Resenha: A Noiva Fantasma


Livro: A Noiva Fantasma
Autor (a): Yangsze Choo
Editora: DarkSide® Books
Páginas: 360

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5- Adorei)

Sinopse:
Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma…
1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

A Noiva Fantasma é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.
Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente.
Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, essa obra é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e sobre o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea.

Levei uma eternidade para ler esse livro, primeiramente por causa da faculdade que estava me consumindo e depois porque meu kindle havia sumido! Ultrapassados esses dois problemas, o livro engatou e finalmente terminei de lê-lo.
A história não difere muito da sinopse. Entretanto, há um quadrado triângulo amoroso, se assim podemos chamar. Li Lan, a mocinha, é apaixonada pelo primo de seu suposto noivo, que está morto. O suposto noivo aparece em sonhos para assombrá-la e revela que foi assassinado pelo primo, por quem Li Lan está apaixonada. Entre superstições, feitiços, remédios de exorcismo, algo dá errado e Li Lan fica em coma. Sua alma se desprende do corpo e ela passa a investigar, no mundo dos mortos, essa história de seu amor ter assassinado seu noivo.
O noivado na verdade não existiu, foi apenas cogitado. Talvez nisso, o nome do livro tenha perdido um pouco o sentido.
Nessa travessia no mundo dos mortos, achei bem interessante um lugar chamado “planície dos mortos” que não saberia traduzir pra qualquer outra crença. É um lugar onde os mortos ficam aguardando seu julgamento, lá eles vivem numa cidade espelho de onde viveram anteriormente. Entretanto, essa cidade espelho é feita apenas das oferendas queimadas nos rituais para o os mortos.
Esse lugar me lembrou muito o “Hueco Mundo” do anime Bleach e os serviçais que eram bonecos de papeis me fizeram imaginá-los como as cartas da rainha de copas, da animação “Alice no País das Maravilhas”. E também a grande revelação sobre o personagem Er Lang foi nitidamente copiado inspirado na animação “A viagem de Chihiro”
Em nenhum momento achei a história sombria, mas achei a escrita um pouco arrastada em algumas partes e corrida em outras. Nunca saberemos o resultado das investigações de Er Lang (o que de fato aconteceu e não se os fantasmas eram culpados ou não).
Foi uma boa tentativa de misturar as crenças e superstições malaias, bem aproveitada.
Achei interessante, principalmente porque amo essa cultura asiática. Mas eu, como curiosa, esperava muito mais.

Resenha: It Ain’t Me, Babe

Livro: It Ain’t Me, Babe – Hades Hangmen #1
Autor (a): Tillie Cole
Editora: Tillie Cole LTD
Páginas: 466

Nota: 2
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5- Adorei)

Das minhas doideiras de idéias para livros que nunca escrev um dia escreverei, certa vez procurava por histórias “de motoqueiros”. É que esses livros de “romance picante para mulheres” tem pra todos os gostos: vampiros, cowboys, motoqueiros, alienígenas, etc… Mas enfim, baixei e larguei o arquivo no micro ocupando espaço.

Aí, numas das muitas páginas sobre livros que eu acompanho no facebook, alguém resenhava o livro 3 e fiquei bastante curiosa. Daí, resolvi começar pelo número 1, It Ain’t Me, Babe e como a curiosidade era muito grande, depois, fui direto para o 3º volume, Souls Unfractured.

Pelo que vi, não saiu ainda no Brasil. Eu mesma, li dessas traduções de fãs. O primeiro era quase incompreensível, deve ter sido uma tradução mecânica que nem foi revisada, o terceiro foi bem melhor traduzido.

A autora, numa nota no primeiro livro, explica que se baseou em histórias verídicas, quando entrevistou pessoas de várias religiões para um trabalho de graduação. Só isso me deixou super curiosa, eu esperava mesmo, que aparecessem coisas bizarras e absurdas, dessas religiões secretas e que fogem do senso comum.

No primeiro livro, somos apresentados à “Ordem”, uma comunidade religiosa que prega a pedofilia e o estupro como formas de pacificação dos homens, que precisam “estravazar” para se sentirem em paz para “glorificar o senhor”. Nessa comunidade, um grupo de 4 meninas lindas são chamadas de “almadiçoadas” e são retiradas do convívio da comunidade, devendo apenas servir na tal “partilha irmão-irmã”. Foi revelado ao profeta dessa comunidade, que uma dessas meninas seria a salvação ou algo assim, e portanto, ela deveria ser a sétima esposa dele. A breve descrição desse profeta, me pareceu que ele é velho e com doença venérea, mas pode não ser também, já que a tradução estava péssima.

A história começa mesmo quando essa jovem consegue fugir dessa comunidade e é resgatada por uma caminhoneira que a deixa num clube de motoqueiros. O clube de motoqueiros tem uma temática mitológica, na história de Hades, daí o nome da saga. Eles usam até as moedas nos olhos e “gírias” como “enviar para o barqueiro”, quando uma pessoa morre. Mas também, só isso.

O líder dessa gangue é mudo, na verdade ele fala, mas não em público, porque ele é extremamente gago. Menos nas horas calientes, onde nem se precisaria falar… Obviamente, ele se apaixona pela fugitiva, porque eles também se encontraram muitos anos antes, quando eram crianças. O clube é contra porque o cara, afinal, é o líder. E por isso, numa atitude, ao meu ver, muito estranha, ele deixa a moça aos cuidados de um “amigo” do clube e parte numa missão.

O tal “amigo” integra o triângulo amoroso. E, adiante, se revela como um espião da “Ordem” querendo levar a mocinha consigo.

