Desejar não basta

“Desejar algo diferente não faz com que aconteça.”

— Anne With an E
(série @Netflix)

O hóspede

Alguém que vem me visitar

É uma coisa impressionante

ele traz seu passado,

seu presente, e ainda,

seu futuro junto com ele.

sua vida inteira vem junto.

Por ser frágil,

e talvez ter sido partido antes,

o coração dele está vindo

em busca do seu coração.

– Ilha – Antologia Poética

PS: O poema foi tirado da série “Because is my first life”. Eu procurei no google se o autor se chama Ilha ou se Ilha seria o nome da antologia. Como não encontrei a resposta, deixei como o autor. Entretanto, se alguém tiver essa resposta e puder me auxiliar, eu agradeço.

Um caminho para o coração

Mesmo um coração deve ter um caminho que leve até ele.
Se houver um caminho, esse caminho deve, claramente, ter um ponto de partida.
Se há um lugar onde as emoções começam, então, claramente, deve haver um lugar onde elas se encontram.

No lugar onde nosso coração se encontra, será possível começar um novo caminho?

Mas o que eu tenho mais medo não é que nossos caminhos sejam diferentes, ou que nossos caminhos nunca se encontrem, mas que para o seu coração não haja caminho algum.

Talvez não haja caminho para o seu coração, afinal de contas.

Mas por enquanto, não posso fazer nada a respeito.

Mesmo não sabendo o caminho para o coração dele, ele sabe o caminho para ir fazer kimchi.

E acabou roubando o meu coração.

Por ora, isso basta.

– Because is my first life (série)

Assustador

“Se a atriz principal de um filme de terror se apaixonasse, não se tornaria um filme de romance?
O filme não seria mais assustador. Alguém estaria ao seu lado. Como isso pode ser assustador?”

– Enfeitiçado (filme)

Sobre comidas que confortam a alma

Mais uma listinha de 3 produções, desta vez, que valorizam a comida.

  • Issiz Adam

É um filme turco, que narra a história de Alper, um talentoso Chef de sucesso. Porém sua vida pessoal é um caos. Um dia ele conhece uma moça numa loja de discos, por quem se apaixona. Após muita perseguição e conquista, Ada – uma jovem animada e extrovertida – e Alper começam a namorar. Porém, por melhor que seja o romance, Alper começa a se sentir sufocado e deprimido, levando o romance para o declínio.
Faz muito, mas muito tempo que assisti esse filme, assim tive que recorrer a sinopse do filmow.
Mas me recordo que há uma história de destaque por trás de um bolo de cenoura, nesse romance, já que o protagonista é Chef.

Segure um vegetal em sua mão e ele lhe diz quanto tempo precisa cozinhar.
Você só tem que aprender a olhar, ver e ouvir.
Você não pode colocar tudo em um prato.
Uma pouco disso, um pouco daquilo. De jeito nenhum.
Isso seria vulgar e ignorante.
Não acredite quando dizem coisas como jogue tudo junto e mexa.
– Issiz Adam

  • Chocolate

É uma série coreana que terminei de assistir ontem. O nome se deve ao fato de que os protagonistas possuem uma relação afetiva com o chocolate, seja de conforto ou de pesar.
A história se passa numa clínica de tratamento paliativo para doentes terminais. Ainda que essa trama seja apenas o pano de fundo pro drama familiar, que é o principal, é nesse ambiente que surgem as mais belas lições.
A cozinheira é uma chef maravilhosa, que entre o drama pessoal, encontra tempo e dedicação para atender aos pedidos dos pacientes, seja com pratos de memória afetiva ou pratos que homenageiam a pessoa.
Como não chorar com a história de cada doente terminal e a motivação de cada prato.
Acho que escolheram chocolate como título, não só pela relação da história, mas porque o chocolate pode ser amargo ou doce, e seu prazer é passageiro. Assim como os problemas, as alegrias e a própria vida.

  • Julie e Julia

A escritora Julie Powell (Amy Adms) estava beirando os trinta e era uma frustrada secretária temporária, ela resolveu cumprir uma missão: fazer todas as 524 receitas do livro Dominando a Arte da Culinária Francesa, de Julia Child (Meryl Streep), no período de um ano. Ela relatou todas as suas experiências em um blog e acabou fechando um acordo para escrever um livro.
Não é o melhor filme que já vi na vida, entretanto, é um bom filme sobre culinária.
A história da Julia Child e como ela conseguiu, em seu tempo, apesar de dona de casa virar uma chefe famosa é muito motivador. A história de Julia, entretanto, o que rende as melhores cenas são as tentativas de uma cozinheira iniciante de fazer os pratos complexos (nem tanto, vai) da Julia Child.
Enfim, é um filme agradável.

