Poetriz

Sou um pouco de poeta e de atriz na frente do meu compoetador

Blog Fantástico Novembro 20, 2009

Arquivado em: Testes/Memes/Selos — poetriz @ 8:37 am

Meme ganhado do “Entre Aspas”

1. Enumerar cinco coisas que você gosta em um livro:

Escrita aqui englobaria tudo, mas vou tentar destrinchá-la: gosto de boas histórias que fogem do comum e óbvio, gosto de uma linguagem limpa mas que consiga fazer que eu imagine cada detalhe da cena, gosto de personagens com personalidade forte (odeio mocinhas bobinhas), gosto de frases/lições que me façam refletir (minha fonte de citações!). E por fim, gosto de uma boa arte de capa.

 

2. O que você seria capaz de fazer por um livro?

Isso não sei responder. Gosto de livros, mas não morreria por um.

 

3. Quando você vai comprar um livro, o que te chama a atenção? Enumere quatro coisas:

Exatamente nessa ordem: O título, a contracapa (sempre leio a resenha ou o resumo meia-boca que aparece nas páginas de compra compra online), o tamanho (pra caber na bolsa) e o preço.

4. Cite as nove melhores coisas em uma amiga:

Respeito, lealdade, gratidão, opinião, carinho, liberdade, silêncio, bom humor e um pouco de loucura.

5. Indicar três blogs para o selinho:

Poderia indicar dezenas, mas vou indicar gente que sei que compra bastante livros…

Sandra – Isso é Bossa Nova

Fabiana (perdidinha)

Tempestade

 

Diálogos que não ocorrerão Novembro 17, 2009

Arquivado em: Desabafo — poetriz @ 8:37 am

- Oi, por que você não se senta lá em cima, sempre tem um lugar vazio ao meu lado.
- Só me sento se for pra preencher o vazio definitivamente.

 

Orgulho e Preconceito Novembro 15, 2009

Arquivado em: Cotidiano — poetriz @ 8:09 am

Comecei a ler “Orgulho e Preconceito”. A principio fiquei com receio da Jane Austen ter uma escrita muito complicada, muito descritiva, mas me enganei completamente. Alguns trechos são realmente difíceis de entender mas trata-se da estrutura lingüística em desuso e não de exageros.
Agora é nítido como todos os filmes que vi sobre o livro passaram uma imagem de um Darcy arrogante quando na verdade ele é inteligentemente charmoso. E apaixonou-se por Elizabeth desde o principio, vocês sabiam? Pelos olhos dela! Elizabeth sentiu-se desprezada por uma conversa que ouviu e percebia o olhar dele pra cima dela o tempo inteiro, mas achava que ele estava irritado.
A comparação é horrível, mas lembrei de Edward e Bella no laboratório de biologia, lembram? Quando ela entra na sala e ao sentir o cheiro dela, ele faz aquela cara horrível porque na verdade queria devorá-la. Stephanie Meyer também leu Jane Austen? Quem diria!

 

Um leitor Novembro 14, 2009

Arquivado em: Jorge Luis Borges — poetriz @ 8:17 pm

Que outros se jactem das páginas que escreveram;
a mim me orgulham as que li.
Não fui um filólogo,
não pesquisei as declinações, os modos, a laboriosa
mutação das letras,
o de que se endurece em te,
a equivalência do ge e do ka,
mas ao longo de meus anos tenho professado
a paixão da linguagem.
Minhas noites estão cheias de Virgílio;
ter sabido e ter esquecido o latim
é uma possessão, porque o esquecimento
é uma das formas da memória, seu impreciso porão,
o outro lado secreto da moeda.
Quando em meus olhos se apagaram
as vãs aparências amadas,
os rostos e a página,
entreguei-me ao estudo da linguagem de ferro
que usaram meus antepassados para cantar
espadas e solidões,
e agora, através de sete séculos,
desde a Última Tule,
tua voz me alcança, Snorri Sturluson.
O jovem, ante o livro, impõe-se uma disciplina precisa
e o faz em busca de um conhecimento preciso;
em minha idade, toda tarefa é uma aventura
que limita com a noite.
Não acabarei de decifrar as antigas línguas do Norte,
não afundarei as mãos ávidas no ouro de Sigurd;
a tarefa que empreendo é ilimitada
e há de acompanhar-me até o fim,
não menos misteriosa que o universo
e que eu, o aprendiz.

- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”

 

Tempo Novembro 13, 2009

Arquivado em: Verso & Prosa — poetriz @ 11:17 pm

“A viagem para a casa de praia levou uma hora de tempo real e vinte anos de memórias.”

– Sidney Sheldon in “Lembranças da Meia Noite”

 

Pedir Novembro 12, 2009

Arquivado em: Jorge Luis Borges — poetriz @ 7:15 am

É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta.

- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”

 

Fragmentos de um evangelho Apócrifo Novembro 11, 2009

Arquivado em: Jorge Luis Borges — poetriz @ 8:14 pm

Procura pelo prazer de procurar, não pelo de encontrar…

- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”

 

Invocação a Joyce Novembro 10, 2009

Arquivado em: Jorge Luis Borges — poetriz @ 8:12 pm

(…)

Que importa nossa covardia se há na terra
um único homem valente,
que importa a tristeza se houve no tempo
alguém que se disse feliz,
que importa minha perdida geração,
esse indefinido espelho,
se teus livros a justificam.

- Jorge Luis Borges in “Elogio da Sombra”

 

Ler não é fundamental Novembro 9, 2009

Arquivado em: Blogosfera — poetriz @ 7:06 am

Para os franceses Pierre Bayard e Daniel Pennac, ler um livro da primeira à última página não é necessariamente uma virtude. É melhor passar os olhos pelo título e a orelha, pular as páginas ou deixá-lo pela metade, dizer que leu tudo e ainda ter discussões filosóficas sobre seu conteúdo. “Ser culto é ser capaz de se orientar rapidamente em uma obra, e essa orientação não implica sua leitura integral”, afirma Bayard em seu livro Como Falar dos Livros que não Lemos?.

Bayard é psicanalista e professor de literatura da Universidade Paris 8, na França. Sua bandeira é dizer que a leitura passa por meios-termos como deixar o livro fechado, ouvir falar sobre ele, percorrer suas páginas… O escritor francês Daniel Pennac também luta pelo direito à não-leitura. Seu ensaio Como um Romance explica que é o “ter que ler” que afasta os leitores. “Temos o direito de não ler, de pular as páginas, ler qualquer coisa ou não terminar um livro”, diz Pennac. Faça um teste: experimente discutir com seus amigos Ulisses, de James Joyce. Provavelmente todos terão uma opinião formada, ainda que nenhum deles tenha lido de cabo a rabo o romance.

“Entre um bom livro e um mau filme, o segundo geralmente ganha, por mais que não queiramos confessar”

- Daniel Pennac, escritor francês

Fonte: Revista Galileu online

 

Meme Novembro 8, 2009

Arquivado em: Testes/Memes/Selos — poetriz @ 8:03 pm

Esse blog tá meio abandonado, há tempos não visitos os frequentadores daqui e os amigos… mas ainda recebo selinhos! =)

Esse quem me deu foi a Rayssa do blog “Amor da cabeça aos pés“. Obrigada Rayssa!

selo_4

Regras:

1) Cumprir as regras
2) Levar o selo consigo, dizendo que está ou estará participando da brincadeira.
3) Completar as seguintes frases:

Eu já… achei que a vida se resumia em amar e ser amado.
Eu nunca… levo uma discussão até o fim, eu cedo rápido.
Eu sei… que os maiores arrependimentos são das coisas que não fizémos.
Eu sonho… que as pessoas sejam mais íntegras.

4) Indicar cinco blogs para participarem da brincadeira:

  1. Entre Aspas
  2. Ato Falho
  3. Ocaso do Acaso
  4. Perdidinha
  5. Trovador

E pra quem quiser responder também!