Cartas para ninguém – III

M.,

Fiquei surpresa com seu pedido de desculpas. Imagina, eu que fiz o possível para dificultar nosso encontro e você pede desculpas. Não sei se foi coincidência, talvez nosso destino seja o desencontro. Ou ainda, você adivinhou e tomou uma das atitudes mais lindas que reconheço: assumir a culpa pra fazer o outro feliz.
Sua mensagem chegou e sorri, após respirar com alívio. Apesar do meu empenho, essa planta ainda não morreu, ainda é possível ver um raminho verde lutando pra sobreviver entre as pedras.
Quero dizer que lhe perdoô sim. Perdoô por insistir nisso aqui, em mim, na gente.
Perdoô principalmente porque tenho saudades.
Infinitas.
Dos seus beijos,

F.

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