Língua Encantada sempre carregava os sentimentos estampados no rosto. Ele era um livro permanentemente aberto, cujas páginas qualquer um podia ler. Sua filha era diferente. Não era muito fácil decifrar o que acontecia dentro dela.
Cornelia Funke in “Coração de Tinta”
Decifrar como um livro
Odeia escrever
Diz que odeia escrever, que gosta de jogar as coisas que escreve no fogo, principalmente os poemas, escrever para ele é uma tortura, um sofrimento do qual gostaria de se libertar.
Escrevo para retirar-me de mim mesmo.Rubem Fonseca in “O Cobrador”
Falar, calar e ouvir
Falar é de ignorantes; calar é de covardes; ouvir é de sábios.
Carlos Ruiz Zafón in “A Sombra do Vento”
São Paulo
Desde o final do ano passado, fiz amizade com duas pessoas do meu trabalho que vieram de Minas Gerais e querem “descobrir” São Paulo.
Pra esse ano, a meta é descobrir junto, afinal, eu como boa paulista não conheço nem um quinto dessa cidade.
Então, abaixo tem listinha do que pretendemos conhecer. E se alguém tiver dicas, me ajude!
Natal da Av.Paulista– Fomos no final do ano passado. Foi lindo, eu tinha ido uma vez só e nem tirei fotos.- Ano novo chinês na Liberdade (esse ano foi 21 e 22/Janeiro)
- Zoológico
- Museu do Ipiranga
- Tomar um café numa livraria. Eu voto pela Cultura no Conj.Nacional
- Ir no Masp
- Fazer piquinique no Ibirapuera
- Ir no Museu da Língua
- Ir no Teatro Municipal
- Ir na feirinha da República
- Passear no Terraço Itália (ainda tem aquele passeio, sem ter que jantar no restaurante chiquérrimo e caro?)
- Ir na 25 de Março! É pobre, mas é o céu da bugiganga!
- Assistir uma peça no teatro do Sesi
- Ir numa festa típica da Moóca
Ainda tem os passeios que não ficam exatamente dentro da cidade e que vale a pena conhecer. São passeios rápidos e próximos.
- Embu das Artes
- Itu
Amor é assistir alguém morrer
Aniversário de alguém que eu amarei pra sempre. ♥
♫ Mas eu estou pensando sobre o que Sarah disse
Que amor é assistir alguém morrer
Então quem vai te assistir morrer? ♫
Não saber terminar
Que a sua tristeza não era o morrer. Era o não saber terminar. Se ele aprendera tanta coisa, até a posar para a fotografia. Não sabia, contudo, posar para a morte. Que palavra, que rosto preparamos para esse momento final?
Mia Couto in “A Chuva Pasmada”
Fotografia
És agora apenas uma fotografia ao lado da minha insônia. Uma memória que me fala sobretudo, como todas as memórias, daquilo que não existiu. Nesta fotografia te esqueço. Meticulosamente, de cada vez que me esforço por reter-te e começo a inventar-te. (…) E deslizo para esta solidão demasiado humana de não poder voltar a ser sozinho, como era quando tu existias, nesta mesma cidade, e eu já nem sequer pensava em ti.
Inês Pedrosa in “Fazes-me Falta”
Escreve!
Miquel Moliner contemplava-o da plataforma, com as mãos enterradas nos bolsos.
― Escreve ― disse.
― Assim que chegue, escrevo-te ― replicou Julián.
― Não. A mim, não. Escreve livros. Não cartas. Escreve-os por mim. Pela Penélope.
Julián assentiu, só então percebendo do muito que ia sentir a falta do amigo.
― E conserva os teus sonhos ― disse Miquel. ― Nunca se sabe quando irás precisar deles.Carlos Ruiz Zafón in “A Sombra do Vento”



