Hannibal, a série

Assisti ao filme “O silêncios dos inocentes”, mas Hannibal nem foi tão marcante assim para mim. Então soube da série, que ia abordar muito mais a psicologia forense e foi isso que me interessou. Sabe como é, eu essas pesssoas apaixonadas por Direito, querem qualquer migalha informação que valha a pena.

Will Graham é uma espécie de professor. Ela dá uma consultoria no departamento de polícia analisando casos chocantes. Só esse fato já é sensacional, ele não dá simplesmente uma palestra, ele “ensina a pensar”.

Então começam a aparecer casos chocantes e Will é “convidado” a prestar uma consultoria para resolver os casos. Um caso é mais doido que o outro, é tudo tão macabro e principalmente tão poético. Alguns crimes são verdadeiras obras de arte.

Will tem uma doença psicológica, meio autista e meio sei lá o quê. E por causa dessa disfunção ele consegue pensar como o assassino. Ele reencena mentalmente como se fosse o assassino. Essas cenas são lindas, cheias de ação e terminam sempre como um pensamento do assassino: “this is my design”, que eu traduziria como “essa é minha assinatura”.

Will sozinho já é um personagem super complexo e apaixonante. Mas então, devido aos medos dele “quebrar” ele precisa ter acompanhamento psicológico. Hannibal Lector é convidado para essa função. E a partir daí começa um jogo de gato e rato, onde não se sabe quem é o rato e quem é o gato.

Mads Mikkelsen é perfeito como Hannibal Lector. O personagem tem um requinte, um ar de nobreza, de bom gosto, rodeado de poesia e mistério. Quando Mads Mikkelsen faz aquele movimento mínimo, quando aparece aquele sorriso sutil, você chega a se perguntar se ele sorriu mesmo ou se foi impressão sua.

A série ainda conta com a participação de Gillian Anderson que interpreta a psicóloga de Hannibal. Mesmo ela, tem uma atuação sensacional demonstrando uma calma comedida que esconde um pânico crescente.

A série é um deleite para os olhos, para os ouvidos (as músicas clássicas dão um tom de drama a toda a trama) e as atuações são impecáveis. Mas o que prende mesmo é o relacionamento entre Hannibal e Will, que é meio obsessivo, meio doente, meio solidão e meio redenção.

Foi anunciado o cancelamento da série em sua terceira temporada, por isso corra assistir, ela é imperdível.


#SAVEHANNIBAL

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2 comentários sobre “Hannibal, a série

  1. Analise perfeita. So faltou dizer que acabamos torcendo pelo Hannibal, de tão boa que a série é produzida e a narrativa construída acabamos querendo que ele não seja pego.

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