Achei a pior mocinha das histórias das mocinhas que já li na vida. Ela insiste, não, ela irrita, enche o saco, torra as paciências mesmo, para ser amiguinha do tal “amigo da Ordem”. Ela só quer amizade. O cara, obviamente não. Aí acontecem as brigas, o sequestros, as reviravoltas. Tudo porque essa vaca santa fica persistindo nessa idéia bizarra de ter o mocinho da história e ainda o friendzone, perto dos olhos, como plano b.

Outra coisa irritante foi a construção dessa personagem. Uma pessoa, recém saída de um grupo religioso, teria uma visão deturpada das coisas e, acredito eu, levaria um tempo para se acostumar ao mundo do lado de fora dos muros. Porém, em menos de uma semana, a moça já estava vestindo calças de couro justíssimas. Cadê a tal modéstia que ela disse que tinha? Ninguém abandona os hábitos para algo totalmente contrário, do dia pra noite.

O romance do casal não foi tão ruim. Só achei nada a ver o cara ficar resistente para ficar com ela e ela se fazendo de virgem inexperiente.

A história tem muitos furos, além da construção dos personagens. Há uma guerra, que na verdade é um tráfico de armas, onde inclusive a “Ordem” é fornecedora. O governador do estado está envolvido, porém isso é apenas citado. E há os nazistas oi?! que num determinado momento aprisionam o mocinho, cortam ele fazendo uma suástica em seu peito, portanto ele devia estar dominado, concordam? E incrivelmente, ele se livra, mata todos e foge, voltando para a cama quente de sua amada.
E também há os chechenos quem?! que são citados constantemente mas até agora não deram as caras.

Os outros motoqueiros (mocinhos de livros futuros) são apenas citados e no final, as irmãs almadiçoadas são resgatadas, porque só existe mulher nessa comunidade e tem mais motoqueiro sem par, e é necessário romance para escrever novos livros.

Um plágio Uma inspiração nítida na Saga da Adaga Negra, aquela dos vampiros que não são vampiros. Porém, sem a mesma criatividade ou fôlego da Saga dos vampiros.

Saga Hades

Esse ano resolvi me dedicar à faculdade. Então, nada de leituras de romances, como eu estava acostumada a fazer. Tá certo, que depois que conheci os doramas, também me viciei. Coisa que não era pra ter feito, pois era o “ano da faculdade”.

Mas quando a gente aprende a ser um leitor, sabe como é… todo mundo lembra de você, te marca, deixa aquela notícia e nos dias de estresse você simplesmente vai caminhar numa livraria pra desestressar.

E nessas fugas e encontros, descobri essa saga de Hades. Não quis me aprofundar pra não sair igual louca lendo os 4 livros e contos da Saga.

Mas achei interessante, sem me aprofundar, lembrou o “Clã da Adaga Negra”, que eu curti demais e ainda falta o último volume do Rei para eu ler.

Aqui, a autora também faz um jogo com os nomes dos personagens. E parece, pela sinopse de um deles, que ela brinca também com religião. Outro assunto que eu gosto bastante de ler.

Enfim, não li, mas fica a dica pra quem leu me contar se é bom e quem se interessou, ler também.

Aqui tem.

Em tempo, entrei no Skoob pra olhar as resenhas dessa saga e me cadastrei nas cortesias. E não é que ganhei uma? Só porque não posso ler esse ano!! Outra dica, é fazer cadastro no skoob pra marcar os livros que já leu, quer ler, fazer resenhas e participar de sorteios.

#BEDA03

Das mocinhas que se passam por meninos

Lembram daquele top 3 das viagens românticas a eras passadas? Resolvi fazer outro, mas dessa vez o assunto é “tomboy”, ou seja, meninas que passam por meninos, estilo “Joãozinho”.  Reparem, não é simples um estilo, as meninas se passam por homens, mas ainda são mulheres que amam meninos. E isso complica um pouco as coisas, porque nossos mocinhos não são “gays” e ficam com aquela crise existencial por estarem interessados num “menino” tão delicado…

  • Bromance: Série Taiwanesa que conta a história de Pi Ya Nuo. Seus pais foram a um “astrólogo” que previu muita sorte e um parto muito fácil de um menino, só que a criança que nasceu foi uma menina! Só que o charlatão, pra não perder o crédito, disse que que a menina ia morrer e trazer muito azar se não se passasse por um menino até completar 26 anos. E a piada? Os pais acreditaram e seguiram essa regra! Então, nossa mocinha viveu seus 25 anos aceitando essa condição, pela família maluca, agindo e se vestindo como um menino. E faltando apenas 100 dias para seu aniversário de 26 anos, ela conhece Du Zi Feng que faz parte de uma Tríade (máfia chinesa). Ela salva ele de uma emboscada, porque afinal, ela é boa no kung fu ou seja lá como chamam a arte marcial de Taiwan, e a partir daí eles se tornam irmãos juramentados. A amizade cresce, acontecem mil confusões, desencontros, reencontros e personagens secundários excelentes.
    Então, obviamente, em determinado momento da história Du Zi Feng se vê apaixonado por Pi Ya Nuo, e passa a questionar esse sentimento e sua opção sexual.
    É uma história bonita, leve e muito, mas muito divertida.
    A série tem 18 episódios mas fica com um gostinho de quero mais.

