“Antes eu dizia: ‘Escrevo porque não quero morrer’ Mas agora mudei. Escrevo para compreender o que é um ser humano.”
- José Saramago
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Aplauso
O silêncio ainda é o melhor aplauso.
José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”
Mais nos pertence
Mais nos pertence o que veio oferecer-se a nós do que aquilo que tivemos de conquistar.
- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”
Diante das adversidades
Diante das adversidades, tanto as provadas quanto as previsíveis, é que se conhecem os amigos.
- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”
Compreensão
É bem certo que o difícil não é viver com as pessoas, o difícil é compreendê-las
- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”
A viagem do elefante

“Morri” na noite de 22 de Dezembro de 2007, às quatro horas da madrugada, para “ressuscitar” só nove horas depois. Um colapso orgânico total, uma paragem das funções do corpo, levaram-me ao último limiar da vida, lá onde já é tarde de mais para despedidas. Não recordo nada. Pilar estava ali, estava também Maria, minha cunhada, uma e outra diante de um corpo inerte, abandonado de todas as forças e donde o espírito parecia ter-se ausentado, que mais tinha já de irremediável cadáver que de ser vivente. São elas que me contam hoje o que foram aquelas horas. Ana, a minha neta, chegou na tarde do mesmo dia, Violante no seguinte. O pai e avô ainda era como a pálida chama de uma vela que ameaçasse extinguir-se ao sopro da sua própria respiração. Soube depois que o meu corpo seria exposto na biblioteca, rodeado de livros e, digamo-lo assim, outras flores. Escapei. Um ano de recuperação, lenta, lentíssima como me avisaram os médicos que teria de ser, devolveu-me a saúde, a energia, a agilidade do pensamento, devolveu-me também esse remédio universal que é o trabalho. Em direcção, não à morte, mas à vida, fiz a minha própria “Viagem do Elefante”, e aqui estou. Para vos servir.
- José Saramago no blog “O Caderno de Saramago”
Pra quem quiser ler um trecho do livro, o Estadão publicou.
Ciclo eterno
Um som quase inaudível, como só pode ser o de umas lágrimas que vão deslizando lentamente até às comissuras da boca e aí se somem para recomeçarem o ciclo eterno das inexplicáveis dores e alegrias humanas.
- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”
Único lugar
Levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas, é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma, e se eles se perderam.
- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”
Verdades disfarçadas
Tem a verdade muitas vezes de disfarçar-se de mentira para chegar aos seus fins.
- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”
Não ter que falar pra ser entendida
Há ocasiões em que as palavras não servem de nada, quem me dera a mim poder também chorar, dizer tudo com lágrimas, não ter de falar para ser entendida.
- José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”