Lembra-te que és mortal

“Um poder que se serve, em vez de servir é um poder que ano serve”.

Já imaginou? Tem gente que precisa de alguém que ao menos uma vez por semana o lembre que é apenas um mortal.
Isso serve para nós que muitas vezes nos orgulhamos de um poder estranho, poder sobre a natureza, de domar, de construir e o poder sobre as pessoas. A finalidade central do poder é servir: “um poder que se serve em vez de servir é um poder que não serve”.
Uma das questões centrais da ética é entendermos e regularizarmos as nossas relações de maneira que o poder possa servir em vez de ser servido.
Quando alguém tem essa postura, o reflexo na ética é muito forte. Ética não é uma mera fachada. Quando se discute ética estamos falando na capacidade de supormos que existem relações entre as pessoas que tem de preservar a dignidade do outro e a sua própria.
Há pessoas que apequenam a vida, apequenam com o preconceito, com a arrogância e com a venda da própria alma.
A ética é a proteção da integridade, é a capacidade de ter princípios. É a capacidade de saber sim que vivemos dilemas – dilemas na família, no trabalho, na empresa, na concorrência – mas que isso está ligado a que princípios nos defendemos.
Finalizando, a frase do grande beneditino francês François Rabelais não pode deixar de ser citada: “conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram quando podiam”
Se a gente pode e a gente quer, a gente deve.

Mario Sergio Cortella in “Qual é a tua obra?”

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