Resenha: A Noiva Fantasma


Livro: A Noiva Fantasma
Autor (a): Yangsze Choo
Editora: DarkSide® Books
Páginas: 360

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5- Adorei)

Sinopse:
Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma…
1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

A Noiva Fantasma é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.
Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente.
Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, essa obra é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e sobre o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea.

Levei uma eternidade para ler esse livro, primeiramente por causa da faculdade que estava me consumindo e depois porque meu kindle havia sumido! Ultrapassados esses dois problemas, o livro engatou e finalmente terminei de lê-lo.
A história não difere muito da sinopse. Entretanto, há um quadrado triângulo amoroso, se assim podemos chamar. Li Lan, a mocinha, é apaixonada pelo primo de seu suposto noivo, que está morto. O suposto noivo aparece em sonhos para assombrá-la e revela que foi assassinado pelo primo, por quem Li Lan está apaixonada. Entre superstições, feitiços, remédios de exorcismo, algo dá errado e Li Lan fica em coma. Sua alma se desprende do corpo e ela passa a investigar, no mundo dos mortos, essa história de seu amor ter assassinado seu noivo.
O noivado na verdade não existiu, foi apenas cogitado. Talvez nisso, o nome do livro tenha perdido um pouco o sentido.
Nessa travessia no mundo dos mortos, achei bem interessante um lugar chamado “planície dos mortos” que não saberia traduzir pra qualquer outra crença. É um lugar onde os mortos ficam aguardando seu julgamento, lá eles vivem numa cidade espelho de onde viveram anteriormente. Entretanto, essa cidade espelho é feita apenas das oferendas queimadas nos rituais para o os mortos.
Esse lugar me lembrou muito o “Hueco Mundo” do anime Bleach e os serviçais que eram bonecos de papeis me fizeram imaginá-los como as cartas da rainha de copas, da animação “Alice no País das Maravilhas”. E também a grande revelação sobre o personagem Er Lang foi nitidamente copiado inspirado na animação “A viagem de Chihiro”
Em nenhum momento achei a história sombria, mas achei a escrita um pouco arrastada em algumas partes e corrida em outras. Nunca saberemos o resultado das investigações de Er Lang (o que de fato aconteceu e não se os fantasmas eram culpados ou não).
Foi uma boa tentativa de misturar as crenças e superstições malaias, bem aproveitada.
Achei interessante, principalmente porque amo essa cultura asiática. Mas eu, como curiosa, esperava muito mais.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s