  • Grande Sertão: Veredas: Infelizmente tive que estragar o grande mistério do livro, mas sem esse baita spoiler não teria como citá-lo. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua extensa e perturbadora narrativa.
    Riobaldo contra sua história de vida, desde que conheceu o “menino” ao atravessar o rio, depois sua entrada para o cangaço onde conheceu “Diadorim” que tinha o plano de vida de vingar-se. Narra sua aventuras e desventuras – o amor, o ciúme, a morte, o sofrimento, o ódio, a alegria – retratadas através das lembranças do jagunço em um sertão mítico, e de seu amor impossível por Diadorim.
    O livro já foi adaptado para televisão e teatro.
    É uma história muito linda e já usei dezenas de citações aqui no blog.

  • Boys Don’t Cry: História de um garoto transexual, Brandon Teena, morador de uma pequena cidade americana. Baseado em fatos reais, o roteiro mostra os violentos preconceitos que sofre quando sua transexualidade é revelada.
    Essa é a única história que a menina não se veste de menino com um objetivo específico. Aqui, é opção de vida, de identidade de sua sexualidade.
    Tem uma das cenas mais triste que já vi em filmes.
    Hilary Swank num dos seus melhores papéis. E uma trilha sonora inesquecível.
    Essa história foge da descrição lá no início do post, mas vale ser citado nesse top 3.


Ainda existem outras histórias, só nos doramas ainda recomendo “Coffee Prince“, a história de uma barista e um dono de café, que é muito fofo. Mas isso, fica pra outra oportunidade.
E você, recomenda algum outro com essa temática que eu não tenha citado?

Mein Kampf

Confesso que eu mesma já busquei esse livro e quis lê-lo. Queria saber que idéias estão lá expostas, capazes de transformar um gênio no mal em pessoa. Porque Hitler foi um gênio sim, desculpem-me quem acha que só porque ele usou seus dons para o mal, suas qualidades não podem ser elencadas.
Comunicador, com poder de convencimento, estrategista, entusiasta, transformador. É assim que eu vejo Hitler. Que mudou para sempre a história da humanidade.
Por isso quis tanto saber que idéias Mein Kampf traz, para entender como uma pessoa tão extraordinária pode direcionar todas as suas forças para exterminar pessoas sem dó alguma.

A obra caiu em domínio público em janeiro, e está saindo na Alemanha uma versão comentada por historiadores. Quero muito ler essa versão, com detalhes da vida e da história, que possam “justificar o injustificável” ou nos situar sobre as motivações das decisões de Hitler.

Há alguns anos assisti a um documentário que mostrava um vídeo que era exibido no alistamento nazista e é inacreditável a quantidade de pessoas que aderiram ao movimento. São centenas de jovens que alimentavam-se de palavras de esperança e de ordem para mudar o mundo, um convite a participar do movimento. Tentei buscar aqui o nome do documentário mas não encontrei.

Enfim, meu medo é que a história esteja se repetindo. Com um livro dando idéias, um movimento convidando jovens com palavras de ordem e de esperança. Querendo mudar o mundo e a história. De uma forma ruim, novamente, infelizmente.

Tem notícia sobre o Mein Kampf aqui.

Das viagens românticas a eras passadas

Acabei assistindo duas séries com esse tema e resolvi fazer um Top 3 de histórias românticas que o tema é viagem a Eras Passadas. Reparem, não é simplesmente uma viagem no tempo, é uma viagem a uma Era onde a língua, a moeda, os costumes, já não são os mesmos. E isso dificulta a vida do nossos mocinhos!

  • Splash Splash Love: Série coreana que conta a história de uma adolescente ruim em matemática, que perdeu os prazos das faculdade e agora só resta prestar o SAT (tipo de ENEN). Ela é bem despreocupada, gosta de ficar assistindo séries, comendo tangerina e nada de estudar. Aí no dia da prova, chove, ela perde o guarda chuva, se atrasa e pronto! Desiste da prova! Ela está tão triste que vai passear num parque e encontra uma poça d’água meio estranha, porque ela consegue ver coisas dentro da poça. Aí ela coloca o pé e ele afunda e então… tchibum! Ela mergulha da poça que vira uma espécie de portal que leva ela para uma era antiga da Coréia. Nessa era, o Rei quer aprender matemática, está sem chover há anos, o sogro do Rei quer dar um golpe de Estado e nossa estudante surge do nada no meio de um ritual para a chuva. Na confusão, acham que ela é um eunuco (um rapaz que foi bem… decepado) e só por isso ela tem uma chance de ensinar matemática para o Rei.
    O enredo pareceu estranho? Mas é tão fofo e engraçado! Vocês precisam ver!
    Ela vai descobrindo que ela é útil sim (porque ela se achava inútil, todo mundo sabe que vestibular dá mesmo um desânimo na vida) e o Rei vai dando os primeiros passos pra transformar a Coréia num país desenvolvido.
    Aí, alguém descobre que ela é menina e tem o outro mocinho/vilão que a gente não sabe de que lado ele está até o último momento, a gente torce pra chover e ela se salvar, mas também pra ela ficar com o Rei, enfim, é um típico Dorama de 2 episódios só.