Sobre arte, cultura, nazismo e posteridade

A polêmica do dia é sobre o discurso do então secretário da cultura do Brasil que, ao anunciar uma premiação referente à cultura nacional, cita (alterando) um trecho do discurso de Goebbels, ministro de cultura e comunicação de Hitler, que disse:

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada” – conforme o livro “Goebbels: a Biography”, de Peter Longerich.

No discurso de Roberto Alvin, ele menciona: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”.

Confesso que minha surpresa maior é alguém saber do tal trecho e fazer a relação, mas enfim.

Em minha opinião pessoal, acho que foi uma infelicidade usar tal trecho por tudo o que o nazismo representou. Mas a indagação maior é, em tempos de globalização essa corrente reversa é no mínimo intrigante.

Roguemos, de forma otimista, por uma “nova semana da arte moderna”. Pelo surgimento de Tarsilas, Villas-Lobos e Andrades.

Em tempo, sobre as aspirações urgentes do nosso povo, vinha refletindo sobre isso assistindo à série “Anne with an E”. A série da Netflix é baseada no livro “Anne of Green Gables”, de Lucy Maud Montgomery (1908).

A narrativa é sobre a história de Anne, uma órfã falante e sonhadora adotada por uma família rural. A espontaneidade da menina traz muita alegria e confusão para vida de todos à sua volta. Mas o mais bonito de toda a série é a sensibilidade com a qual trata de assuntos polêmicos ainda em nossos tempos, como homossexualismo, preconceito racial, bullying, feminismo, diferença social, casamento, amor e tantos outros.

Em pensar que uma obra de 1908 se mostra tão atual, mais de cem anos depois!

Mas fica uma última indagação para o esse post: existe – e se existir, me recomendem! – uma obra atual, de nosso tempo, que levará para a posteridade um sentimento de conforto, de pertencimento, de identificação para a posteridade? Um texto que lá no futuro, alguém dirá o quão bonita, reconfortante, emocionante e (ainda) atual é essa obra.

Coragem, às vezes, é desapego

“Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais.”

– Ana Jácomo (atribuído)

Deixar-se amar

“Às vezes, é preciso deixar as pessoas amarem você.”

— Anne With an E
(série @Netflix)

Lugares que você irá

Você se atreve a sair? Você se atreve a entrar?
Quanto pode perder? Quanto pode ganhar?
Se você entrar vai para a esquerda ou direita?
Vai até a metade ou nem isso tenta?
Você ficou tão confusa que começa devagar.
Pistas longas e com curvas
E você tem que acelerar.
E anda muitos quilômetros em todo tipo de lugar fútil.
Até que chega com temor a um local ainda mais inútil.

O lugar de espera. Pra gente apenas esperar.

Por um trem que vai partir ou um ônibus que vai chegar.
Ou o avião decolar ou a correspondência chegar.
Ou a chuva passar ou o telefone tocar.
Ou a neve tocar ao chão ou esperar pelo sim ou um não.
Ou um colar de pérolas ou um olhar de relance.
Ou uma peruca com cachos
ou uma outra chance.

Dr. Seuss in “Os lugares que você irá”

Teste MBTI

Um amigo me indicou fazer esse teste, por diversão. É daqueles testes onde você escolhe o quanto determinada frase se adequa ou não ao seu comportamento/pensamento.

Conforme o site sbcoaching, o MBTI foi criado em 1943 por Isabel Briggs Myers e sua mãe, Katharine Cooks Briggs, ambas psicólogas, que se basearam no inventário da personalidade com base nos estudos de Carl Gustav Jung.

O método foi utilizado na segunda guerra, onde havia escassez de mão de obra masculina, sendo aplicado às mulheres da época para selecionar as melhores preparadas para a industria textil.

O propósito de Isabel Myers foi mostrar que as diferenças entre os seres humanos eram positivas e complementares, ao invés de conflitantes.

Eu fiz o teste no site 16personalities.com.

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