Coisa seca

Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo por que digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora.

Caio F. Abreu in “Morangos Mofados”

#BEDA25

Princípio da Impermanência

Há milhares de anos, alguém criou o princípio da impermanência.
A beleza que há na inevitabilidade das mudanças.
Tive um bom tempo para pensar sobre o valor da memória, e só porque uma coisa não é para sempre não significa que ela é menor.
Talvez fosse só uma racionalização.
Melhor que se lamentar por algo que poderia ter sido, por uma vida não vivida.
Eu, com certeza, não sei. Mas escolhi acreditar na memória.
Escolhi acreditar nela.
Escolhi acreditar que o vínculo jamais se quebra, e que temos um ao outro em nossos corações.
Como uma particularidade secreta.
Ela me tornou um escritor, me tornou um homem.
Haveria outros amores, até amores grandes, mas ela tinha razão: Só um permanece perfeito.
Me pergunto se tudo ficou perfeito para ela também.
Ou se ela se apegou a uma ideia.
Algumas perguntas seguem sem resposta, mas, em Nova York, nunca se está mais de 6m distante de alguém que conhecemos ou de alguém que devemos conhecer.

– Encontro Marcado (filme)

Coragem

“Porque – disse ela – quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem.”

– Neil Gaiman in “Coraline”

#BEDA22

Perambulado pelo mundo

“Se nós não tivéssemos nos conhecido, acho que eu teria compreendido que minha vida não estava completa. E teria perambulado pelo mundo à sua procura, mesmo se não soubesse o que estava buscando.“

– Nicholas Sparks in “Uma Longa Jornada”

#BEDA21

Amor em agosto

Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu — sem o menor pudor, invente um. (…) Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún, ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à luz da lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.

– Caio Fernando Abreu in “Pequenas Epifanias”

#BEDA20

Cartas ao amor ausente – III

Pai,

Hoje faz doze anos ou mil anos, não sei exatamente. E sempre choro ao lembrar de você.
Também os sonhos mudaram, cada vez mais esparsos. Acho que o último foi no seu aniversário. A V. que reclama que nunca sonha com você. Mas sonhar é pouco, um abraço seria muito melhor.
Aqui tua ausência foi preenchida com muitos cachorros. Perdeu-se a conta. Era amor demais para dar e um vazio muito grande pra preencher.
Eles trazem alegria e barulho. Tem horas que até incomodam. Mas como não amar essas criaturas abandonadas pela vida?
Billy é o caçula, em ordem de chegada. Ele é o único menino entre elas, entre nós.
Ele também sofreu uma perda recente, esse é o único que não foi largado na rua. Billy tinha lar e amor. Alguém que cuidava de sua doença. Ele tem epilepsia.
Estamos em época de olimpíadas. E não tem mais graça assistir vôlei ou futebol sem seus comentários. Ou qualquer outro esporte. Eu digo para os outros que eu não ligo, não acompanho. Mas a verdade é outra.
Ontem resolvi ver um trecho de um jogo de volei, mas não suportei e fui dormir.
Acordei de madrugada, com os gritos da V., porque o Billy estava convulsionando.
Parece que ontem também, ele teve uma emoção muito forte ao rever uma amiga da ex-dona dele.
Ele ficou mais de uma hora convulsionando e eu fiquei ao lado dele, acariciando sua testa, esperando ele se acalmar.
Você se lembra?
Afinal, o que mais se pode fazer quando a saudade bate tão forte assim?
Fiquei ali, até que meu coração também se acalmou.

F.

#BEDA19

Nana

Acho que Nana foi meu primeiro anime, pelo menos é o que eu me lembro de amar loucamente essa história, esses personagens e chorar por essa história não ter tido um fim.

Duas garotas chamadas Nana se encontram em um trem rumo a Tóquio por acaso. Depois de uma série de coincidências, elas acabam vivendo juntas em um apartamento de número 707 (“nana” significa “sete” em japonês). Apesar de terem personalidades e ideais diferentes, as duas acabam se tornando amigas “por obra do destino”.

Uma é roqueira e tem uma banda. Só que o namorado dela é de outra banda, eles meio que tiveram um desencontro de objetivos profissionais e por isso se separaram.

A outra Nana é a famosa “sonsa-fofa”. Vocês conhecem personagens assim. Elas caem, fazem besteiras, choram a toa, pagam mico a toda hora e você se apaixona perdidamente por elas.

A história já foi adaptada em dois filmes e um anime. E não teve fim! E hoje li a notícia de que a autora, Ai Yazawa, revelou que deseja um dia terminar seu mangá NANA, que está em hiatus desde 2009. Ela também pediu desculpas aos fãs por fazê-los esperar todo esse tempo.

O mangá foi lançado em 2002 e em 2009 entrou em hiatus devido a internação da autora por conta de uma doença não revelada. Em 2010 foi anunciado que Ai Yazawa saíra do hospital mas não tinha planos de quando ou se voltaria a trabalhar no mangá. Com 21 volumes até o momento, a obra é publicada aqui no Brasil pela editora JBC.

Fonte: Crunchyrol

#BEDA18

Lar

“É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?”

– Stephanie Perkins in “Anna e o Beijo Francês”

#BEDA17

Dia perfeito

-Deixa eu te perguntar uma coisa: você acha que existe um dia perfeito?
-O que?
-Um dia perfeito. Do início ao fim. Quando nada de terrível ou triste ou comum acontece. Você acha que é possível?
-Não sei.
-Você já teve um?
-Não.
-Também nunca tive, mas estou em busca dele.

Jennifer Niven in “Por Lugares Incríveis”

#BEDA16

O amor e a felicidade ilustrados nas pequenas coisas da vida

Estas ilustrações da artista coreana Puuuung vão aquecer seu coração. Os desenhos compõem uma série colorida que mostra momentos doces de um casal apaixonado realizando atividades simples do dia a dia como ir ao supermercado, cozinhar, ler, cuidar do gato de estimação, estar juntos debaixo de uma árvore do jardim ou dar uma abraço de carinho em uma situação triste.

As atualizações são todas as terças e sextas.

Fonte: Comendo com os Olhos

#BEDA15