  • Meia Noite em Paris: existem dois tipos de pessoas: as que amam e as que odeiam Woody Allen. Eu sou do tipo que ama, após uma maratona de no mínimo 20 filmes dele, acabei tomando gosto por esse jeito meio despojado de contar uma boa história.
    Meia Noite em Paris narra a história de um escritor que viaja com a família (noiva e sogros) para Paris. Lá ele busca inspiração para terminar seu livro. E numa noite mágica, quando ele estava caminhando sozinho pela noite de Paris se sentindo triste e abatido, desanimado da vida, aparece uma carruagem que dá carona para ele. Ele acha que é piada, mas dentro está um de seus escritores favoritos. Essa carruagem mágica leva ele para a época de quando os maiores escritores de que nosso mocinho é fã, viveram. Durante a noite ele vive entre os escritores, músicos da época, pegando dicas, convivendo nas noitadas deles. E de manhãzinha, ele volta pra vida que ele considera sem graça nos dias atuais, questionando sua vida e seu relacionamento.
    Durante a noite, ele conhece uma moça e se apaixona. E tenta viver esse amor. Pra ele tudo é perfeito, afinal, ele está na época que era mais fã, com uma namorada linda, mas ela… ela odeia o tempo que vive! Para ela, bom mesmo era a Belle Epoque, ela também queria viver no passado que ela considera bom.
    Então tem esse conflito de desejos, de ambições. Se o amor resiste ou não, só assistindo. Filmaço mesmo, super recomendo.

  • Transcendente: Livrinho despretensioso que comecei a ler porque vi muita gente elogiando. Conta a história de um homem das cavernas. Sim, isso mesmo que você leu. Portanto, não há diálogos no livro, exceto uns rugidos e o início da linguagem quando a nossa mocinha do futuro aparece.
    A história é narrada pelo nosso Homem das Cavernas e ele vai tentando conquistar a mocinha, porque ele não entende como uma pessoa não queira viver em grupo, afinal é mais seguro e mais fácil de caçar e se proteger. É sensacional!
    A mocinha, que só vamos descobrir no fim, de que Era ela veio, sabe muita coisa: como fazer fogo, como cozinhar e estocar/conservar comida, ela tem hábitos de higiene muito confusos para nosso mocinho e ela faz algo extraordinário! Ela faz potes! Os potes ajudam a transportar e guardar mantimentos para os tempos de estiagem. É uma história sobre evolução e respeito, sobre aprender e superar as diferenças. É lindo de viver!

Claro que existem muitos outros filmes, séries e livros sobre viagens no tempo, até mesmo para eras passadas ou futuras. Mas eu selecionei os que gostei mais e podem agradar mais pessoas. Principalmente pelo bom humor que todas essas histórias apresentam.
E você, tem um Top 3? Gostou do meu? Recomenda algum?

Retrospectiva Literária 2015

O livro infanto-juvenil que mais gostei: “Extraordinário – R. J. Palacio”
Um dos livros mais fofos que li esse ano, lembrou-me muitos aqueles “livros-diário” que eu lia quando adolescente. Conta a história de um garoto com uma deformação facial e os problemas que ele encontra na vida, na escola, na família, em fazer amigos. Um livro que ajuda a gente a crescer, principalmente, por dentro.

A aventura que me tirou o fôlego: “O Festim dos Corvos – R.R.Martin”
Quarto livro da série, o autor dividiu os núcleos de zilhões de personagens para comportar um tamanho razoável, portanto esse livro narra apenas parte da história. Nesse volume, o núcleo Stark e Lannister (#TeamLannister!) são os protagonistas. O autor mantém o ritmo, é um livro extenso mas não foi tão cansativo quanto o terceiro volume. Mas eu tenho um problema: eu canso da mesma história, aí desanimo. Tanto que nem sei quando vou ler o quinto volume.

O terror que me deixou sem dormir: “Descasos – Alexandra Szafir”
Novamente não li livros de terror. Escolhi esse livrinho que li para a faculdade, ele é bem breve e de leitura fácil. Narras casos que a Alexandra defendeu enquanto advogada. Ela é irmã do Luciano Szafir, teve uma doença grave que a deixou tetraplégica, e escreveu esse livro bem no estilo Stephen Hawking. Só por isso, já é extraordinário, mas os casos contados são excepcionais. Uns de doer o coração, de gerar revolta, de fazer chorar tanto leigos quanto advogados. Terror é constatar que o nosso sistema judiciário e carcerário é assim.

O suspense mais eletrizante: “Grau 26 – Anthony E. Zuiker”
Li uma resenha em algum lugar dizendo que era o primeiro suspense interativo e corri procurar esse livro pra ler. Decepcionei-me, confesso, porque fui com muita sede ao pote. A história é boa, mas os capítulos são curtíssimos como se fosse um filme que toda hora tem comercial. E os trechos em vídeo, são diferentes dos narrados porque foram adaptados para um episódio especial de CSI (pelo que li e parece). Enfim, cumpriu seu papel de história, mas não foi de tirar o fôlego.

O romance que me fez suspirar: “As Batidas Perdidas do Coração – Bianca Briones”
Li alguns livros nacionais esse ano e esse foi um dos que li mais rápido. A história clássica de um bad boy e uma riquinha, mas cheia de música, de drogas e de perdas. Identifiquei-me com a história na questão de que a perda nos aproxima das pessoas, nos deixam sensíveis e não percebemos se os laços formados são verdadeiros. A autora perde o ritmo da história em determinado momento, por querer dar aquelas reviravoltas e deixar mais longa a história, mas é uma história plausível e isso eu prezo muito.

A saga que me conquistou: “A Seleção – Kiera Cass”
Essa saga me deixou suspirando por dias, li os 3 principais livros num fim de semana. Achei sensacional a autora adaptar o reality “The Bachelor” para uma distopia. É fofo, romântico, bonito, sensível e eu torci pro Príncipe desde o início. Soube que vai virar filme e por isso decidi ler os livros, o que foi um grande acerto.

