Procura pelo prazer de procurar, não pelo de encontrar…
- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”
Fragmentos de um evangelho Apócrifo Novembro 11, 2009
Invocação a Joyce Novembro 10, 2009
(…)
Que importa nossa covardia se há na terra
um único homem valente,
que importa a tristeza se houve no tempo
alguém que se disse feliz,
que importa minha perdida geração,
esse indefinido espelho,
se teus livros a justificam.- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”
Ler não é fundamental Novembro 9, 2009
Para os franceses Pierre Bayard e Daniel Pennac, ler um livro da primeira à última página não é necessariamente uma virtude. É melhor passar os olhos pelo título e a orelha, pular as páginas ou deixá-lo pela metade, dizer que leu tudo e ainda ter discussões filosóficas sobre seu conteúdo. “Ser culto é ser capaz de se orientar rapidamente em uma obra, e essa orientação não implica sua leitura integral”, afirma Bayard em seu livro Como Falar dos Livros que não Lemos?.
Bayard é psicanalista e professor de literatura da Universidade Paris 8, na França. Sua bandeira é dizer que a leitura passa por meios-termos como deixar o livro fechado, ouvir falar sobre ele, percorrer suas páginas… O escritor francês Daniel Pennac também luta pelo direito à não-leitura. Seu ensaio Como um Romance explica que é o “ter que ler” que afasta os leitores. “Temos o direito de não ler, de pular as páginas, ler qualquer coisa ou não terminar um livro”, diz Pennac. Faça um teste: experimente discutir com seus amigos Ulisses, de James Joyce. Provavelmente todos terão uma opinião formada, ainda que nenhum deles tenha lido de cabo a rabo o romance.
“Entre um bom livro e um mau filme, o segundo geralmente ganha, por mais que não queiramos confessar”
- Daniel Pennac, escritor francês
Fonte: Revista Galileu online
Meme Novembro 8, 2009
Esse blog tá meio abandonado, há tempos não visitos os frequentadores daqui e os amigos… mas ainda recebo selinhos! =)
Esse quem me deu foi a Rayssa do blog “Amor da cabeça aos pés“. Obrigada Rayssa!

Regras:
1) Cumprir as regras
2) Levar o selo consigo, dizendo que está ou estará participando da brincadeira.
3) Completar as seguintes frases:
Eu já… achei que a vida se resumia em amar e ser amado.
Eu nunca… levo uma discussão até o fim, eu cedo rápido.
Eu sei… que os maiores arrependimentos são das coisas que não fizémos.
Eu sonho… que as pessoas sejam mais íntegras.
4) Indicar cinco blogs para participarem da brincadeira:
- Entre Aspas
- Ato Falho
- Ocaso do Acaso
- Perdidinha
- Trovador
E pra quem quiser responder também!
Acevedo Novembro 7, 2009
(…)
Não os perdi. São meus. Eu os detenho
No esquecimento, num casual empenho.- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”
Os gaúchos Novembro 6, 2009
(…)
Viveram seu destino como em um sonho, sem saber quem eram
ou o que eram.
O mesmo acontece, talvez, conosco.- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”
Elogio da sombra Novembro 5, 2009
A velhice (tal é o nome que os outros lhe dão)
pode ser o tempo de nossa felicidade.
O animal morreu ou quase morreu.
Restam o homem e sua alma.
Vivo entre formas luminosas e vagas
que não são ainda a escuridão.
Buenos Aires,
que antes se espalhava em subúrbios
em direção à planície incessante,
voltou a ser La Recoleta, o Retiro,
as imprecisas ruas do Once
e as precárias casas velhas
que ainda chamamos o Sul.
Sempre em minha vida foram demasiadas as coisas;
Demócrito de Abdera arrancou os próprios olhos para pensar;
o tempo foi meu Demócrito.
Esta penumbra é lenta e não dói;
flui por um manso declive
e se parece à eternidade.
Meus amigos não têm rosto,
as mulheres são aquilo que foram há tantos anos,
as esquinas podem ser outras,
não há letras nas páginas dos livros.
Tudo isso deveria atemorizar-me,
mas é um deleite, um retorno.
Das gerações dos textos que há na terra
só terei lido uns poucos,
os que continuo lendo na memória,
lendo e transformando.
Do Sul, do Leste, do Oeste, do Norte
convergem os caminhos que me trouxeram
a meu secreto centro.
Esses caminhos foram ecos e passos,
mulheres, homens, agonias, ressurreições,
dias e noites,
entressonhos e sonhos,
cada ínfimo instante do ontem
e dos ontens do mundo,
a firme espada do dinamarquês e a lua do persa,
os atos dos mortos,
o compartilhado amor, as palavras,
Emerson e a neve e tantas coisas.
Agora posso esquecê-las. Chego a meu centro,
a minha álgebra e minha chave,
a meu espelho.
Breve saberei quem sou.
- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”
Não sou eu Novembro 4, 2009
Não sou eu, pensei que podia ser. E até queria, mas não sou eu.
Tem feridas que nunca saram.
Ou saram, mas a gente fica com medo de machucar de novo.
Ou até perde o medo, mas os obstáculos afastam.
Distâncias. Proximidades.
Tão perto, nem um sinal, nem um aviso. Distância.
Proposital? Medo? Intencional?
Pra que? Se longe é tão bom, e perto podia ser.
Podia.
Mas não sou eu.
Tão próximo. Frase incompleta. Completa. Certeza.
Teu riso, ah, teu riso…
Posso escutar, ver, lembrar.
De que adianta?
Distância.
Teus olhos queimam a nuca.
Mas não sou eu.
Vigiam, percebem, notam, condenam.
Por que? Qual razão?
Interesse. Desinteresse.
Curiosidade.
Proximidade.
Mas não sou eu.
Tão próxima, tão distante.
Estende a mão, percebe, estou aqui.
Frente a você.
Queria estar a teu lado.
Distâncias.
Proximidade.
Só eu.
Nome de paz Novembro 3, 2009
— Alfa é meu nome — disse.
E ele perguntou:
— Esse é teu nome de guerra?
E ele respondeu:
— Não. Esse é meu nome de paz.
Caio Fernando Abreu in “O ovo apunhalado”
- O Afogado (IV)
Mil coisas Novembro 2, 2009
Fazer backup é demorado. Principalmente porque a gente vai descobrindo que guarda tanta coisa desnecessária, e entre elas, lembranças que nem deviam estar mais ali.
Sábado passado, dirigi pela primeira vez numa estrada. Agora só quero dirigir por estradas. Chega do trânsito caótico dos grandes centros.
De “dia do livro” me dei de presente: “Memórias de uma Gueixa” e “O escafandro e a borboleta”.
E de vontade de ler um livro de Máfia, comprei “O Poderoso Chefão”. E pra aproveitar a promoção, comprei também “Orgulho e Preconceito”. Resolvi ler Jane Austen.
Terminei mais um livro de vampiros. Agora vou dar um tempo nisso. O assunto já cansou. Vou ler um Sidney Sheldon pra desintoxicar.
De livros ainda, comecei “Comer, rezar, amar”, e confesso, o primeiro capítulo foi um marketing eleitoral. Até agora o livro não me conquistou e já estou perto do vigésimo capítulo.
No trabalho também tivémos mudanças. Agora tenho uma funcionária de minha responsabilidade. Não, não! Não fui promovida. Sinto mais como “incompetência” do que promoção.









