Sobre as eleições e meninas que vivem em galinheiros

Nessa eleição, perdemos todos. Foi o texto que recebi pelo facebook. Achei interessante, mas tenho muito a complementar.
A verdade é que estamos perdidos.
Não sabemos o que fazer com tanta liberdade de expressão, com tanta informação disfarçada de opinião, apenas repetindo e compartilhando, sem refletir o quanto pode ser verdade ou possível.
Ainda somos ingênuos, na maioria, cheio de esperanças e de memória curta.
Os dois candidatos são terríveis.
Um traz resquícios da opinião dos nossos avós: machista, preconceituosa, do último a falar, do sair por cima, do “comigo não morreu”.
O outro, com o discurso assistencialista, tem passado recente machado pela corrupção. Ao invés de ajudar os mais pobres, enriqueceu os mais próximos.
A verdade é que estamos perdidos, pois apesar dos discursos conseguirem angariar muitos fanáticos, não vemos as idéias práticas, aquelas propostas viáveis que vão diminuir as diferenças sociais.
Pois somente sem corrupção, com a melhor distribuição de renda, com educação, saúde e trabalho, diminui-se a violência. É esse o caminho para a justiça social.
Aí, não teremos que ler sentenças de meninas de onze anos, abandonadas pelos pais, vivendo em galinheiros na beira da estrada, cuja única renda é a do marido que arrumou pra não viver sozinha, carroceiro que ganha R$ 100,00 reais por mês pra sustentar a família.
Gente que não tem registro de nascimento, muito menos título de eleitor, que nunca na vida vai ir numa biblioteca. Que tem mais irmãos que dedos na mão.
Pra essas pessoas, não chega discurso, não chega notícia falsa, não chega aquela ajuda que tem gente por aí que tem tanto orgulho de anunciar, não chega nem essa nossa guerra opinião de quem vai vencer essa eleição.
E também não chega ajuda, porque não importa quem vai ser eleito, ele também não se importa com garotas de onze anos que vivem sozinhas em galinheiros à beira da estrada.

Em tempo, sobre a menina citada, trata-se de uma decisão judicial que anda circulando nas redes sociais, de uma menina que pediu a emancipação, no interior da Bahia, para poder adquirir uma casa no programa de habitação popular.

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Um comentário sobre “Sobre as eleições e meninas que vivem em galinheiros

  1. Olá!

      É verdade, o momento chega a serbizarro  e dá vontade de pedir: Pareque eu quero descer.

      Entretanto, em que pese esta situação ecom todas as coisas que vemos e ouvimos, um ponto é crucial.

      Partidarismos e /ou preferências partidáriasou ideológicas à parte, um fator que é imprescindível se pensar, senão agir ou fazeralguma coisa é tintarmos preservar aquilo que é essencial, mesmo, que é oprocesso…

     

    É, o processo ou o princípio democrático,inclusive é ele que, ainda, permite tudo isto, não obstante todos os absurdos, poiscom certeza, a História daqui e de muitos outros lugares atesta: sem ele, oprincípio democrático é, com certeza o fim da picada, como se diz.

      Neste link, aqui,você confere um e-mail que enviei para uma amiga, que não vejo há algum tempo, eque acabei por adaptar de leve e publicar em meu blog, confira!   E se achar que deve e/ou relevante dê asua opinião.

      Um abraço.

       Obs. É muito bom abrir meu e-mail e encontrar ‘você’…

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