O clássico que me marcou: “Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa”
Estava doente, de cama, zapeando, quando encontrei uma adaptação dessa história para a tv. Achei tão linda a história que tive que ler o livro. E que livro! De narrativa difícil e complicada, como é o Sertão e suas Veredas. Você vai entrando na história que vai e volta, cheia de flashbacks confusos misturados com a história e com o sentimento do narrador. Mas é um deleite, recomendo pra todo mundo ler ao menos um clássico no ano e entender o que o torna um clássico.

O livro que me fez refletir: “Cartas de Amor aos Mortos – Ava Dellaira”
Acho que levei uns nove meses pra terminar de ler esse livro. Ele é bom, sim, mas foi um ano complicado para mim. O livro são cartas onde a narradora fala um pouco da vida do ídolo morto e um pouco da vida dela. Tem frases lindas e cada ídolo reflete alguma fase/sentimento que ela pretende narrar da própria vida.

O livro que me fez rir: “O Pavão Misterioso – José Camelo de Melo Rezende”
Literatura de cordel, a história é narrada em rimas. Conta a história de dois irmãos que foram para o exterior e um deles se apaixonou por uma princesa grega. E o pavão misterioso do título? É uma engenhoca que voa! Sensacional!

O livro que me fez chorar: “Loving Mr. Daniels – Brittainy C. Cherry”
Não gosto de livros onde a história é um romance entre professor e aluno, mas esse começou meio Greys Anatomy e terminou com dois personagens maduros e história plausível. Nada de romance adolescente louco cheio de chicotes e ciúmes doentio, foi um romance bonito, entre duas pessoas que tinham um dilema ético e souberam como resolvê-lo. Não chorei, mas teve frases lindíssimas.

O melhor livro de fantasia: “O Festim dos Corvos – R.R.Martin”
Como não li muito esse ano, só esse se encaixa nessa categoria.

O livro que me decepcionou: “Proibida – Nana Pauvolih”
A capa é linda, a autora saiu numa revista aí porque vende igual água no deserto, até abandonou a carreira de professora pra sobreviver dos cheques da Amazon. Tinha que ler né? Mas que decepção! Em tudo! A história é clichê, os personagens não passam veracidade e o sexo? Ah, nem dá pra comentar porque aquilo lá é outra coisa.

O livro que me surpreendeu: “8 segundos – Camila Moreira”
Livrinho gostosinho também. Depois da decepção de “Proibida”, esse livro começou bem no estilo “mocinha da cidade puta” e “peão cabeça dura” e pensei que ia ser outra decepção, mas quando dei por mim, o livro já estava nas últimas páginas. Foi bem agradável e gostei das mudanças nos personagens. Nada muito elaborado, mas entretém.

A frase que não saiu da minha cabeça:

“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”
João Guimarães Rosa in “Grande sertões: veredas”

O(a) personagem do ano: Riobaldo de “Grande sertões: veredas – João Guimarães Rosa”

O Casal Perfeito: Riobaldo e Diadorim de “Grande sertões: veredas – João Guimarães Rosa”

O(a) autor(a) revelação: R. J. Palacio em “Extraordinário”

O melhor livro nacional: “Descasos” da Alexandra Szafir

O melhor livro que li em 2014: “Grande sertões: veredas – João Guimarães Rosa”, é preciso ler e entender o mistério, a reviravolta, as nuances do amor e do sertão.

Capa mais bonita: “Proibida” – Nana Pauvolih. Não gostei da história/narrativa, mas e essa capa linda?

Em 2015 li 17 livros!

Cumpri a meta de 2015? Nem de perto!

Minha meta literária para 2016 é passar na OAB! Torçam por mim! Então, só leis e doutrinas, infelizmente. Mas se eu passar logo no começo do ano, aí ninguém me segura!

Retrospectiva Literária 2014

O livro infanto-juvenil que mais gostei: “Os Miseráveis – Victor Hugo”
Clássico dos clássico, você pode se perguntar como esse livro se encaixa nessa categoria. Simples, essa edição que li é uma adaptação do Walcyr Carrasco que deixou a leitura bem fácil e rápida. É um livro histórico que se passa na Revolução Francesa e conta a história de Jean Valjean condenado duramente após roubar pão para alimentar sua irmã. Depois de anos preso a trabalhos forçados, é solto num mundo julgador e cruel. Encontra abrigo na casa do bispo, e esse acontecimento lhe traz de volta sua fé e bondade adormecida. A partir daí, passa a vida a dedicar-se a ajudar os pobres e oprimidos, escondendo seu passado que insiste em procurá-lo.

A aventura que me tirou o fôlego: “A Tormenta da Espada – R.R.Martin”
Terceiro livro da série, confesso que fiquei empacada um tempão na leitura próximo ao final. Sou fã da série e minha meta era ler antes de assistir, mas o livro é longo demais e não consegui. Porém, é inacreditável a capacidade desse autor de reinventar a história a todo momento trazendo mortes imprevisíveis. Esse livro me fez odiar alguns dos meus personagens favoritos de antes: Arya e John Snow, mas elevou ainda mais minha admiração por Tyron – o anão.

O terror que me deixou sem dormir: “A casa do céu – Amanda Lindhout”
Esse foi o único livro da lista que eu poderia classificar como terror. E foi um terror lê-lo, de fato. As cenas sobre a tortura de Amanda – uma mulher estrangeira, tratada como escrava – por um grupo muçulmano radical, são chocantes, nojentas, hediondas. Os sentimentos que esse livro me trouxe foram de repulsa e não consegui entender a dó e a compreensão que a autora conseguiu sentir por seus captores. O livro não é ficção, o que torna as coisas ainda mais horríveis.

