Uma grande parcela

As histórias que haviam contado um para o outro representavam uma grande parcela do como e do porquê de ele gostar dela. Tá. Amar. Depois de quatro dias apenas e já, indiscutivelmente, amando. Ele se pegou pensando que, talvez, as histórias não apenas façam com que tenhamos importância um para o outro — talvez elas sejam também o único passaporte para a importância infinita que ele vinha perseguindo há tanto tempo.

John Green in “O Teorema Katherine”

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Engolindo a todos

Se o futuro é para sempre, ele pensou, então um dia vai acabar nos engolindo a todos.

John Green in “O Teorema Katherine”

É o que gente lembra

Não é a gente que lembra o que aconteceu. É o que a gente lembra que se transforma no que aconteceu.

John Green in “O Teorema Katherine”

Espaço vazio

Eu não acho que seja possível preencher um espaço vazio com aquilo que você perdeu. Tipo, fazer OOC namorar você não consertou o episódio do Alpo. Não acho que nossos pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem. Como a Katherine.
Agora foi a minha ficha que caiu: se eu de alguma forma a tivesse de volta, ela não encheria o buraco que a perda dela deixou.

John Green in “O Teorema Katherine”

Tamanho da saudade

É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.

John Green in “O Teorema Katherine”

Entrelaçados

Colin se lembrou dos braços dos dois entrelaçados, das brincadeirinhas que eram só deles, do jeito como se sentia quando passava na casa dela depois da aula e a espiava lendo pela janela. Colin sentia falta daquilo tudo. Ele os imaginou juntos na faculdade, com a liberdade de dormir no alojamento um do outro sempre que quisessem, ambos na Northwestern. Sentia falta disso também, e sequer tinha acontecido. Colin sentia falta de seu futuro imaginado.

John Green in “O Teorema Katherine”

Que não está lá

E ficou se perguntando simplesmente como algo que não está lá pode causar tanta dor em alguém.

John Green in “O Teorema Katherine”

Quase por acidente

Quase por acidente, e em apenas dois dias, Colin tinha feito a segunda amizade de sua vida.

John Green in “O Teorema Katherine”

Término do namoro

O término do namoro é previsível, repetitivo e entediante. Ela quer continuar sua amiga, está se sentindo sufocada; o problema é sempre ela e nunca você; e então você fica arrasado e ela, aliviada; é o fim para ela e só o começo para você. E, do ponto de vista de Colin, havia uma repetição ainda mais significativa: toda vez, as Katherines terminavam porque simplesmente não gostavam dele. Todas chegavam precisamente à mesma conclusão. Ele não era maneiro o suficiente, ou bonito o suficiente, ou tão inteligente quanto esperavam — resumindo, ele não era importante o suficiente. E então isso foi acontecendo repetidas vezes, até que ficou chato. Contudo, monótono não é sinônimo de indolor. No primeiro século da Era Comum, autoridades romanas puniram Santa Apolônia quebrando e arrancando seus dentes, um a um, com alicate. De vez em quando Colin pensava na relação disso com a monotonia do fora. Nós temos 32 dentes. Depois de um tempo, provavelmente, tê-los arrancados um a um se torna um fato repetitivo, enfadonho até. Mas nunca deixa de doer.

John Green in “O Teorema Katherine”

Expectativa

Porque, por melhor que seja a sensação do beijo, nada é melhor que a expectativa do beijo.

John Green in “O Teorema Katherine”