Princípio da Impermanência

Há milhares de anos, alguém criou o princípio da impermanência.
A beleza que há na inevitabilidade das mudanças.
Tive um bom tempo para pensar sobre o valor da memória, e só porque uma coisa não é para sempre não significa que ela é menor.
Talvez fosse só uma racionalização.
Melhor que se lamentar por algo que poderia ter sido, por uma vida não vivida.
Eu, com certeza, não sei. Mas escolhi acreditar na memória.
Escolhi acreditar nela.
Escolhi acreditar que o vínculo jamais se quebra, e que temos um ao outro em nossos corações.
Como uma particularidade secreta.
Ela me tornou um escritor, me tornou um homem.
Haveria outros amores, até amores grandes, mas ela tinha razão: Só um permanece perfeito.
Me pergunto se tudo ficou perfeito para ela também.
Ou se ela se apegou a uma ideia.
Algumas perguntas seguem sem resposta, mas, em Nova York, nunca se está mais de 6m distante de alguém que conhecemos ou de alguém que devemos conhecer.

– Encontro Marcado (filme)

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