O suspense mais eletrizante: “Sangue na Neve – Lisa Gardner”
Um colega de trabalho que insistiu que eu lesse, não conhecia Lisa Gardner e esse não é o primeiro livro da série. Gostei muito da história, prendeu do inicio ao fim. Particularmente sou fã desse jeito de contar histórias onde a cada capitulo se dá mais um detalhe da cena do crime e mais um, e mais um, revelando uma teia complexa de eventos.

O romance que me fez suspirar: “Um caso perdido – Coleen Hoover”
Essa autora me decepcionou um pouco com a saga Métrica, não que os livros não fossem bons, mas a história tomou um rumo romântico demais pro meu gosto. Em “Um caso perdido”, achei a cumplicidade do casal bem bacana, as cenas sensuais são lindas. E a história num geral pode chocar alguns, mas achei bem bacana esse assunto do abuso infantil tratado de uma forma não tão traumática.

A saga que me conquistou: “Princesa Sultana – Jean Sasson”
Na verdade é uma trilogia que registra o depoimento de uma nobre árabe que se esconde sob o pseudônimo de Sultana. Tem cenas tragicômicas, e foi bem interessante conhecer esse lado nobre árabe com suas manias e crenças tão diferentes para os ocidentais. Parecia novela da Glória Perez.

O clássico que me marcou: “Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley”
Acho que fora “Os Miseráveis”, foi o único clássico que li esse ano. Trata-se de uma ficção científica, onde questiona-se conceitos atuais como família, sexualidade, religião, solidão e aceitação social.

O livro que me fez refletir: “Proibido – Tabitha Suzuma”
Esse livro me deixou de ressaca literária: quero mais, quero outro final, quero o impossível. A autora descreve os sentimentos dos personagens com uma poética que cativa. A mãe dessa família, foi abandonada pelo ex-marido e agora vive sempre bêbada ou na casa do namorado, deixando os filhos por conta própria. Lochan e Maya, descobrem-se num romance incestuoso enquanto cuidam dos irmãos menores. Eles convivem com a culpa e o arrependimento, porém não conseguem terminar esse relacionamento. O que me fez refletir nessa história não foi exatamente o incesto, mas como as pessoas se agarram à qualquer atenção, carinho, cuidado que recebem quando estão totalmente abandonadas e sentem não fazer parte da sociedade. Isso justifica esses relacionamentos que vemos por aí, mulheres que apanham do marido e não o abandonam, filhos que passam fome e não saem de casa, entre outros.

O livro que me fez rir: “Como Treinar seu Dragão – Cressilda Cowell”
O livro tem tiradas bem engraçadas. E o banguela é um dragão egoísta demais, bem diferente do que aparece nos filmes.

O livro que me fez chorar: “O Diário de Suzana para Nicolas – James Patterson”
Um livro bem curtinho e em forma de diário, vai explicando por que o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A história é triste, mas com um final feliz.

O melhor livro de fantasia: “O conto da deusa – Natsuo Kirino”
Uma releitura de um conto milenar sobre a origem do mundo e das coisas na mitologia japonesa: a lenda dos irmãos Izanagi e Izanami. Eu sou apaixonada pela cultura oriental e esse livro foi um deleite.

O livro que me decepcionou: “Veneno – Sarah Pinborough”
De todos os contos de fadas, Branca de Neve é de longe o meu preferido. Tinha lido muitas críticas boas sobre esse livro, mas fiquei decepcionada. Exceto pelo príncipe encantado, as demais personagens não fugiram da caricatura ou da fidelidade à história original.

O livro que me surpreendeu: “Mel e Amêndoas – Maha Akhtar”
Nunca tinha lido nada sobre o Líbano e achei bem interessante. O destino e as histórias de seis mulheres acabam se cruzando em um salão de beleza em Beirute, e elas compartilham momentos de solidão, felicidade, medo e frustração.

A frase que não saiu da minha cabeça:

“E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.”
Stephen Chbosky in “As Vantagens de Ser Invisível”

O(a) personagem do ano: Charlie de “As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky”

O Casal Perfeito: Quinn e Blay de “Amante Finalmente – J. R. Ward”

O(a) autor(a) revelação: Tabitha Suzuma em “Proibido”

O melhor livro nacional: “Doidas e Santas” da Martha Medeiros

O melhor livro que li em 2014: “Proibido” – Tabitha Suzuma. Tratou um assunto tabu de uma forma tão delicada que foi impossível não torcer para que a mãe surgisse a qualquer momento dizendo que eles não eram irmãos.

Capa mais bonita: “Mel e Amêndoas” – Maha Akhtar

Li em 2014 33 livros!

Cumpri a meta de 2013? Não cumpri. Era ler 12 livros de papel e me desapegar. Eu li 2 livros de papel e me desapeguei de 2. Não chegou nem perto, mas ao menos tentei.

Minha meta literária para 2014 é ler meus livros de papel e me desapegar deles. Mantenho a meta de leitura de um livro a mais que o ano anterior, então pro ano que vem 34 livros!

