Cartas para Outros Ninguém – IV

N.

Foi como uma prece atendida que teu retrato chegou em minhas mãos.
Fiquei contente em saber que as notícias que anteviram tua foto foram exageradas, pelo menos é o que me parece vendo tua imagem. Sorris, ah, quase o mesmo sorriso de antes!
Oh, amigo meu, chorei por ti no dia que recebi as primeiras notícias. Meu coração sofreu de pesar e tristeza.
Agora vejo bem, encarando tua imagem, carregas sofrimento vincado na face. Chegaste a chorar?
Mas agora, sei, que ninguém cruza nosso caminho a toa ou em hora errada.
A vida é caminho, é encontro, desencontro e reencontro.
Não podia acreditar que nosso caminho tinha nos afastado a ponto de nos perder um do outro.
Ainda vou te reencontrar, posso pressentir.
E meu coração vai descompassar, meu fôlego vai prender, como antes de um salto no precipício.
Você está no fundo desse precipício?
Ou sou eu?

F.

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