na garganta que por sua vez ia fechando, o ar tornando escasso, e o olhar entrando pelos meus olhos, invadindo a alma, aquecendo a face e eu era obrigada a desviar o olhar ou não sobreviveria.

Todo mundo sabia, insistia, mas não tinha como voltar no tempo, voltar atrás na eternidade. Foi quase meia eternidade ou uma inteira que passamos assim, mudos, calados, sufocados. Pra todo sempre, eternamente, amém.

Até que nunca mais nos vimos ou sequer tive notícias. Deve ter se casado, mudado, criado barriga e ficado careca. Deve ter engordado, envelhecido muitos anos e seguido a sina do pai, tornando-se dono e freguês de um botequim. Talvez até barbudo! Começo a esboçar um sorriso, lembrando daqueles 12 anos quando os pêlos teimavam em não aparecer na cara e cada um que surgia era comemorado.
Se passar por mim na rua talvez eu nem o reconheça tanto tempo que passou.A verdade é que eu prefiro não encontra-lo. Tenho medo de reencontrar aqueles olhos e não encontrar mais o mesmo olhar.

 

Remar Setembro 25, 2009

Arquivado em: Caio Fernando Abreu, Poetriz — poetriz @ 7:59 am

“Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim.”

- Caio F. Abreu

Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma.
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo.
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.

 

Despedida Setembro 2, 2009

Arquivado em: Poetriz, Testes/Memes/Selos — poetriz @ 7:10 am

Eu rascunhei sei lá quantos textos. Mentalizei, imaginei situações e só hoje consegui escrever um texto maiorzinho. Inspirei-me nela e nele. Meu casal preferido. Alter ego. Também deles não sei me despedir. E todo dia repito a mim mesmo que deveria escrever um livro com a história deles. Mas talvez doa demais tentar…

Ah, o texto é um meme da Lyani. Tenho que passar pra cinco pessoas, mas como ando ausente dos blogs pro aí, só vou responder. Quem se sentir inspirado, escreva uma carta terminando a relação.

Talvez doa demais tentar, mas eu não consigo dizer adeus. Essa relação já está desgastada há tempos, eu sofro sempre sozinha, você nunca é claro e objetivo. Teus rodeios me doem mais que teu sumiço. Tua desconversa me afeta mais que teus silêncios. Você tem tanto medo de saltar nesse abismo e por isso diz que quer me tirar dele, mas nunca estende a mão. Você tem medo de cair, tem medo que eu te arraste pra essa minha vida de amor desenfreado. Você precisa de freios, mas não entendo por que. Que garantia há deles nunca falharem? Por isso assumo minhas falhas, escancaro aos quatro ventos e sou a mesma dentro e fora de casa.

Houve dias que eu achei que ia morrer se você não voltasse. Ou que morreria da mesma forma se você ficasse um pouco mais. E eu sempre quis mais e mais e mais. E você não pode dar. Não por que não tivesse, mas porque achava que o muito no meu caso podia me enlouquecer. Mas louco era você em não se dar de todo e assim perder o melhor. O melhor não é em doses homeopáticas. O melhor vem em fartura, a gente se lambuza, enjoa e vomita. Mas com a cara feliz de quem viveu até o limite.

Tua tristeza era maior que a minha e só vinha me procurar quando não suportava o peso dela. Eu nunca passei de um consolo, essa é a grande verdade. Porque você me tinha. E podia me ter quando e onde quisesse. E enquanto isso ansiava por encontrar alguém que fosse mais suave, mais digno, mais qualquer coisa que você pudesse controlar e não tivesse medo.
O medo que você sentia não era de mim, era de você. Você sempre se preocupou mais com o que os outros pensavam, queria ser popular e amado por sua inteligência. Você tinha medo de que você se perdesse no meu abismo e não conseguisse mais sair e tivesse uma vida diferente da que você sonhou.
No fundo você sempre se achou superior. Superior aos problemas do dia-a-dia, indiferente ao amor. Tão medido, meticuloso, mentiroso.

E apesar de tudo eu te amei. Ou te amo, agora não consigo pensar direito. A grande verdade é que eu era viciada em você. Na gente. Naquela parede. Aceitava o que você permitia me dar, alimentava-me de sonhos e esperanças, mas eu sabia que não era suficiente. O que eu sou não era suficiente pra você. O que você é não foi suficiente pra mim.
Mas eu não podia viver sem você. Achava que não podia. E mesmo agora, me obrigo a ir até o final, a terminar essa carta, a ir embora.

