Sobre arte, cultura, nazismo e posteridade

A polêmica do dia é sobre o discurso do então secretário da cultura do Brasil que, ao anunciar uma premiação referente à cultura nacional, cita (alterando) um trecho do discurso de Goebbels, ministro de cultura e comunicação de Hitler, que disse:

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada” – conforme o livro “Goebbels: a Biography”, de Peter Longerich.

No discurso de Roberto Alvin, ele menciona: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”.

Confesso que minha surpresa maior é alguém saber do tal trecho e fazer a relação, mas enfim.

Em minha opinião pessoal, acho que foi uma infelicidade usar tal trecho por tudo o que o nazismo representou. Mas a indagação maior é, em tempos de globalização essa corrente reversa é no mínimo intrigante.

Roguemos, de forma otimista, por uma “nova semana da arte moderna”. Pelo surgimento de Tarsilas, Villas-Lobos e Andrades.

Em tempo, sobre as aspirações urgentes do nosso povo, vinha refletindo sobre isso assistindo à série “Anne with an E”. A série da Netflix é baseada no livro “Anne of Green Gables”, de Lucy Maud Montgomery (1908).

A narrativa é sobre a história de Anne, uma órfã falante e sonhadora adotada por uma família rural. A espontaneidade da menina traz muita alegria e confusão para vida de todos à sua volta. Mas o mais bonito de toda a série é a sensibilidade com a qual trata de assuntos polêmicos ainda em nossos tempos, como homossexualismo, preconceito racial, bullying, feminismo, diferença social, casamento, amor e tantos outros.

Em pensar que uma obra de 1908 se mostra tão atual, mais de cem anos depois!

Mas fica uma última indagação para o esse post: existe – e se existir, me recomendem! – uma obra atual, de nosso tempo, que levará para a posteridade um sentimento de conforto, de pertencimento, de identificação para a posteridade? Um texto que lá no futuro, alguém dirá o quão bonita, reconfortante, emocionante e (ainda) atual é essa obra.

Perfil e-talent: Orientador

Você tem a capacidade de aprofundar o conhecimento, sistematizá-lo e passá-lo adiante. Muitos são aqueles que sabem em profundidade, mas não sabem transmitir. Muitos também são os que sabem e não se comunicam bem com as pessoas para gerar um clima de aceitação e motivação em torno do que precisam aprender. Você sabe facilitar o aprendizado por mais técnico que ele seja. Sabe entender e ouvir as pessoas, além de chegar até elas de forma diplomática e amável, porém mantendo a distância e o respeito necessários ao bom educador. Você tem o tempero certo entre o contato e o afastamento, e entre o envolvimento e o distanciamento. Isso faz com que seja a autoridade amada pelos que têm o privilégio de serem educados por você. Para você, leis e padrões foram feitos para serem cumpridos.

Estou novamente naquela fase da vida, de inquietação.
Acabei fazendo esse teste e fiquei feliz com o resultado.

Reflexões de fim de ano – I

Estava anotando os últimos filmes que vi e resolvi olhar a contagem.

Ano passado, assisti ao todo 133 produções. Foi o ano que descobri os doramas, passei os primeiros meses devorando série após série. Mas logo em seguida, veio a vida e seus compromissos. Terminei minha segunda graduação, fiz (em cima da hora) e apresentei minha monografia, corri pra entregar os trabalhos obrigatórios e relatórios de estágio. Estudei muito, prestei o exame da ordem e passei na primeira fase no final de novembro.

Esse ano foi o inverso, com a aprovação na primeira fase do exame da ordem no fim do ano anterior, faltava a temida segunda fase. Fiz cursinho, estudei de domingo a domingo, acordava cedo, dormia de tarde e voltava pros estudos, fazendo exercícios. Tanto esforço não poderia ter outro resultado: passei!

