O homem não ama

Jamais o seu peito mais duro que o aço,
Palpita a não ser a louca ambição.
Supõe-se – orgulhoso – que é soberano,
Que todas as belas vassalas lhe são!
Mais falso que a brisa que as flores bafeja,
Se mil forem belas… a mil finge amar…
Assim um já disse, e assim fazem todos,
Embora não queiram jamais confessar,
Cruéis, como Nero, são todos os homens!
Ateiam as chamas de ardente paixão,
Depois… observam, sorrindo, os estragos…
E dizem, cobardes! que têm coração!!

– Luiza Amélia de Queiroz in “De Flores Incultas”
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