Dívida à verdade

“Quando a verdade ofende, mentimos até não nos lembrarmos mais dela.
Mas ela continua lá.
Cada mentira que dizemos incorre uma dívida à verdade.
Mais cedo ou mais tarde, essa dívida é paga.”

– Chernobyl (série da HBO)

Terminei ontem essa série incrível. O motivo do acidente chega a ser ofensivo à humanidade, porque toda a informação deve ser exposta e não escondida.
Mas em meio a uma história horrorosa, chorei muitas vezes com o ser humano. Em seu lado humano, de sacrifício pela humanidade, pelo país, pelo dever e honra de simplesmente existir num momento tão crítico.
Chorei também com o horror do ser humano, que cumpre ordens (ainda que lhe pareçam justas) com a cegueira da obediência, que sacrifica ao invés de cuidar, que mente para sacrificar.
Mas o que me chocou mesmo foi a estatística apresentada no final da série, de que informalmente contabiliza-se centenas e centenas de mortos, direta e indiretamente devido ao “acidente”, enquanto a estatística oficial aponta 31 mortes.
O ser humano é nada perto do Poder.

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