E quando achei que finalmente ia poder focar nos filmes, resolvi prestar um concurso, arrumar emprego, resgatar o FGTS inativo que o Temer liberou. Eu perdi 3 dias quase que inteiros na CEF, sentadinha, esperando minha senha, pra poder liberar esse dinheiro! rsrsrs

E na correria desse ano, assisti 174 produções. Porém, o cardápio desse ano foi muito mais variado. Voltei a ver animes – quem não assiste, não sabe o que está perdendo! Tem história pra todo o público, tem romance, terror, suspense, policial, monstros. E os clássicos de heróis super poderosos que derrotam inimigos com efeitos pirotécnicos.

Dos animes, quero destacar Haikyuu – pros amantes do esporte vôlei – e Boku Dake ga Inai Machi que é um suspense policial que também é série, atualmente exibida pela Netflix com o nome de Erased.

Também esse ano, descobri os BL (boys love). São histórias, em sua maioria inocentes, sobre a descoberta do amor entre meninos. Aquele romantismo que a gente não vê mais em histórias pós Cinquenta Tons.

Pro ano que vem, pretendo novas mudanças. Queremos mudar de casa, devido ao problema com os vizinhos que fazem festas constantemente, com o som no último volume, que duram um fim de semana inteiro ou mais. Mudar de casa tem outras implicações de tempo, emprego, etc…

Espero que 2018 vem com boas energias, que traga boas surpresas e finalmente, paz. Pra mim, minha família, e vocês que aparecem por aqui e acompanham o blog. ♥

Honestidade e Estudo

Nesta quinta-feira, o ex presidente Lula, convocou um comício para convidados para politizar a denúncia de que foi alvo. A certa altura, a pretexto de criticar o Ministério Público, Lula saiu em defesa da classe política, com o seguinte pronunciamento:

“Eu, de vez em quando, falo que as pessoas achincalham muito a política. Mas a profissão mais honesta é a do político. Sabe por quê? Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir para a rua encarar o povo, e pedir voto. O concursado não. Se forma na universidade, faz um concurso e está com emprego garantido o resto da vida. O político não. Ele é chamado de ladrão, é chamado de filho da mãe, é chamado de filho do pai, é chamado de tudo, mas ele tá lá, encarando, pedindo outra vez o seu emprego”

A frase do Sr.Ex.Presidente só reflete o quanto faz falta o estudo. Com certeza, ele não queria dizer “honesta” no sentido de honestidade, mas provavelmente quisesse ilustrar a dificuldade de se manter uma imagem e pedir votos de quatro em quatro anos. Que, provavelmente, manter uma imagem é difícil, portanto, a pessoa deve ser o que ela tenta “vender”. E consigo interpretar isso sem ser partidária.

E também sei, que o objetivo desse discurso era desmerecer o trabalho do Ministério Público, portanto, operadores do direito concursados.

Lula, muito provavelmente, não faça ideia do quanto é difícil trilhar os caminhos do Direito. Todo dia a gente vê injustiça, todo dia sai lei nova, todo dia muda o entendimento jurisprudencial. Faça chuva ou faça sol, tem que ir no fórum, reclamar que o processo não anda, ser atendido por cartorário mal humorado, suplicar para o juiz, pegar fila pra protocolar uma peça. E o cartorário tem mil processos pra organizar, o povo no balcão querendo a resolução na hora, o juiz tem meta, tem que usar bola de cristal pra adivinhar o óbvio que não foi descrito no processo.

A gente estuda 5 anos. Faz mais 2 de pós. E não para nunca. Tem mestrado, doutorado, especialização. Muda a lei, tem que fazer atualização. Tem que fazer curso, reciclagem, todo dia. Tem que ler jornal, assistir tv senado e tv câmara, ler a  mala direta daqueles 10 sites que monitoram as notícias relevantes ao “mundo jurídico”, porque a gente não pode perder nada. Tem que saber de tudo.

Pra responder só “uma perguntinha” de graça. Todo ano tem que comprar um vade mecum novo, tem que pagar o boleto da OAB.

