Poetriz

Sou um pouco de poeta e de atriz na frente do meu compoetador

Aplauso Março 12, 2009

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 10:42 pm

O silêncio ainda é o melhor aplauso.

José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

 

Mais nos pertence Janeiro 28, 2009

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 1:19 am

Mais nos pertence o que veio oferecer-se a nós do que aquilo que tivemos de conquistar.

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

 

Diante das adversidades Janeiro 10, 2009

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 7:31 am

Diante das adversidades, tanto as provadas quanto as previsíveis, é que se conhecem os amigos.

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

 

Compreensão Dezembro 29, 2008

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 1:37 am

É bem certo que o difícil não é viver com as pessoas, o difícil é compreendê-las

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

 

A viagem do elefante Dezembro 26, 2008

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 7:51 am

“Morri” na noite de 22 de Dezembro de 2007, às quatro horas da madrugada, para “ressuscitar” só nove horas depois. Um colapso orgânico total, uma paragem das funções do corpo, levaram-me ao último limiar da vida, lá onde já é tarde de mais para despedidas. Não recordo nada. Pilar estava ali, estava também Maria, minha cunhada, uma e outra diante de um corpo inerte, abandonado de todas as forças e donde o espírito parecia ter-se ausentado, que mais tinha já de irremediável cadáver que de ser vivente. São elas que me contam hoje o que foram aquelas horas. Ana, a minha neta, chegou na tarde do mesmo dia, Violante no seguinte. O pai e avô ainda era como a pálida chama de uma vela que ameaçasse extinguir-se ao sopro da sua própria respiração. Soube depois que o meu corpo seria exposto na biblioteca, rodeado de livros e, digamo-lo assim, outras flores. Escapei. Um ano de recuperação, lenta, lentíssima como me avisaram os médicos que teria de ser, devolveu-me a saúde, a energia, a agilidade do pensamento, devolveu-me também esse remédio universal que é o trabalho. Em direcção, não à morte, mas à vida, fiz a minha própria “Viagem do Elefante”, e aqui estou. Para vos servir.

- José Saramago no blog “O Caderno de Saramago”

Pra quem quiser ler um trecho do livro, o Estadão publicou.

 

Ciclo eterno Dezembro 16, 2008

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 6:44 am

Um som quase inaudível, como só pode ser o de umas lágrimas que vão deslizando lentamente até às comissuras da boca e aí se somem para recomeçarem o ciclo eterno das inexplicáveis dores e alegrias humanas.

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

 

Único lugar Dezembro 2, 2008

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 7:17 am

Levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas, é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma, e se eles se perderam.

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

 

Verdades disfarçadas Novembro 20, 2008

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 7:56 am

Tem a verdade muitas vezes de disfarçar-se de mentira para chegar aos seus fins.

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

 

Não ter que falar pra ser entendida Novembro 11, 2008

Arquivado em: José Saramago — poetriz @ 7:28 am

Há ocasiões em que as palavras não servem de nada, quem me dera a mim poder também chorar, dizer tudo com lágrimas, não ter de falar para ser entendida.

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

 

Esperança Outubro 31, 2008

Arquivado em: Cotidiano, José Saramago — poetriz @ 7:52 pm

Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.

- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

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