Apesar de tudo, eu não consigo dizer adeus.

Então simplesmente irei embora. Talvez você nem se dê conta da minha ausência. Talvez perceba e imagine que é apenas mais uma das muitas viagens de negócios que faço. A verdade é que nenhuma dessas viagens foram a negócios, todas foram tentativas frustradas de te deixar.

Dobrou o papel e colocou a carta no envelope. Os cotovelos na escrivaninha, o olhar distante refletindo. Deu um longo suspiro e abriu a gaveta do móvel. Depositou a carta por cima de tantas outras cartas que escreveu e não teve coragem de enviar. Fechou a gaveta, deu uma ultima olhada no espelho e levantou-se. Pegou a mala, saiu da casa, trancou a porta. E pedia a deus coragem pra um dia, finalmente, conseguir dizer adeus.

 

Em pé Julho 25, 2009

Arquivado em: Desabafo, Poetriz — poetriz @ 12:16 pm

Faz tempo que não escrevo, não? Ando usando as palavras dos outros pra expressar o que sinto. Minto. Nem isso tenho feito. Tenho usado palavras que recolho no vento e devolvo no mar. E o mar leva as palavras tal qual folha caída de árvore que fica às margens do riacho. Deve ser isso. Devo estar à margem. Não mergulho, não volto, não me atrevo a sair do lugar. Fico ali com os pés encharcados e afundados na lama escura. O sol insiste em perfurar as folhas que permanecem na copa das arvores. Olha pra cima é ver um céu estrelado em pleno dia. O escuro das folhas resistentes, os vãos que libertam raios solares.

Não ando triste, não. Ando ocupada. Ocupada em me manter distante. Mas é inevitável, porque sempre vem, sempre chega, sempre envolve, sempre domina. Solidão. Solidão não é tristeza. Solidão tem mais a ver com pensamento, reflexão. Ou castigo. No fundo, a gente sempre se castiga. Obrigamo-nos a ver filmes chatos, a ler livros chatos até o fim, a ver a novela que não desenrola, a viver essa história que não tem futuro, a criar esperança onde está muito claro que chegou o fim. E dói. E por que não iria doer, se a dor faz parte do castigo?

Eu escrevo pra me livrar da dor, já predisse Rubem Alves in “Ostra feliz não faz pérola”. E parafraseando Martha Medeiros (Divã), eu escrevo não pensando em ser uma celebridade. Eu escrevo pra dar forma ao que em mim fica solto e não se enquadra. Já eu, escrevo porque não agüento calar tudo em mim. O mundo é grande demais pra calar dentro de mim.

Hoje resolvi rascunhar qualquer coisa pra evitar o que eu realmente queria falar. Distraio os dedos, foco o pensamento e fecho os olhos. Finjo mergulhar. Finjo correr desviando das árvores. Abro os braços, e quase posso sentir o vento, o frio da água. Quase. Mas permaneço parada, os pés afundados na lama igual raiz que segura a árvore em pé. Em pé. Em pé…

 

Futuro? Junho 21, 2009

Arquivado em: Datas, Poetriz — poetriz @ 12:01 am

Passamos toda a nossa vida nos preocupando com o futuro. Fazendo planos para o futuro. Tentando prever o futuro. Como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto.
Mas o futuro está sempre mudando.
O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos. E das nossas maiores esperanças.
Mas uma coisa é certa. Quando ele finalmente se revela… o futuro… nunca é da maneira que imaginamos.

- Grey’s Anatomy
5×23

E… meu futuro chegou. Feliz Aniversário pra mim!

 

Microconto Polyvore: Biblioteca Junho 17, 2009

Arquivado em: Poetriz — poetriz @ 8:07 pm

A biblioteca clássica recheada de livros de capa dura e bordas douradas era o cômodo que mais visitava. A moça sentada à poltrona estava tão concentrada e lindamente vestida em tons roxos que nem notou a presença dele a vigia-la. Ela nunca esboçava um sorriso extravagante, inteligente, de uma beleza singular de quem esconde segredos, irresistivelmente misteriosa.