Pra ajudar uma mãe que teve o filho sequestrado pelo pai. Pra ajudar uma pessoa que está perdendo sua casa porque não leu um contrato. Pra ajudar um trabalhador que foi demitido sem receber um tostão.

Pra ouvir que honestidade é manter uma imagem.

Um dia, eu votei no Lula e o defendi como presidente desse país. Não me arrependo. Eu tinha esperança.

Mas hoje, eu sou a favor de uma reforma eleitoral/política. Menos partidos, mais requisitos para um candidato se eleger. Acredito que a pessoa tenha que ter uma graduação correlata com a função legislativa. Que seja economista, bacharel em direito, em ciências políticas ou sociais. A vocação de um cantor não é fazer lei. A vocação de um palhaço não é fazer lei. O que eles sabem de lei?

Lula foi infeliz em seu discurso, isso é fato.

E nem tenho mais argumentos para continuar meu raciocínio, de tão inconformada que me sinto.

Avaliação do BEDA

O primeiro blog que eu tive era um diário. Eu contava meu dia-a-dia, desabafava e rascunhava um texto ou outro. Mas com o tempo, vieram comentários maldosos a respeito dos meus desabafos e não da minha “literatura”. Foi aí que meio que parei.
Passei a usar textos de outras pessoas para refletir o que eu sentia e pensava naquele dia. Isso também foi mudando com o tempo, quando começaram os comentários questionando a autoria das frases.
Por fim, o blog virou isso que vocês conhecem: trechos de livros que eu mesma li, falas de um filme e meu novo jeito de desabafar, mais poético e por vezes ficcional, que são as cartas. Raras vezes eu compartilho ou busco citações por aí, e quando o faço, tento ao máximo verificar a autenticidade.

A frequência também é importante para mim. Nunca coloco o mesmo autor em dias seguidos. Gosto de intercalar com outras citações, até de outras mídias.
Nesse ponto, o wordpress é sensacional, pois permite o agendamento de posts e assim, muitas vezes eu deixava 10, 15 citações agendadas e ninguém percebia/sabia que eu não logava nesse blog há semanas.

Isso, porque meu tempo foi ficando escasso para esses prazeres da vida. Esse ano, estou terminando agora, a leitura do segundo “livro de romance”. Se olhar o histórico de leituras, desde que comecei a contar passei dos 20 em quase todos os anos. E sem leitura, não há citações. E sem citações, esse blog tem tido posts cada vez mais esporádicos.

Eu não escrevo/colo minhas citações para obter audiência, mas não posso negar, que o retorno estimula, faz querer ler mais, escrever mais, melhorar. Lá no início dessa vida de blogueira, haviam os comentários, eram poucos, mas era um canal de comunicação. Hoje, as pessoas “curtem” e acaba ali a interação. Acho que até mesmo os blogs estão mais abandonados, as pessoas não escrevem mais, não leem. A moda é ser youtuber, snapchatter.

Enfim, avaliando essa proposta de postar todos os dias de Agosto, concluo que foi um objetivo exclusivo para o autor do blog. Para que ele tenha mais disciplina, se organize, busque mais daquilo que seu blog expressa. O que faz disso meio que uma obrigação. E sem retorno ou reconhecimento.

E esse blog aqui, não é obrigação. É um prazer raro, um escape, um pouco de sonho.
É homeopatia. São gotinhas de florais. Que se a gente deixa de tomar não mata. Mas quando a gente toma, nos faz sentir esperança.

Você Ouve As Pessoas Cantarem?