Resenha: Amante Finalmente


Livro: Amante Finalmente
Autor (a): J. R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 700

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5- Adorei)

Sinopse:
Qhuinn está acostumado à solidão. Repudiado por sua linhagem e evitado pela aristocracia, ele finalmente encontrou uma identidade como um dos lutadores mais brutais na guerra contra a Sociedade Redutora. Mas sua vida não está completa. Mesmo que a perspectiva de ter uma família esteja ao seu alcance, ele está vazio por dentro, com o coração entregue a outra pessoa… Blay, depois de anos de amor não correspondido, acredita já ter superado Qhuinn. E já era hora: o homem parece ter encontrado o seu par ideal em uma fêmea Escolhida, e eles terão um filho, exatamente como Qhuinn sempre quis. O destino parece ter levado a vida desses vampiros soldados em direções diferentes… Mas a batalha pela liderança da raça se intensifica, e os novos jogadores na cena de Caldwell estão criando um perigo mortal para a Irmandade. Qhuinn finalmente descobre a verdadeira definição de coragem, e os dois corações que estão destinados a ficar juntos… finalmente se tornam um.

As pessoas ainda ficam surpresas quando eu digo que gosto dessa saga e esse é o décimo primeiro livro. Sim, você leu direito, décimo primeiro livro.
A autora é sensacional, ela deve ser prima do R.R.Martin, pois ela consegue manter a história viva mesmo depois de 11 livros e semeia possibilidades para novos livros, já que por padrão, cada livro desenrola o romance de um casal em especial enquanto nos dá um aperitivo de novos casais se formando. E tem personagem e romance pra todos os gostos!
Esse livro nos brindou com o romance homo afetivo mais aguardado da história. Os dois jovens eram amigos desde a adolescência e enfrentaram muita coisa juntos: problemas familiares, crises existenciais, auto afirmação, muita balada regadas a bebidas, cigarros e sexo. E luta também, afinal, eles são guerreiros do clã da Adaga Negra.
Nesse trecho da história, Blay namora do primo de Quinn, e este por sua vez, engravidou uma escolhida. Que roteiro de novela mexicana!
Então, o romance de Blay termina porque ele nunca esqueceu Quinn.
E Quinn, após ter mudado de vida e ter se voltado praticamente num monge super-malhado-gostoso-sexy-sensual, começa a se conhecer de fato e a crescer. Ele que nunca foi aceito pela família pelos olhos dispares, e por isso também não se aceitava, cai em si que Blay sempre esteve lá por ele e que sempre sentiu algo muito forte por ele.
O romance deles foi cheio de amizade, respeito, companheirismo. Como era de se esperar, afinal, o romance não foi uma paixão arrebatadora a primeira vista, nasceu da amizade que eles nutrem desde sempre.
Achei digno, achei tocante, achei um dos melhores casais da série.

Além do casal do romance gay, temos Layla grávida que se encontrou com o Xcor, temos o romance de Sola e Assail tomando forma, até o Trez arrumou uma paixão!
Os lessers não fazem mais o papel de vilão. E o trono, continua em perigo.
Mas quem liga pra tudo isso, quando fecha o livro? A gente só suspira pelo casal e torce pelo próximo livro, pelo próximo casal, pelo próximo suspiro…

Quando ele se afastou, Blay franziu o cenho. — Você está tremendo.
Era possível que ele estivesse imaginando isso? — Estou?
— Sim.
— Eu não me importo. Eu te amo. Eu te amo malditamente tanto, e eu sinto muito que eu não fui macho o suficiente para admitir…
Blay o parou com um beijo. — Você é suficiente macho agora — o resto está no passado.
— Eu apenas… Deus, eu estou realmente tremendo, né?
— Sim, mas está tudo bem — eu seguro.
Qhuinn virou seu rosto para uma das palmas do macho. — Você sempre me segurou. Você sempre me teve… e meu coração. Minha alma. Tudo. Eu apenas desejo que eu não levasse todo esse tempo para agir como um homem. Aquela minha família… quase me matou.

Retrospectiva Literária 2013

  • O livro infanto-juvenil que mais gostei: “O Pequeno Príncipe – Antoine Saint Exupery”
Clássico dos clássico, nem eu acreditei que nunca tinha lido. Claro, já tinha visto o filme, o desenho, lido dezenas de citações, mas o livro propriamente dito, nunca tinha lido. Lindo de viver, um livro pra adultos na verdade. Cheio de frases cheia de mensagens filosóficas.

  • A aventura que me tirou o fôlego: “As Aventuras de Pi – Yann Martel”
O livro foi acusado de plágio, mas o que mais se comentou mesmo dessa história foi sua adaptação cinematográfica. Um deleite aos olhos com cenas fantásticas e poéticas. Todo o tempo no mar é maravilhoso de se ver. Quando ao livro, não perde em nada ao filme. O livro alerta que é sobre religião, mas acho que é mais sobre alma humana e suas dualidades. Claro, fala coisas lindas sobre religião, mas o foco mesmo é a convivência com o “tigre”.

  • O terror que me deixou sem dormir: “Branca dos Mortos e os Sete Zumbis – Abu Fobiya”
Esse foi o único livro da lista que eu poderia classificar como terror. Oohhh, que medo. rsrsrs. Abu Fobiya fez uma releitura dos contos de fadas no estilo zumbis. Ficou divertido, sem perder o contexto dos contos e ao mesmo tempo dando sentido ao mórbido. O que mais gostei foi a conexão entre os contos, onde as personagens se interligam numa teia maior que conduz toda a história.

  • O suspense mais eletrizante: “Inferno – Dan Brown”
Eu ainda não tinha visto as críticas sobre esse livro antes de pegá-lo para ler, só então ouvi dizer que Dan Brown tinha perdido o jeito. Aí que tive vontade de ler mesmo. E sinceramente? Dan Brown continua o mesmo de sempre, com uma história cheia de reviravoltas de tirar o fôlego. Ele misturou a obra de Dante – “A Divina Comédia” e construiu um suspense bem atual, com questionamentos sobre biomedicina, super população e futuro.

