Terás estrelas como ninguém

As pessoas têm estrelas que não são as mesmas.
Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam.
Tu, porém, terás estrelas como ninguém…

– Antoine Saint-Exupéry in ‘O Pequeno Príncipe’

Amizade dada

A amizade dele, ele me dava. E amizade dada é amor.

– Guimarães Rosa in “Grande Sertão: Veredas”

Exausto

Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém.

– Caio F.Abreu in “Cartas”

Concorrência

“Algo que sempre falo para a nossa equipe é: não seja prisioneiro do hábito, não faça igual todos os dias, seja melhor amanhã do que é hoje. Se você não se transforma, vai estar sempre atrás dos concorrentes. Mas, antes de concorrer com o mercado, concorra consigo mesmo, com você de ontem.”

Chieko Aoki, fundadora e presidente da rede Blue Tree Hotels.

Texto completo, aqui.

Nem é da gente

Tenho meus fados. A vida da gente faz sete voltas ― se diz. A vida nem é da gente…

– Guimarães Rosa in “Grande Sertão: Veredas”

Não é quanto dinheiro você gasta

A maioria das pessoas não percebe que na vida o que importa não é quanto dinheiro você ganha, mas quanto dinheiro você conserva.

Robert Kiyosaki in “Pai Rico, Pai Pobre”

Nunca quis ser nosso herói

Kurt, parece que você conhecia May, Hannah e Natalie, e a mim também.
Como se enxergasse dentro de nós. Você cantava sobre o medo, a raiva e todos os sentimentos que as pessoas escondem. Até eu. Mas sei que você não queria ser nosso herói. Não queria ser um ídolo. Só queria ser você mesmo. Só queria que escutássemos sua música.
Beijos,
Laurel

Ava Dellaria in “Cartas de Amor aos Mortos”

Das músicas do Nirvana, eu gosto mesmo é da Smells Like Teen Spirit, gosto de como é contagiante o refrão e da vontade que dá de pular e balançar os cabelos como um bom roqueiro que se preze.
É uma letra meio sem sentido pra mim que gosto de uma historinha, tem uma hora que é tipo um show de horrores ou um circo? “Um mulato, um albino, um mosquito” talvez faça mais sentido em inglês do que traduzido.
Talvez seja apenas rima ou uma alma atormentada.

Esse livro da Ava Dellaria é bem interessante, porque além da parte onde ela conta a vida adolescente dela, ela também cita algumas coisas da vida da pessoa para quem ela está escrevendo a carta. Kurt aparece nos momentos de rebeldia. Também nesses momentos aparece Janis Joplin e The Doors.

Enfim, separei um trechinho da carta de suicídio do Kurt Cobain, que você encontra inteira (traduzida) aqui. Acho que por pior que seja a vida, a gente tem que enfrentá-la. Mas o conselho do Kurt pode ser visto de outras formas: resolva o que tem que resolver de uma vez, ao invés de ficar imaginando como seria/será. Deixe a acomodação de lado, arregace as mangas, respira fundo e vai. Vai com fé na vida!

Lembre-se, é melhor queimar de vez do que se apagar aos poucos.
Kurt Cobain, em sua carta de suicídio.

Há 11 anos

Quando uma pessoa próxima morre, as lembranças que você tem dela se tornam dolorosas. Só na quinta fase do luto as lembranças não doem mais tanto assim; é quando as recordações se tornam boas. É quando você para de pensar na morte da pessoa e passa a se lembrar de todas as coisas maravilhosas a respeito da vida dela.

Colleen Hoover in “Métrica”

Tomar partido

O silêncio, a intimidade – para mim, isso era tomar partido.

Inês Pedrosa in “Fazes-me Falta”

Para onde vai o amor que se perde?

Encontrei por aí:

Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo. ”.
Esta foi a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagascar…
Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca.
Ela era obviamente diferente da boneca original.
Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”.
Anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
Em resumo, o bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

May Benatar, no artigo “Kafka and the Doll: The Pervasiveness of Loss” (publicado no Huffington Post)