Você ouve as pessoas cantarem?
Cantando a canção dos homens furiosos
Essa é a música de um povo
Que não será escravo novamente

Quando a batida do seu coração
Ecoa na batida dos tambores
Há uma vida prestes a se iniciar
Quando a manhã chegar

Você vai se unir a nossa cruzada?
Você será forte e ficará comigo?
Além da barricada
Há um mundo para se ver por muito tempo?
Então junte-se à luta
E você ganhará o direito de ser livre

– Les Miserables
(trilha sonora)

O povo tem que lutar por um país melhor e não por um partido ou outro.
#NãoVaiTerGolpe
#VaiTerJustiça

Doramas

Descobri que não tenho coração para Doramas.  Doramas são aquelas novelas/séries asiáticas. Eu tenho verdadeiro fascínio pela cultura asiática (China, Coréia e Japão) e principalmente pela época antiga/medieval deles. Coleciono filmes, grandes histórias e personagens. Mas descobri que não tenho coração para Doramas.
Um filme tem no máximo três horas de duração. Tempo esse que o mocinho e a mocinha inocentemente se conhecem, pois sempre é ao acaso, se apaixonam tão devagar que por vezes nem dá tempo de, durante esse tempo de 3h de filme, acontecer o primeiro beijo deles.
Há lutas de espadas. As pessoas cospem sangue falso a cada golpe, se jogam no ar quando são atingidas, há explosões demasiadas, é tão violento que beira a comicidade.
Mas há a bela e extraordinária fotografia. O mundo é verde, azul, cinzento, vermelho e multicolorido, repleto de cerejeiras em flor.
Porém o que há de mais especial em todos esses filmes é a mensagem. Assim como todo filme americano tem uma bandeira nacional exaltando o patriotismo, os filmes asiáticos possuem um tema comum: a doação.
Mocinhos raramente ficam juntos e quando ficam é no anonimato. Imperadores e reis morrem. Soldados então, morrem aos montes junto com seus generais e comandantes. Morre até mesmo o vilão, que horas parece que vai vencer com a ajuda de feiticeiras que usam perucas coloridas. E você pode estar se perguntando, mas quem vence afinal, que final feliz há nesses filmes? Sempre vence a terra, o povo.
Os personagens abrem mão da vida para que seus valores sejam perpetuados pelo bem maior. Eles pensam no futuro, na união do povo, na paz.
Por isso não tenho coração para Doramas, dos épicos obviamente. Porque são 30, 40, 50 capítulos que sofrerei e não entenderei como um povo pode ser tão altruísta na construção de um mundo melhor.
No momento estou assistindo “O Príncipe de Lan Ling” e num determinado momento, o reino passa por uma crise econômica. Uma das soluções, dizem os conselheiros é aumentar os impostos e o príncipe diz: estamos num momento de recessão, não podemos exigir do povo mais do que ele pode nos dar.
Agora me diga, que governante tem um pensamento desses?
Só na China mesmo. Ou na Coréia. Ou no Japão.
Por isso não tenho coração para Doramas.

lan ling[Esses são alguns dos “vilões” do Príncipe Lan Ling]

Em tempo, se ficou curioso, dá pra assistir online no DramaFever.

Hiatus

Aquela sensação de que o ano começa depois do carnaval, mas o meu não.
Há anos venho vivendo, ou melhor, existindo na rotina. Um levanta e vai trabalhar, um volta e vai dormir pra trabalhar amanhã.
Parece que a minha vida ficou em pausa, tudo acontecendo e eu aqui, nesse hiatus. Dando um tempo na vida, nos sonhos, em tudo.
Pessoas entraram, saíram, casaram, nasceram, viajaram. E eu aqui, só assistindo.
O samba enredo contando grandes feitos e eu nem tinha confete pra comemorar.
Esse ano não, vai ser diferente. Já começou diferente. Sabe, acordei.
Acordei com uma imensa vontade de correr atrás do tempo perdido.
Troquei o emprego, troquei de meta pessoal. Esse ano não vai ter cobrança em cima de livros, a cobrança é pra ser feliz. Estou cansada de assistir da arquibancada, de longe.
Esse ano, sou porta bandeira verde-esperança.
E vai acontecer, acredite, acredito.
Simplesmente não vou esperar o carnaval.
Chega de hiatus.
É hoje, a partir desse minuto, começa o futuro.

Missiva 1

F.