  • O romance que me fez suspirar: “A Carícia do Vento – Janet Dailey”
Demorei pra escolher um na minha lista, mas acho que esse livro da Janet Dailey me conquistou pra sempre. Recomendei pra todo mundo que eu conheço. Eu já tinha lido outro livro dela, mas esse foi arrebatador. É o tipo de história que eu gosto: mocinha nervosa, triângulo amoroso, mocinho forte na personalidade, vilão de atitude, sofrimento, luta, sobrevivência, conversão.

  • A saga que me conquistou: “A Maldição do Tigre – Colleen Houck”
Uma saga que achei inovadora, fugindo dos vampiros que fizeram tanto sucesso nos anos anteriores. Um triângulo amoroso que você não sabe qual escolhe, de tão lindos que são os mocinhos. E ao mesmo tempo uma história cheia de aventuras ambientada na cultura indiana e sua mitologia.

  • O clássico que me marcou: “O Hobbit – J.R.R.Tolkien”
Bom, eu considero um clássico mas não sei se é classificado assim. Um livro infantil na verdade, você percebe pela narrativa brincalhona. Soube que o Tolkien escreveu esse livro para os filhos dele. É bem curto e divertido, e nem acreditei como conseguiram transformar 100 páginas em 3 filmes de quase 3 horas! A história é ambientada antes dos filmes “O Senhor dos Anéis” e narra como Bilbo encontrou o anel em sua primeira e única aventura, rsrsrs.

  • O livro que me fez refletir: “3096 Dias – Natascha Kampusch”
Esse ano li vários livros sobre sequestros. Alguns fictícios e outros reais, esse da Natascha é verídico. Achei ela uma pessoa muito adulta nesse livro, diferente do livro da Jaycee – “Uma vida roubada”, que passou por algo semelhante. A Jaycee não cresceu mentalmente, talvez tenha sido seu refúgio e o que a ajudou a sobreviver os quase 20 anos que viveu em cativeiro. Já a Natascha, sofreu horrores, pois seu sequestrador era louco e violento. Há cenas que morri de pena e ódio do sequestrador. Mas o que me levou a escolher esse livro, foi a visão de Natascha que reconhece que apesar de tudo, as vezes o sequestrador era bom pra ela dando-lhe presentes, doces e companhia afetiva. Ela mostra que ninguém é completamente bom ou mau.

  • O livro que me fez rir: “O Lado Bom da Vida – Matthew Quick”
Apesar do livro falar demais, no meu gosto, sobre futebol americano, as outras partes da história são hilárias. O filme não conseguiu captar bem toda a loucura dos dois protagonistas.

  • O livro que me fez chorar:“A Culpa é das Estrelas – John Green”
Fazia tempo que eu não chorava copiosamente com um livro. O livro vai virar filme no ano que vem, e espero que consiga captar todo o drama dessa história que as personagens insistem em deixar leve. A história é dois adolescentes com câncer que frequentam um grupo de apoio. E no meio dessa convivência, vão tentar desvendar o final da história de um livro que a mocinha ama, e vão atrás de seu autor. É pra se pensar sobre a vida, de fato. Reserve lencinhos quando for ler.

  • O melhor livro de fantasia: “A viagem do Tigre – Colleen Houck”
Faz parte da saga que citei acima, mas esse eu gostei mais pois a história gira em torno de dragões. E eu amo de paixão os dragões chineses. Os dragões chineses não gospem fogo como os medievais, eles se parecem com uma longa serpente e são conhecidos por sua relação com a chuva.

  • O livro que me decepcionou: Juntos para Sempre – Walcyr Carrasco
Pelo autor ser tão conhecido por suas novelas, eu esperava uma história mais complexa. E ainda com o apelo espírita na história, não me agradou.

  • O livro que me surpreendeu: Raptada: Carta ao meu sequestrador – Lucy Christopher
Sabe quando você torce pro “vilão” da história? Minha nossa, eu fiquei completamente apaixonada por ele e sua sabedoria sobre viver numa terra árida. A história deixa você sem saber se gostou do final ou não, porque você não consegue escolher qual lado é o certo dessa história.

  • A frase que não saiu da minha cabeça:“-Não conte para a mamãe – disse ele, dando-me uma breve sacudida. – Isso é um segredo nosso Antoinette, você me ouviu?
    – Está bem, papai. – respondi. – Não vou contar.
    Mas contei. Eu sentia segurança no amor de minha mãe. Eu a amava, e ela, eu sabia, me amava. Ela o mandaria parar.
    Mas não mandou.”Toni Maguire in “Não conte para a mamãe”
  • O(a) personagem do ano: Travis de “Belo Desastre – Jamie Mcguire”
  • O Casal Perfeito: Belle e Etiene de “Entre o Amor e a Paixão – Lesley Pearse”
  • O(a) autor(a) revelação: J. A. Redmerski em “Entre o agora e o nunca”
  • O melhor livro nacional: Paula Pimenta em “Apaixonada por Palavras”
  • O melhor livro que li em 2013: Butterfly – Kathryn Harvey. Não citei ele em nenhuma categoria, mas foi uma grande surpresa, eu enrolei pra ler o livro, mas foi um suspense meticuloso sobre vingança. Já fui atrás de outros livros da autora.

Melhor capa: “Butterfly” – Kathryn Harvey

Li em 2013 62 livros!

Minha meta literária para 2014 é ler meus livros de papel, pelo menos 12 e me desapegar deles. Com a faculdade, não posso prometer ler mais de 62 livros! rsrsrs