Retrospectiva Literária 2015

O livro infanto-juvenil que mais gostei: “Extraordinário – R. J. Palacio”
Um dos livros mais fofos que li esse ano, lembrou-me muitos aqueles “livros-diário” que eu lia quando adolescente. Conta a história de um garoto com uma deformação facial e os problemas que ele encontra na vida, na escola, na família, em fazer amigos. Um livro que ajuda a gente a crescer, principalmente, por dentro.

A aventura que me tirou o fôlego: “O Festim dos Corvos – R.R.Martin”
Quarto livro da série, o autor dividiu os núcleos de zilhões de personagens para comportar um tamanho razoável, portanto esse livro narra apenas parte da história. Nesse volume, o núcleo Stark e Lannister (#TeamLannister!) são os protagonistas. O autor mantém o ritmo, é um livro extenso mas não foi tão cansativo quanto o terceiro volume. Mas eu tenho um problema: eu canso da mesma história, aí desanimo. Tanto que nem sei quando vou ler o quinto volume.

O terror que me deixou sem dormir: “Descasos – Alexandra Szafir”
Novamente não li livros de terror. Escolhi esse livrinho que li para a faculdade, ele é bem breve e de leitura fácil. Narras casos que a Alexandra defendeu enquanto advogada. Ela é irmã do Luciano Szafir, teve uma doença grave que a deixou tetraplégica, e escreveu esse livro bem no estilo Stephen Hawking. Só por isso, já é extraordinário, mas os casos contados são excepcionais. Uns de doer o coração, de gerar revolta, de fazer chorar tanto leigos quanto advogados. Terror é constatar que o nosso sistema judiciário e carcerário é assim.

O suspense mais eletrizante: “Grau 26 – Anthony E. Zuiker”
Li uma resenha em algum lugar dizendo que era o primeiro suspense interativo e corri procurar esse livro pra ler. Decepcionei-me, confesso, porque fui com muita sede ao pote. A história é boa, mas os capítulos são curtíssimos como se fosse um filme que toda hora tem comercial. E os trechos em vídeo, são diferentes dos narrados porque foram adaptados para um episódio especial de CSI (pelo que li e parece). Enfim, cumpriu seu papel de história, mas não foi de tirar o fôlego.

O romance que me fez suspirar: “As Batidas Perdidas do Coração – Bianca Briones”
Li alguns livros nacionais esse ano e esse foi um dos que li mais rápido. A história clássica de um bad boy e uma riquinha, mas cheia de música, de drogas e de perdas. Identifiquei-me com a história na questão de que a perda nos aproxima das pessoas, nos deixam sensíveis e não percebemos se os laços formados são verdadeiros. A autora perde o ritmo da história em determinado momento, por querer dar aquelas reviravoltas e deixar mais longa a história, mas é uma história plausível e isso eu prezo muito.

A saga que me conquistou: “A Seleção – Kiera Cass”
Essa saga me deixou suspirando por dias, li os 3 principais livros num fim de semana. Achei sensacional a autora adaptar o reality “The Bachelor” para uma distopia. É fofo, romântico, bonito, sensível e eu torci pro Príncipe desde o início. Soube que vai virar filme e por isso decidi ler os livros, o que foi um grande acerto.

O clássico que me marcou: “Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa”
Estava doente, de cama, zapeando, quando encontrei uma adaptação dessa história para a tv. Achei tão linda a história que tive que ler o livro. E que livro! De narrativa difícil e complicada, como é o Sertão e suas Veredas. Você vai entrando na história que vai e volta, cheia de flashbacks confusos misturados com a história e com o sentimento do narrador. Mas é um deleite, recomendo pra todo mundo ler ao menos um clássico no ano e entender o que o torna um clássico.

O livro que me fez refletir: “Cartas de Amor aos Mortos – Ava Dellaira”
Acho que levei uns nove meses pra terminar de ler esse livro. Ele é bom, sim, mas foi um ano complicado para mim. O livro são cartas onde a narradora fala um pouco da vida do ídolo morto e um pouco da vida dela. Tem frases lindas e cada ídolo reflete alguma fase/sentimento que ela pretende narrar da própria vida.

O livro que me fez rir: “O Pavão Misterioso – José Camelo de Melo Rezende”
Literatura de cordel, a história é narrada em rimas. Conta a história de dois irmãos que foram para o exterior e um deles se apaixonou por uma princesa grega. E o pavão misterioso do título? É uma engenhoca que voa! Sensacional!

O livro que me fez chorar: “Loving Mr. Daniels – Brittainy C. Cherry”
Não gosto de livros onde a história é um romance entre professor e aluno, mas esse começou meio Greys Anatomy e terminou com dois personagens maduros e história plausível. Nada de romance adolescente louco cheio de chicotes e ciúmes doentio, foi um romance bonito, entre duas pessoas que tinham um dilema ético e souberam como resolvê-lo. Não chorei, mas teve frases lindíssimas.

O melhor livro de fantasia: “O Festim dos Corvos – R.R.Martin”
Como não li muito esse ano, só esse se encaixa nessa categoria.

O livro que me decepcionou: “Proibida – Nana Pauvolih”
A capa é linda, a autora saiu numa revista aí porque vende igual água no deserto, até abandonou a carreira de professora pra sobreviver dos cheques da Amazon. Tinha que ler né? Mas que decepção! Em tudo! A história é clichê, os personagens não passam veracidade e o sexo? Ah, nem dá pra comentar porque aquilo lá é outra coisa.

O livro que me surpreendeu: “8 segundos – Camila Moreira”
Livrinho gostosinho também. Depois da decepção de “Proibida”, esse livro começou bem no estilo “mocinha da cidade puta” e “peão cabeça dura” e pensei que ia ser outra decepção, mas quando dei por mim, o livro já estava nas últimas páginas. Foi bem agradável e gostei das mudanças nos personagens. Nada muito elaborado, mas entretém.

A frase que não saiu da minha cabeça:

“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”
João Guimarães Rosa in “Grande sertões: veredas”

O(a) personagem do ano: Riobaldo de “Grande sertões: veredas – João Guimarães Rosa”

O Casal Perfeito: Riobaldo e Diadorim de “Grande sertões: veredas – João Guimarães Rosa”

O(a) autor(a) revelação: R. J. Palacio em “Extraordinário”

O melhor livro nacional: “Descasos” da Alexandra Szafir

O melhor livro que li em 2014: “Grande sertões: veredas – João Guimarães Rosa”, é preciso ler e entender o mistério, a reviravolta, as nuances do amor e do sertão.

Capa mais bonita: “Proibida” – Nana Pauvolih. Não gostei da história/narrativa, mas e essa capa linda?

Em 2015 li 17 livros!

Cumpri a meta de 2015? Nem de perto!

Minha meta literária para 2016 é passar na OAB! Torçam por mim! Então, só leis e doutrinas, infelizmente. Mas se eu passar logo no começo do ano, aí ninguém me segura!

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2 comentários sobre “Retrospectiva Literária 2015

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