Começo a questionar se meus desabafos logo te encherão a paciência.
Um dia poderemos escrever um livro de cartas, recolhendo essa nossa troca de missivas?

Ando tão sem paciência, queria ir embora nesse exato momento.
Não me interessa esses desabafos sobre impostos e contratos e todas essas chatices do trabalho.
Queria uma sala só pra mim, isolada acusticamente, onde eu pudesse ter uma fonte de água corrente como trilha sonora para minha alma viajar.

Comi um chocolate branco. E isso não me fez mais feliz, não hoje.

Não suporto mais as pessoas.
Principalmente quem me pergunta “te fiz alguma coisa?”. E eu me auto-questiono, aguentaria tal pessoa todas as verdades do meu comportamento?
Sim, fez-me algo tal pessoa. Nem me recordo mais o que exatamente, mas não sou de segundas chances. Portanto, não me magoará mais.
E assim, isolo-me do universo. Evito inclusive as primeiras chances. Fecho-me as novas oportunidades. Não crio mais expectativas.

E a vida passa.
O relógio não espera nada. Nem a cura, nem o perdão, nem o crescimento espiritual.
Apenas segue seu trabalho.
E portanto, sigo o meu também.

F.

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Dos sonhos e seus significados

Hoje acordei com uma sensação boa, no meio de um sonho. Estranho, uns podem dizer, porque normalmente acorda-se no meio de um pesadelo. Mas eu não, eu acordo em meio a sonhos bons. Como se meu cérebro quisesse que eu lembrasse do que sonhava ou me punisse para que eu deixe de sonhar coisas boas, assim como para outros evita o pior acordando-os de pesadelos. O meu não, acorda-me na hora boa, para evitar que até nos sonhos eu seja plenamente feliz.

Deixemos de delongas e vamos ao sonho. Eu adoro sonhar, vocês não?

Estava eu num shopping que conheço e uma senhora discutia comigo qual a estação de metrô mais próxima, confundia-me com nomes de bairros e localizações. Mas fazia sentido, no sonho. Em seguida eu comprava um relógio (que era o plano para o meu dia, quando acordasse) e uma pessoa por quem eu tenho muito carinho vinha e me abraçava. E saíamos rindo, falando do relógio e indo embora do shopping.

E então, já não era ele, era outra pessoa que conheço e admiro, e sua mãe. Ele tem mãe na vida real? Nunca perguntei. Ele precisava ir na casa de um amigo e disse que me acompanharia até o metrô. E fomos, nós três.

E quando me dei conta, já tínhamos passado do metrô, pego outro caminho e estávamos muito distantes. E nessa hora ele me convenceu a ir para casa depois. Mas eu estava sem tomar café (porque eu tomo remédio na vida real e em jejum, e meu café é sempre bem depois que eu acordo) e tinha fome, e ele me convenceu mesmo assim. E fomos caminhando com esse destino.

Então já não éramos apenas nós, haviam mais pessoas que conheço. Havia uma grande ladeira para descer e no fim dela, uma rua arborizada onde um grupo de pessoas cantava. E a música, falava de Deus. Sim, Deus nos encontrou no meio do caminho e olhei para o lado e estava um amigo fora do contexto do grupo, que conhecia a música, que é meu amigo de Igreja. Batemos palmas no ritmo da música e cantamos juntos, com aquele olhar e aquela mensagem subtendida de “lembra?”.

Como todo sonho tem comerciais, chegamos a uma estação/feira/shopping. Sentei-me num sofá pois já estava exausta. Uma amiga sentou-se ao lado para dizer que nossa outra amiga em comum havia ficado para trás com alguém. Íamos embora, e no caminho para a plataforma encontrei pessoa da Igreja novamente, agora almoçando. Ofereceram-me frutas.

Então acordei com uma sensação boa. De que gosto de muita gente que não tenho mais tanto contato, mas ainda moram todos no meu coração. Inclusive Deus, de Quem já fui bem mais próxima.