A hora vazia

Onde as humildes palavras
Que ingenuamente disseste?
Onde os gestos dos teus braços
Nascidos para enlaçar?

Cansaste. O sol do deserto
Secou tua alma de fonte.
Morreu nos dedos do inútil
A tua frágil canção.

Não mais ouvirás soluços,
Não mais na noite deserta
Descobrirás desesperos.
Corpos virão sobre as ondas,
Diante dos teus olhos secos.

Houve uma voz nos teus lábios
Quente e viva. Quando foi?

Hoje a fadiga, hoje o sono.
Hoje, trágica e vazia,
A hora de contemplar.

– Maria Isabel

Anúncios

2 comentários sobre “A hora vazia

  1. E o que acontece quando realmente começamos a acreditar nisso, uma perfeita cena de cinema, um vento frio e grisalho, os olhos se tornando opacos, um silêncio , uma mortalha; a realidade ?
    Eu não, EU hesito, não amadureço, não a ponto de;
    ainda. =)

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s